domingo, 24 de maio de 2015

[Resenha] Os Fabulosos X-Men: A Saga da Fênix Negra – Chris Claremont & John Byrne

Dentre as três resenhas publicadas nesse mês no blog, duas delas pertencem ao universo Marvel. Minha trajetória como fanboy dessa franquia começou com os X-Men nos anos noventa. Passei a me interessar pelas outras vertentes bem depois...


O amor pelo desenho animado clássico e pelos quadrinhos surgiu meio que em simultâneo. Só mais tarde fui saber o quanto esse grupo sofreu com falta de interesse por parte de seus fãs e cancelamentos súbitos, os filhos do átomo eram uma boa equipe, mas faltava qualidade no roteiro, desenvolvimento de seus personagens, adição de qualquer outro tipo de tema que não fosse o preconceito e por aí vai... Eis que Chris Claremont e John Byrne decidem então assumir esse já destroçado braço da Marvel, transformam essa equipe de quinta categoria em um verdadeiro time de estrelas e nos agraciam com os mais incríveis e relevantes títulos do universo. A Saga da Fênix Negra é considerada aos olhos dos fãs uma das melhores (senão a melhor) histórias dos mutantes nas histórias em quadrinhos. Além de conseguirem se consagrar no ramo a dupla citada acima nos presenteou com material de extrema qualidade a mais de trinta anos atrás e que merece ser lembrado até hoje.


Um grupo de mutantes reunidos e treinados pelo professor Charles Xavier enquanto vivem amedrontados e reprimidos pela raça humana, devem travar diversas batalhas, viver grandes aventuras e combater incontáveis inimigos. Esse grupo é chamado de X-Men e se popularizou com aqueles que não leem quadrinhos través dos filmes lançados a partir do ano 2000.


Não é simplesmente a densidade da trama de A Saga da Fênix Negra que a torna lendária. No mesmo arco acontece a introdução de duas mutantes Crystal e Kitty Pryde (sendo essa fundamental para equipe em tramas futuras e dona de uma quantidade considerável de fãs), houve também a estreia do Clube do Inferno no universo mutante (que é um grupo de vilões muito interessantes e poderosos que foi adaptado pro cinema em 2011) e, por fim, chegar a hora em que Jean Grey (a Fênix) perde o controle sobre seus poderes e sua personalidade e então mostrar as consequências disso para os X-Men e para o resto do mundo.




Jean Grey é considerada a menina dos olhos de Stan Lee, talvez por isso a personagem não seja tão cativante diante de um público que tem cobrado cada vez mais personalidades fortes de seus heróis.  De qualquer forma, aquela ruiva certinha e um tanto simplória foi elevada a uma condição um tanto conflituosa. Não existe nenhum registro anterior onde uma heroína havia passado por uma transformação tão apavorante e pagado um preço tão alto pela redenção. Meu objetivo aqui, não é fazer com que você caia de amores pela personagem, mas que pelo menos te faça conseguir entender o quão chocante foi transformar a mocinha descrita anteriormente, um membro original do grupo e dona da maior quantidade de laços afetivos pelo mesmo em um ser que adquiriu uma quantidade de poder além da compreensão e foi corrompida por ele.


Claremont é incrível, não notei preguiça no roteiro, cada um dos personagens foram desenvolvidos dentro de suas limitações e cumpriram bem seu papel na trama (seja esse papel crucial ou não), tudo foi muito bem amarrado não deixando que nenhum dos capítulos passe em vão ou que simplesmente chateiem o leitor com enrolações desnecessárias, é abarrotado de cenas de ação (minhas favoritas são; o confronto de Jean contra Emma Frost, Wolverine sozinho contra os capangas do clube e a batalha final entre os X-Men e os membros do círculo interno), houve uma boa quantidade de elementos psicológicos e filosóficos (abordados quase sempre pelo casal Jean e Scott) o que não costumava ser visto em histórias do grupo e que enriqueceu muito a leitura, obviamente existe uma carga dramática ali e é possível se emocionar mesmo se não houver tanta afinidade assim com os personagens.


Devemos também nos lembrar de que é uma história (criada e desenhada) da década de 1980, claro que apesar disso é bem escrita e também bem adulta, porém os traços não são aqueles com os quais os fãs mais atuais estão acostumados. Isso não desmerece de forma alguma a qualidade do traço de John Byrne que mantém o mesmo estilo sujo e apesar disso sempre cheio de cores, detalhista e abarrotado de cenas de movimento.


A Marvel está lançando junto com a Salvat uma coleção com os melhores arcos de seus super-heróis favoritos, e quem infelizmente não teve a oportunidade de ler (como eu) as HQs originais dessa saga maravilhosa tem a oportunidade de comprar o material compacto completo. A edição está impecável, capa dura e diversas informações adicionais, poderá ser adquirida em sebos, algumas bancas e até mesmo pela internet no site da Cultura. Além desse volume a coleção conta com outros 59 títulos dotados das mesmas características extras mencionadas acima. Ah... A lombada de cada volume de capa dura traz uma parte de uma fantástica paisagem do Universo Marvel deixando a coleção completa na sua estante espetacular. 



Preferi fazer essa resenha de forma diferente do que sou acostumado, houve sim alguns spoilers, mas nada que prejudique o avanço do leitor. A obra é indispensável para os fãs da sociedade mutante, consegue prender, não possui textos maçantes, continua sendo atual e merece sem sombra de dúvidas seu espaço entre os maiores clássicos da Marvel. Costumo brincar com a maioria dos meus amigos (fãs da franquia cinematográfica da FOX) que eles não conhecem os filhos do átomo de verdade... E eles estão aí, em sua mais pura essência, pra quem quiser conhecer. 



Outras Mídias


A Saga da Fênix Negra foi adaptada algumas vezes e em cada uma delas de maneira diferente.


 X-Men: A Série Animada (2ª Temporada) – Esta foi a adaptação mais fiel perante a que foi vista nos quadrinhos, foi também a primeira que vi. Os personagens envolvidos na trama principal foram alterados em sua maioria já que a animação possuía outros protagonistas. Possui uma pegada um tanto diferente dos cartoons atuais por ter sido lançado na década de noventa, porém em qualidade de roteiro é impecável.


Wolverine e os X-Men – Uma animação mais atual que se trata da Fênix desde o começo e aos poucos e o nosso incansável Wolverine é colocado como protagonista de todos os eventos. Emma Frost tem um papel muito diferente daquele exercido na saga original e também é colocada como um dos personagens cruciais. O Clube do Inferno possui as mesmas motivações, porém métodos diferentes.



X-Men: O Confronto Final – Considerada pelos fãs a adaptação cinematográfica mais infeliz da armada mutuna, Jean Grey surge como Fênix Negra sem nenhum tipo de desenvolvimento prévio além da sua morte de sacrifício no final do filme anterior. A atuação de Famke é ótima, porém o roteiro é pobre e cheio de furos. Magneto é o vilão no lugar do Clube do Inferno, Ciclope que é um personagem importante na mitologia da protagonista é inutilizado e Wolverine posto sob pedestal como em todos os outros filmes do time. 


-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-


Uma última citação (que contém spoiler) que encerra a saga de forma genial:

"Jean Grey poderia ter vivido como uma Deusa, mas preferiu morrer e ser humana..."



domingo, 17 de maio de 2015

Ando Lendo: O Nome do Vento - Patrick Rothfuss


Quando peguei o livro para ler achei que seria mais um dos vários livros de cavalaria que existem por aí. Apesar de ser meu estilo literário favorito eu já não estava mais tão atraída a comprar livros cuja a frente trazia um rapaz de costas com capa e cabelos ao vento (por mais que nesse caso combinasse irrefutavelmente com o título e a ilustração seja de fato muito bonita). E para completar, adivinhe só! Uma trilogia!

Vamos ser sinceros aqui, as livrarias encontraram na fantasia medieval uma gama muito grande de títulos, mas muito pequena em variedade de histórias. Escavando por entre todas essas prateleiras você encontra sim, títulos muito bons (como é o caso, já vamos chegar lá), mas a minha ideia era ficar um tempo sem, para que ao voltar pros meus contos cavaleirescos eu estivesse com a mente limpa, sem me preocupar se aquilo fosse clichê ou não.

Mas a vida, a vida sempre me surpreende.

Estava eu arrumando os títulos que eu poderia colocar no desafio literário de 2015, e já havia passado os olhos no item sobre um amigo recomendar um livro, e não é que o brow Luciano me sugere esse O Nome do Vento?! Com subtítulo da trilogia iniciado por 'A crônica do...' e tudo?!

Mas, amigos... “Missão dada é missão cumprida.” (Nascimento, C. - 2007). Li o livro.

Kvothe, nome que ainda não sei como se pronuncia, parece ser alguém cujas lendas se espalharam pelas terras, com vários títulos de glória seguindo seu nome e uma reputação que ultrapassa fronteiras. Porém, no momento, é dono e proprietário de uma pequena taberna, e fica trabalhando por lá... Sossegadão.

Durante mais uma noite corriqueira um dos clientes aparece contando como foi atacado por uma espécie de aranha gigante, a chama de demônio, entra em desespero, e sorrateiramente Kvothe sai para ver do que se trata aquele ataque pouco habitual na estrada. O grosso do livro mesmo começa porque nessa situação o nosso personagem principal encontra um cronista que, reconhecendo o moço de cabelos vermelhos, pede para que possa ser escritor de suas histórias.

De volta a taberna, depois de acertar todos os detalhes, Kvothe relata para o cronista e Bart (uma espécie de discípulo do taberneiro que fica morando lá também) todo o seu passado.

Nessa primeira fase da trilogia a gente conhece a infância e adolescência de Kvothe. Não vou me estender a detalhes nessa primeira parte da resenha, para não dar spoilers pros desavisados que estiverem a ler. Como resumo posso apenas colocar que ele vai contar sobre sua vida como participante de uma trupe itinerante, sua vida nas ruas de uma cidade gigantesca, e como conseguiu entrar em uma universidade de arcanistas e porque resolveu entrar nela em primeiro lugar.

E nessa brincadeira vai ter romance, brigas, animais monstruosos, livros e magia...

Agora vamos para a parte que a tia Bë começa a julgar todo mundo para o pessoal que já leu?!

-=-=-=-=-=-=-=-=-=- Sessão Spoiler para quem já leu o livro -=-=-=-=-=-=-=-=-=-

Quero aqui jogar opiniões soltas, como uma rodinha entre amigos. ~.o

Primeiro, quando eu consigo entender como é que fala os nomes acho eles muito maneiros. Meus favoritos são o nome da trupe, Edena Ruh, e o nome de um dos mestres da universidade, Elxa Dal.

Gostei bastante de como ele criou uma religião para a ambientação. Apesar de ser muito semelhante ao cristianismo ainda é algo diferente dos que conhecemos e está bem explicadinho, e não aparece de forma tão forçada assim. Os personagens comentam conforme comentariam na vida normalmente, não começam a falar do nada só pra mostrar que o autor do livro criou. Assim como o calendário próprio. Se as pessoas precisam marcar alguma data, elas falam, caso contrário, não saem apontando o calendário em onzenas just for fun.

Kvothe quando fala de Denna baba. A musa do ruivo me deixa um tanto nervosa. Virei #teamFeila por desdem mesmo. Se fazer um levantamento estatístico sobre as personagens bonitas que acho em filmes, animes e livros Denna era para ser meu amor platônico. Cabelos longos negros, uma voz linda de morrer, vestimentas sempre belas... Mas o mistério excessivo, os flertes a rodo e todo esse melodrama cheio de gracejos, como diria a galerê aqui do interior, me 'enjuria'.

Não tô criticando ela na história, suas atitudes são explicadas, fazem sentido para o que ela representa. Só não gosto dela como pessoa mesmo. Como típica mocinha da história ela é perfeita, mas nunca gostei das mocinhas. XD

Ouvi falar que Audi, a garota que mora escondido no subterrâneo, se torna alguém importante nos livros que se seguem. Por hora não posso dizer nada além que tenho esperança em outro romance, se não for ela, Feila, Bart, Mestre Lorren, qualquer um... Menos Denna.

Também tenho esperança em personagens que nem sei se voltarão, como a moça agiota, ou o dono do estaleiro onde mora durante a universidade. Nesses casos não como romance, mas como meios para que a história dê mais explicações de outros dos diversos títulos que ele tem (como matador do rei. xD).

No livro é comentado que os olhos verdes de Kvothe mudam de cor. Inicialmente pensei que seriam como os da minha irmãzinha, que as vezes fica muito verde (principalmente quando ela se torra no Sol, em contraste com sua pele de pimentão) até o amarelado (quando a parte do centro fica mais evidente); mas aí a moça me vem e diz que é culpa do estado de espírito do rapaz. Fiquei bolada. A da Lara só muda no contraste da luz mesmo. =/

Gostei da universidade ter um mestre especialista em cada tipo de estudos, apesar de não ter entendido muito bem se isso significa que ha apenas eles como professores. Pelo que entendi é isso mesmo, o que me fez comparar com escolas normais e ter pena. Pra dar conta de tantos alunos as salas devem ser gigantes, e deve ser um puta grande trabalho na hora da correção de tarefas.

A cena onde Kvothe tenta chamar o nome do vento (e dá ruim) foi interessante. Não só para explicar como seus estudos com seu primeiro mestre fora da universidade teve a velocidade reduzida, mas também para mostrar que mexer com poderes muito grandes podem ser igualmente perigoso, incluindo para quem está na posição de comando.

Curioso como, mesmo aparentemente louco, o mestre responsável pela arte de conhecer os nomes sabe dos perigos e, de formas pouco convencionais, não deixa seu aluno entusiasta se envolver com essas coisas tão facilmente. Também achei legal saber que não é só o vento que tem nome, e que cada coisa tem sua 'personalidade'. Tô ansiosa para ver as possibilidades de interação da magia com outros componentes mais pra frente.

Mesmo mostrando que existem magias e seres fantásticos, o livro apresenta isso como uma ciência. São experiências para se alcançar as melhores poções e simpatias, são aulas sobre os materiais e métodos, as pesquisas sobre os animais são feitas como estudamos, sei lá, elefantes. Isso deixou o universo do livro mais natural.

Na primeira etapa do livro temos uma infância bastante feliz de Kvothe. Seus amigos da trupe, seus pais amorosos, viajantes corriqueiros que o faziam crescer como pessoa. Na segunda etapa a infância completamente oposta na cidade grande. A fome, brigas, um ambiente que não só impede de crescer como diminui aquilo que ele já era.

Estou lendo no momento David Copperfield do Charles Dickens, e senti de novo esse choque do início feliz, seguido de uma derrota contrastante. Mas isso já é spoiler para outra resenha. Como disse que seria uma conversa entre amigos... Divaguei.

O contraste entre as duas infâncias é bem grande, e a mudança de cenário também, mas é o que transforma Kvothe na personalidade equilibrada para a terceira etapa, a etapa nem de extrema felicidade, nem de extrema tristeza, que foi a da universidade.

Por sinal, que fase de feliz, triste, feliz, triste... Kvothe é a prova que inteligência não é sabedoria. Apesar de conhecer muitas coisas e assimilar processos lógicos facilmente (desde matemática à música) ele não tem malícia o tempo todo para identificar quando está sendo trapaceado e não reage de forma sempre perfeita em diversas situações com outras pessoas. O que faz todo sentido! Nesse ponto do livro ele é um adolescente, e gostei que o autor não fez dele um velho cheio de experiência só para deixá-lo invencível.

É costume em trilogias o primeiro livro ser usado mais para apresentar os personagens e suas características do que desenvolver mesmo algo da história. O Chandriano, por exemplo, não é tão explicado assim. Mas o que achei legal foi que ele não foi esquecido. As situações que se seguem nessa etapa da história têm como objetivo ou causa o Chandriano, que acredito ser o grande plot da crônica como um todo. Então a todo momento a gente tem uma pinceladinha de sua existência, pra não deixar que ele se perca completamente, mas também para que não seja entregue todo o mistério.

Vi uma minúscula minoria reclamando que não acontece nada glorioso nesse primeiro livro. Se for botar na balança realmente nada sobre o grande plot aconteceu, não vou negar isso. Acredito que isso será trabalhado no segundo e terceiro livro, como de praxe. Mas quero lembrá-los, pequenos padawans, que é um livro pseudo-auto-biográfico, e em biografias, sendo um resumo da vida, você busca a felicidade pelo caminho e não no fim do arco-íris. (anota essa que ficou boa)

-=-=-=-=-=-=-=-=-=- Fim do Spoiler aqui -=-=-=-=-=-=-=-=-=-

Quando fui marcar como lido no Goodreads.com o primeiro comentário me fez dar um sorriso:

"I kinda liked this book. But my opinion on the matter probably shouldn't be trusted..." (Eu meio que gostei desse livro. Mas minha opinião sobre o assunto provavelmente não deve ser confiável...)
 - Patrick Rothfuss (El Autor)


É um livro com capítulos curtos, o que deixa a leitura muito rápida. Mesmo assim tentei ler pausando, pois é um livro que (acredite ou não) me dava vontade de estudar. O cara é um gênio, mas não apenas por ser inteligente, mas também por esforço. Gosto de pensar nesse tipo de gente como incentivo para que a gente, como leitor, dê um jeito na vida. XD


Depois desse lindo texto eu só podia terminar com uma palavra: Recomendadíssimo.



segunda-feira, 11 de maio de 2015

Ando assistindo: Demolidor - Netflix (1ª temporada)




Que os filmes da Marvel são um sucesso absoluto ninguém pode negar, mas o que podemos dizer das séries?

Eu, particularmente, não sou uma fã muito entusiasta de Agents of SHIELD, mas não era bem por isso que não estava assim tão emocionada quando falaram que a Netflix disponibilizaria o seriado de Daredevil. O fato é que as únicas coisas que conhecia do ‘homem sem medo’ eu conheci pelo filme onde ele é interpretado pelo Ben Affleck e, se espremer bastante, do filme da Elektra, interpretada pela fofinha da Jennifer Garner (que por mais que eu ame... Bem, não foi seu melhor filme).

Das coisas que eu lembro (pouquíssimas, apenas o suficiente para achar o filme bem sessão da tarde) uma que eu não posso mentir é que eu tinha gostado dos vilões. O ator que fazia o Rei do Crime, Michael Clarke Duncan, tinha uma presença excelente pro papel e era exatamente esse, o vilão mais icônico, que iria ser o inimiguinho-mor na primeira temporada da série lançada esse ano.

Diferente do que a maioria dos meus amigos Marvetes fizeram, eu não assisti todos os episódios numa pancada só. Acredito que fazer isso, na empolgação do momento, torna o miolo da temporada muito mais imune a episódios chatos (não que houvessem) do que quando você espera semana após semana para ver mais um picadinho.

Só acredito nas pessoas que veem de uma vez só e que falam que o seriado é acima da média se elas fizerem isso com todos os seriados; ou se tornaria algo muito injusto com as séries que têm que disputar com os milhões de entretenimentos que acontecem durante o tempo corrido.

Fora isso... Tô ficando velha. Minha cabeça não acompanha mais o batidão. Posso entender na hora, mas se vier mês que vem já não lembro os detalhes se tiver visto tudo correndo em dois ou três dias. Tô mais perto dos trinta que dos vinte. É a verdade.

Mas eae?! Qüalé do Daredevil?

Após toda a reviravolta com os Vingadores, Nova Iorque se torna uma cidade abalada e Hell's Kitchen (uma zona dentro de Manhattan) é apresentada sombria, violenta e comandada por poucos poderosos também de índole pouco gentil.

Matt Murdock e seu amigo de tempos de faculdade, Foggy Nelson, resolvem voltar para suas origens, Hell's Kitchen, para conseguir através de suas capacidades como advogados, trazer mais justiça para os moradores. O problema é que tem muita carne debaixo desse angu coisa ruim acontecendo.

Senhor Murdock [devo dizer os nomes dos personagens da HQ são bem sonoros (você já devem ter entendido que tenho uma queda por nomes)] resolve que irá colocar uma máscara, uma roupa colada escura, se camuflará na noite, e salvará o mundo (de Nova Iorque) no melhor jeito old school: dando porrada na cara dos malvados.

Pra quem não está manjando nada, mas absolutamente NADA do que o Daredevil, Homem sem medo, Demolidor, entre outros nomes é, um ponto importante seria dizer que o cara é cego. Tem uma explicação para ele conseguir ser alguém tão, digamos, acima do comum na árvore de skills. O seriado mostra em alguns momentos o background de Matt Murdock. Mostra cenas de sua infância e da relação com seu pai, além do acidente que o deixou cego, treinamento e outras coisas que o fizeram o tornar um herói. Tudo sem botar detalhes demais a ponto de não deixar espaço para novos personagens em uma possível (já confirmada) segunda temporada da série.

Daredevil não é um seriado da Warner, isso significa que os atores não tem aquele esteriótipo de beleza que geralmente usam em séries de TV. Os atores são pessoas bonitas?! São. Mas é um bonito mais natural e menos forçado. Os efeitos que todo mundo usa de colocar fumaça atrás das pessoas contra uma luz maravilhosa deixando quase angelicais são mais sutis. Isso me deixou com uma sensação de que eram pessoas reais, pessoas que eu posso me apaixonar ali na esquina, uma sensação que gostei bastante.

Falando em maior realidade, Wilson Fisk (Aka. Rei do Crime), interpretado por Vincent D'Onofrio, foi um personagens que me trouxe bastante desse aspecto. Não fizeram do criminoso apenas um cara mau que tem dinheiro, mas um cara inteligente, que tem gostos pessoais, que se relaciona com pessoas, que passa por conflitos e tem desejos e ideologias que segue. Gostei bastante desse cara e dos olhinhos de dó que ele faz.

Seu amore, Vanessa (Ayelet Zurer), foi uma personagem que não entendi. Não falo que foi ruim, longe disso, simplesmente não entendi. Ela teve sua função e tals, mas eu não sei o que esperar, o que é bom, não é?! Como eu disse, eu não conheço a HQ do demolidor, então eu posso esperar qualquer coisa dessa mulher. Ela pode virar uma vilã maluca na próxima temporada, ou uma beata salvadora da pátria. Não sei, mas flertar numa loja de artes é muito elegante, então... Pontos de classe e etiqueta para ela.

Falando em mulheres, uma que se torna a Hermione (no sentido de única personagem feminina no trio de bons amigos) do grupo é Karen Page (Deborah Ann Woll). Depois de receber ajuda de Murdock, tanto legalmente como em sua máscara, ela se torna colaboradora de serviços (não sei se é secretária, administradora, faxineira...) do escritório de advocacia 'Nelson-Murdock'.

Sinceramente achei a moça meio genérica, mesmo em personalidade. Apesar de ser alguém bem envolvida na história, e de ter uma relação com os personagens bem colocada, com direito a suaves piadinhas, indício de envolvimento amoroso e tudo, não me apeguei. Talvez seja apenas um afastamento que tenho com mocinhas de histórias em geral, mas sinto como se por acaso trocassem Karen por qualquer outra ainda teria tido o mesmo sentimento.

Já Claire Temple, a enfermeira da noite, interpretada por Rosario Dawson, me teve outro impacto. Ela não apareceu tanto assim, e mesmo assim me simpatizei bastante com ela. Descobri que a enfermeira da noite aparece em diversos outros quadrinhos além do Demolidor. Ela teve alguns diálogos interessantes e pareceu ser uma mulher inteligente e 'trabalhadeira'.

Mas se fosse para escolher o personagem mais bacana dessa festa toda seria Franklin "Foggy" P. Nelson. Como best friend forever do herói eu estava esperando alguém caricaturado, alívio cômico ou meio bobo e totalmente perdido entre os segredos do Demolidor, mas não.

Primeiro que o ator escolhido foi Elder Henson. A galera que costumava ver os filmes da tv aberta nos anos 90, se puxar com carinho da memória, pode se lembrar de um filme chamado Sempre Amigos (The Mighty, 1998) onde um rapaz com problemas de estrutura óssea e muito inteligente faz amizade com um garoto badboy enorme que passa a ser seu corpo enquanto o carrega nos ombros para lá e para cá num mutualismo que se torna uma grande amizade no decorrer do filme s2 s2 s2. É um drama muito bacana (e que pede uma caixa de lenços) e que tem como mocinho forte da dupla Elder Henson.

Aqui, na série do Netflix, ele é um advogado que poderia trabalhar em uma grande empresa e fazer dinheiro ali, assim como Murdock poderia, mas que escolhe de boa vontade voltar para sua área e ajudar as pessoas que precisam das leis.

Ele é esperto, é divertido, bom trabalhador e um amigo fiel. Gosto bastante de como ele trata as adversidades, mesmo depois de umas biritas, e principalmente, como ele trata as pessoas. Ele vê o que há de errado e tenta entender o problema e solucioná-lo; não apenas agir por impulso rumo a ação ou se esconder de medo.

Achei muito interessante essa construção de personagem pois ela não ficou depreciada perto do principal, o que eu esperava que fariam para criar um contraste do herói e da 'pessoa comum'. Foggy não se tornou uma pessoa comum, e fiquei realmente feliz por isso. 

Além dos personagens individualmente poderíamos citar também organizações que fazem parte, principalmente no grupo de vilões que apareceram. Sugestões como a Mão, o Zodíaco e uma arma chamada Céu Negro. Tudo pincelado para que possa ser explorado mais tarde. Não só isso, mas também lugares. Uma cena interessante é quando madame Gao vai sair da cidade e fala por cima para onde vai. Entendedores entenderão.

Em questão física usaram bastante das habilidades de Daredevil em luta, parkour, e outros movimentos (tem um giro em parafuso que achei a coisa mais legal do mundo) que são complexos, mas não impossíveis, sem saltos do alto da montanha ou coisa do gênero. Fora a roupa completamente funcional e que respeita bem os quadrinhos (como uma substituição de vestimenta bem explicadinha e bonitinha mais pra frente).

O seriado tem classificação 18 anos, o que deu liberdade para cenas de sangue e ossos quebrados bastantes realistas. A ambientação é bem bonita, de cores escuras e fortes bem estilo quadrinho sombrio, mas sem ficar cartunizado demais.

A Netflix entregou para a galera um seriado de heróis de quadrinhos muito bem feito, com seriedade no roteiro, produção acima da média e sem nem um pingo de visão fantasiada infantil. Recomendo fortemente para quem ainda não viu e espero ansiosamente a próxima temporada. =)


terça-feira, 5 de maio de 2015

[Resenha] Vingadores: Era de Ultron – Joss Whedon

Depois de quase um ano sem dar as caras no blog estou aqui mais uma vez sem nenhum tipo de moral que me faça ser levado à sério novamente. O importante é que eu voltei a escrever e naquele mesmo esquema informal e sem estribeiras em relação aos spoilers da vida, trazendo Vingadores: Era de Ultron resenhado como quem pede desculpas.

O segundo filme dos heróis mais poderosos da Terra começa em um ritmo completamente diferente do anterior. A equipe já se encontra reunida em uma missão que só aqueles que assistiram o pós-créditos de Capitão América 2: O Soldado Invernal podem a entender por completo. A química entre os personagens e palpável a ponto de dar aquela impressão estranha de que houveram missões anteriores entre o primeiro filme e esse. Enfim, o filme já começa na ação e tudo tende a crescer, os alívios cômicos estão lá com piadas internas e comentários sarcásticos. O Barão Von Strucker precisa ser parado e o cetro do Loki resgatado, e então sem muitos rodeios os gêmeos entram em ação para enriquecer um pouco mais o Universo Marvel! Minha vontade é continuar contando o filme todo aqui... Mas então isso não seria mais uma resenha e sim um resumo. A Marvel Studios não economizou em atores, grande parte de personagens coadjuvantes (Desde Maria Hill até o Dr. Selvig) voltam para de alguma forma dar o ar da graça e enriquecer o trabalho de Joss Whedon. O segundo filme dos Vingadores é maior em quesitos de roteiro, desenvolvimento de personagens, cenas de ação e de efeitos especiais. Não é aquela adaptação dos sonhos dos fãs que acompanham os quadrinhos desde crianças, mas não deixa de ser incrivelmente admirável. Os Marvetes pareceram ficar satisfeitos com o resultado e empolgados para o que ainda virá.


Homem de Ferro, Thor e Capitão América foram um ponto interessante no filme, não que tenham ficado de lado, mas dessa vez o restante do elenco foi mais bem desenvolvido. Não que não tiveram excelentes cenas e diálogos, mas acredito que por ambos terem já seus filmes solo o diretor optou por focar mais nos outros. Robert Downey Jr. é um ator que parece tão descontraído no papel que chego a concordar com o Stan Lee; “Ele é o Homem de Ferro”! Tem um papel importante no filme, porém um tanto diferente do anterior, dessa vez parece abandonar aos poucos o posto de líder da equipe e deixar o Capitão segurar um pouco as rédeas. Apesar dessa camaradagem por parte de Tony, em diversas partes do filme vemos esses dois pilares batendo de frente em tons não muito descontraídos, entendedores entenderão que o fato só se trata da Guerra Civil chegando. O Asgardiano promove boas piadas com seu tom arrogante e clássico, se irrita com Stark quando descobre as dimensões dos problemas que ele trouxe (o que é exatamente o que estamos acostumados a ver nos quadrinhos) e protagoniza combos de ação espetaculares. Outro momento que merece ser mencionado é a visão do Deus do Trovão das Joias do Infinito que ficou bem legal e ainda melhor quando Thanos aparece na cena pós-créditos.




Com o Hulk, a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro as coisas acontecem de forma diferente. Interagem com todos os outros personagens em cenas descontraídas e outras nem tanto, têm personalidades e opiniões fortes, e se abrem um pouco mais uns com os outros e com os telespectadores.
  

O Hulk, por exemplo, é explorado através do seu relacionamento com a Natasha, o que achei totalmente desnecessário e meio forçado e os motivos eu vou comentar daqui a pouquinho. Apreciamos o quanto o personagem pode ser destrutivo quando fora de controle (assim como no primeiro filme) e o quão transtornado pode ficar quando colocado perante as consequências, essa foi uma sacada que não vimos antes, já que o personagem costuma pular de uma cena de ação para a outra dando apenas pequenos comentários acerca dos destrutivos ocorridos.


O que particularmente não deu pra se engolir no romance com a Viúva Negra é que entra completamente em questões abordadas por Banner, mas contradiz a assassina tachando-a de carente e um pouco atirada o que não faz muito o perfil dessa personagem. A outra parte do desenvolvimento dela acontece graças a Feiticeira Escarlate e suas bem vindas alucinações, a Viúva precisa encarar seu passado que reflete o tempo todo o seu presente. Por não ter (infelizmente) um filme solo dela essas imagens acabam sendo um prato cheio pros fãs dela.


O Gavião Arqueiro interpretado por Jeremy Renner (aquele que ficou indignado com sua participação fraca dentro do universo) e considerado pelos fãs o mais inútil entre os Vingadores, ganhou um peso maior nas costas tendo que manter a equipe na linha durante as pequenas crises individuais. O momento em que Clint leva os companheiros pra casa é ótimo. Nunca cheguei a pensar no personagem assim, pai de família amoroso e integrante cativante. Uma das minhas passagens favoritas é todo o discurso que ele faz para Wanda que acredito que tenha sido de extrema importância para transformá-la em uma vingadora.


E a Marvel jamais faria isso, simplesmente nos devolver os personagens que já conhecíamos em uma missão diferente em um lugar diferente... Personagens novos e conhecidos pelos fãs dos quadrinhos e dos desenhos animados da TV foram acrescentados e muito bem adaptados por excelentes atores;




Uma deusa, uma louca, uma feiticeira... Era o que a maioria dos Marvetes brasileiros de plantão cantavam quando ouviam rumores sobre a encarnação de Elizabeth Olsen como Wanda Maximoff, a Feiticeira Escarlate. Já disse sobre os pesadelos telepáticos provocados por ela anteriormente e também sobre a passagem decisiva dela com o Gavião Arqueiro. E ela não fica só nisso, apesar de não haver nenhum tipo de introdução explicativa acerca do assunto, Wanda inaugura a magia no Universo Marvel, que acredito que será mais bem abordado no futuro filme do Doutor Estranho já que nesse suas habilidades foram apenas chamadas de estranhas. A nova super-heroína brilhou, botou pra quebrar e cativou muito os fãs, conseguindo uma aprovação maior que seu irmão quando eu achei que os dois cresceriam juntos.


Mercúrio nesse filme é interpretado pelo Aaron Taylor-Johnson, o Kick-Ass! Ele e sua irmã são dois mutantes filhos de Magneto, (sqn, né Fox? –‘) que foram adaptados como humanos aprimorados pela ciência profana da Hydra. O ligeirinho tem umas passagens bem engraçadas principalmente quando se encontra com o Gavião, porém fica um pouco apagado quando colocado ao lado da irmã. O final dele foi triste, claro... Mas já ouvi falar que Mercúrio não morreu! OO’



E para a felicidade geral Visão esta sim no filme, interpretado pelo Paul Bettany, que não, não é o JARVIS com um corpo e uma capa. Assim como na mitologia que conheço, foi criado pelo Ultron, mas na série é roubado por Stark e uploadeado com JARVIS e parte do protocolo Ultron, então se tornou uma criatura única, um dos heróis mais interessantes do universo. Possui em sua mente a Jóia da Mente, que é uma das Jóias do Infinito, o que o torna poderoso pra caramba. Achei que poderia ter sido mais bem aproveitado, apareceu pouco, mas talvez por enquanto tenha sido o suficiente. Um puta destaque pra cena em que ele pega o martelo de Thor, aquela sala de cinema foi à loucura.



Quem viu o Garra Sônica no filme? Ulysses Klaw (interpretado pelo Gollun, Andy Serkis) não foi um herói nesse filme, e não acredito que já possa ser chamado de vilão. O que eu achei válido é que serviu como uma excelente introdução a Wakanda (que é mencionada), o universo do Pantera Negra (que terá um filme solo no futuro e que achei uma pena não ter dado as caras por alguns momentos). O físico já perdeu sua mão, já se apresenta como ladrão de Vibranium, só precisa mesmo encontrar seu nêmeses.  



A Marvel infelizmente não costuma acertar a mão com seus vilões. E existem diversas evidências disso. Pare pra pensar, o Ronan (Vilão do aclamado Guardião das Galaxias) reclamava mais que acusava. O Caveira Vermelha é um extremista, ele simplesmente é malvado por ser malvado. Não tenho comentários para o Abominável e muito menos para o Mandarim, já a Hydra é legal, mas odiar uma megacorporação fica meio parecido com coisa de  hipsters comunistas dos movimentos.




Loki fez um belo trabalho e dentro da Marvel uma rara exceção, e então eis que chega Ultron. James Spader fez um trabalho esplendido ao dar voz a um robô ultra inteligente, radical e homicida. Não notei efeitos em sua voz, já que antes de ver o filme já imaginava aqueles efeitos metalizados de robôs que costumamos ver na tv. O vilão intimida, zomba, ameaça, seduz, faz piada e mata por pura e fria lógica, do tipo que dita que para resolver um problema você deve eliminar sua fonte: os Vingadores e a humanidade. Os ideias dele são os mesmos encontrados na HQ, o visual está um pouco diferente, e sua personalidade adaptada porém sua essência permanece a mesma.




Muitos fãs ficaram indignados com a batalha entre Hulk e o Homem de Ferro utilizando a Hulkbuster. Porque o Hulk não venceu aquela armadura? O poder do Golias Esmeralda foi desmerecido, então? A armadura da Hulkbuster tem sim total capacidade de conter o Hulk (até porque foi criada com esse intuito), afinal de contas a mesma foi desenvolvida não só pelo Tony Stark como também pelo Bruce Benner. Os poderes do verdão não foram desmerecidos, a Verônica que nos foi apresentada nesse filme, existe com a finalidade de repor algumas das partes que eram perdidas em batalha. Isso deixou bem claro que o Hulk é sim muito forte, como já sabíamos graças aos outros filmes, não houve diminuição dos seus poderes e os Vingadores simplesmente estavam preparados para caso uma situação assim acontecesse.




Desde antes da estreia dos Vingadores foi inevitável a comparação entre o Mercúrio e o mesmo personagem de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido da Fox. Eu diria que ele é… Um tanto diferente e possui um visual mais legal. Nem pior, nem melhor. A cena da Fox foi espetacular, linda, poética, mas foi UMA cena, e todos sabemos que honestamente seria inviável fazer/assistir várias sequências de batalha naquele estilo.


Uma grande polêmica criada pelo público é que diversos trailers e teasers promocionais foram liberados entregando de bandeja algumas das melhores cenas. Em minha humilde opinião, acho que o Trailer está lá pra quem quer ver, se a Marvel acha que é a melhor maneira de promover seu filme, então... Deixe que ela faça. Se você acha que vai descobrir todo o enredo através de no máximo dez minutos totais de cenas picadas, então não assista! E meio óbvio, certo?!


Não gostei da forma que o Barão Von Strucker foi tratado nesse filme, considerado um dos grandes vilões do universo Marvel e rival de NickFury (que também ficou bem apagado) funcionou mais como alivio cômico do que ameaçou. Sua morte foi simplesmente mencionada e mostrada através de uma foto, não teve tempo pra cumprir nossa expectativa criada no final do segundo filme do Capitão América.


A batalha final foi simplesmente linda! O giro 360º se difere do primeiro filme pelo número de super-heróis envolvidos, pela ação em si. A cena foi tão épica que era impossível notar todos os detalhes naquela tela gigantesca já que todos os Vingadores estavam em ação utilizando de suas habilidades para deter os minions de Ultron.

















Como comentei anteriormente esse espetáculo de filme além de nos mostrar uma história empolgante, tem a missão de abrir caminhos pro Pantera Negra, pra Guerra Civil, e até pras Guerras do Infinito. E vai além, somos apresentados a uma renovação da equipe bem nos últimos momentos, isso infelizmente é algo que a Marvel tem que se preocupar no mundo real, já que alguns atores acabam ficando exigentes em relação ao salário ou mesmo entediados para repetir papéis. É uma época ótima pra se ser nerd e fã de quadrinhos, a maior parte do que queríamos está sendo entregues assim, de mão beijada. Joss Whedon nos entregou um trabalho impecável e infelizmente não se encontra (até onde eu sei) em futuros planos de filmes. O segundo filme me agradou muito mais que o primeiro pela qualidade do enredo e desenvolvimento individual dos personagens. Se existem alguns pecados? Bom, existem! E são... Perdoáveis.


Diversos boatos rondam o futuro da franquia nas telonas, bem como perguntas. A Marvel tem toda uma fase três em desenvolvimento (lembrete que a fase três só começa depois do filme do Homem Formiga que terá resenha aqui no blog assim que for assistido). Sabemos de participações de personagens em futuros longas graças a contratos de alguns atores que acabam vindo em público. Não consegui pegar nenhuma referencia ao Cabeça de Teia e a Miss Marvel no filme, e nem nada que linkasse o mesmo com as séries do Demolidor e com Agents of Shield, o que foi uma pena, sou muito viciado em easter-eggs.


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Universo Cinematográfico Marvel


Vou fazer um resumo bem básico abaixo sobre o caminho da Marvel até agora nos cinemas com sinopses e ordem de filmes e deixar o futuro em aberto, já que apenas títulos nos foram liberados.


Fase 1


Homem de Ferro (2008) – Tony Stark (Robert Downey Jr.) é um industrial bilionário, que também é um brilhante inventor. Ao ser sequestrado ele é obrigado por terroristas a construir uma arma devastadora mas, ao invés disto, constrói uma armadura de alta tecnologia que permite que fuja de seu cativeiro. A partir de então ele passa a usá-la para combater o crime, sob o alter-ego do Homem de Ferro.






O Incrível Hulk (2008) – [Esse filme foi produzido pela Universal, e sofreu recast do personagem titulo em Vingadores] Vivendo escondido e longe de Betty Ross (Liv Tyler), a mulher que ama, o cientista Bruce Banner (Edward Norton) busca um meio de retirar a radiação gama que está em seu sangue. Ao mesmo tempo ele precisa fugir da perseguição do general Ross (William Hurt), seu grande inimigo, e da máquina militar que tenta capturá-lo, na intenção de explorar o poder que faz com que Banner se transforme no Hulk.





Homem de Ferro 2 (2010) – O mundo já sabe que o inventor bilionário Tony Stark (Robert Downey Jr.) é o super-herói blindado Homem de Ferro. Sofrendo pressão do governo, da mídia e do público para compartilhar sua tecnologia com as forças armadas, Tony reluta em divulgar os segredos por trás da armadura do Homem de Ferro, temendo que as informações caiam em mãos erradas. Tendo Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) e James "Rhodey" Rhodes (Don Cheadle) a seu lado, Tony estabelece novas alianças e enfrenta novas e poderosas forças.




 Thor (2011) – Quando é banido do reino de Asgard e exilado na Terra, o arrogante guerreiro Thor (Chris Hemsworth) é obrigado a lutar para reaver seus poderes perdidos. Perseguido pela força invasora enviada para destruí-lo, o desventurado Deus do Trovão tem que enfrentar a batalha e descobrir o que é preciso para se tornar um verdadeiro herói.








Capitão América: O Primeiro Vingador (2011) – Nascido durante a Grande Depressão, Steve Rogers teve uma frágil juventude em uma família pobre. Horrorizado com as imagens dos noticiários sobre os nazistas na Europa, Rogers se alista no exército. No entanto, em função de sua saúde debilitada, ele é rejeitado. Atento ao esforço do rapaz, o general Chester Phillips oferece a ele a oportunidade se fazer parte de uma experiência… Operação: Renascimento. Depois de semanas de testes, Rogers finalmente recebe o soro de Supersoldado e é bombardeado com radiações. Steve Rogers emerge do tratamento com um corpo tão saudável quanto um corpo pode ser, sendo ainda humano. Ele é colocado então em um tático e intensivo programa de treinamento. Três meses depois, ele recebe sua primeira missão como Capitão América. Armado com seu indestrutível escudo e conhecimento de batalha, Capitão América passa então a lutar contra o Mal, se tornando o líder dos Vingadores.


Os Vingadores (2012) – Loki (Tom Hiddleston) retorna à Terra enviado pelos chitauri, uma raça alienígena que pretende dominar os humanos. Com a promessa de que será o soberano do planeta, ele rouba o cubo mágico dentro de instalações da S.H.I.E.L.D. e, com isso, adquire grandes poderes. Loki os usa para controlar o dr. Erik Selvig (Stellan Skarsgard) e Clint Barton/Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), que passam a trabalhar para ele. No intuito de contê-los, Nick Fury (Samuel L. Jackson) convoca um grupo de pessoas com grandes habilidades, mas que jamais haviam trabalhado juntas: Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Bruce Banner/Hulk (Mark Ruffalo) e Natasha Romanoff/Viúva Negra (Scarlett Johansson). Só que, apesar do grande perigo que a Terra corre, não é tão simples assim conter o ego e os interesses de cada um deles para que possam agir em grupo.


Fase 2


Homem de Ferro 3 (2013) – Homem de Ferro 3 coloca o o impetuoso, porém brilhante, industrial Tony Stark/Homem de Ferro contra um vilão cujo alcance não conhece limites. Quando Stark vê o seu mundo pessoal destruído pelas mãos de seu inimigo, ele embarca em uma caçada para encontrar os responsáveis. Essa jornada, a cada curva, irá testar os seus valores. Encurralado, Stark é obrigado a sobreviver às custas de seus próprios equipamentos, confiando em seus instintos e ingenuidade para proteger aqueles que são próximos a ele. Enquanto luta para se reerguer, Stark descobre a resposta da pergunta que secretamente o perseguia: será que é o hábito que faz o monge, ou o monge que faz o hábito?


Thor: O Mundo Sombrio (2013) – Mundos colidem quando um poderoso inimigo antigo ameaça mergulhar o cosmos na escuridão eterna. Agora, reunido com Jane Foster (Natalie Portman), e forçado a forjar uma aliança com seu traiçoeiro irmão Loki (Tom Hiddleston), Thor (Chris Hemsworth) embarca em uma perigosa jornada pessoal para salvar a Terra e Asgard da destruição.







Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014) – Após os cataclísmicos eventos em Nova York, Steve Rogers, também conhecido como Capitão América, vive tranquilamente em Washington, DC e tentando se ajustar ao mundo moderno. Mas quando um colega da S.H.I.E.L.D. é atacado, Steve se vê preso em uma rede de intrigas que ameaça colocar o mundo em risco. Unindo forças com a Viúva Negra, o Capitão América luta para expor a grande conspiração enquanto enfrenta assassinos profissionais enviados para silenciá-lo a todo momento. Quando a dimensão da trama maligna é revelada, o Capitão América e a Viúva Negra pedem ajuda a um novo aliado, o Falcão. Contudo, eles logo se veem enfrentando um inimigo formidável e inesperado - o Soldado Invernal.


Guardiões da Galáxia (2014) – O impetuoso aventureiro Peter Quill se vê como objeto de uma caçada implacável após roubar uma misteriosa esfera cobiçada por Ronan, um vilão poderoso com ambição que ameaça todo o universo. Para fugir do determinado Ronan, Quill é forçado a fazer uma complicada aliança com um quarteto de desajustados - Rocket, um guaxinim atirador, Groot, uma árvore mutante humanoide, a mortal e enigmática Gamora e o vingador Drax, o Destruidor. Mas quando Quill descobre o verdadeiro poder da esfera e o perigo que ela representa para o cosmo, ele deve fazer seu melhor para reunir seu grupo desorganizado para uma última e desesperada resistência - com o destino da galáxia em jogo.


Vingadores: Era de Ultron (2015) – [Achei injusto não colocar sinopse deste aqui] Quando Tony Stark tenta reiniciar um programa de manutenção de paz, as coisas não dão certo e os super-heróis mais poderosos da Terra, incluindo Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro, terão que passar no teste definitivo para salvar o planeta. Com o aparecimento do vilão Ultron, a equipe dos Vingadores tem a missão de neutralizar seus terríveis planos.




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Outras Mídias


Pra quem já viu todos os filmes citados acima e sente aquele gostinho de quero mais, abro espaço aqui pra algumas dicas pessoais que podem interessar o Marvete faminto. rs


Séries


Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. – O agente Phil Coulson (Clark Gregg) retorna à organização mundial S.H.I.E.L.D. e organiza um pequeno e altamente treinado grupo de agentes para resolver casos que ainda não foram classificados tudo que é novo, estranho e desconhecido. O time consiste do correto agente Grant Ward (Brett Dalton), expert em combate e espionagem, da piloto e especialista em artes marciais agente Melinda May (Ming-Na Wen) e dos cientistas brilhantes mas introvertidos agente Leo Fitz (Iain De Caestecker) e agente Jemma Simmons (Elizabeth Henstridge). A eles se junta uma recruta civil, a hacker Skye (Chloe Bennet).




Marvel's Agent Carter – O ano é 1946, e Peggy Carter (Hayley Atwell) se encontra marginalizada quando os homens retornam ao lar após a Guerra. Trabalhando para a SSR, Peggy precisa balancear o trabalho administrativo e missões secretas para Howard Stark, ao mesmo tempo em que leva uma vida solteira após perder o seu amor, Steve Rogers. [A sinopse não te faz levar a sério, mas acredite... Vale muito à pena ver]







Marvel's Daredevil – Matt Murdock, após um trágico acidente em sua infância, perdeu a visão, mas acabou desenvolvendo seus outros sentidos de forma extraordinária. Murdock abre seu escritório em Hell's Kitchen, seu antigo bairro na cidade de Nova Iorque, onde combate o crime como um respeitado advogado pela manhã e justiceiro mascarado a noite.







Cartoon


Avengers Assemble – Com uma escalação de astros que inclui Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Gavião Arqueiro, o recém-chegado e incrível Falcão e a Viúva Negra, Os Vingadores Unidos, da Marvel, são verdadeiramente uma irmandade. Eles salvam o mundo das maiores ameaças imagináveis - do tipo que um único super-herói não pode lidar. Agora, eles precisam combater uma equipe formada pelos vilões mais perigosos do planeta, A Cabala, um grupo que se reuniu sob a liderança do Caveira Vermelha! Liderados pelo Homem de Ferro, os heróis treinam e vivem juntos em sua nova sede, na Torre dos Vingadores. Não importa se eles estão impedindo o Dr. Destino de conquistar Asgard, Attuma de levar o Exército da Atlântida até Nova York ou o Drácula de liberar hordas de vampiros, os Vingadores devem trabalhar juntos para ter sucesso.



Quadrinhos 


Os Vingadores – Quando a Terra mergulha em seus dias mais negros e a humanidade é ameaçada por vilões poderosos demais para um único herói enfrentar, os maiores campeões do Universo Marvel se reúnem formando Os Vingadores! Neste livro, você conhecerá a gênese da superequipe, quando os heróis tiveram de combater o semideus asgardiano Loki, e também irá viver um de seus combates mais épicos e difíceis frente ao vilão megalomaníaco Ultron e sua legião de clones robôs.





Jogos




Marvel Future Fight – É um jogo de RPG com muita ação, baseado obviamente nos heróis da franquia, e que já estava disponível na Google Play há um tempo, porém apenas para alguns mercados selecionados e exclusivos. Acontece que agora que o novo filme dos Vingadores estreou nos cinemas batendo recordes de bilheteria em todo o mundo, o game também passou a estar disponível para todos tanto na Google Play quanto na Play Store. O game traz alguns dos personagens icônicos da Marvel e que também andam fazendo sucesso nas telonas como o Homem de Ferro, Hulk, Thor, Demolidor, Homem Aranha e até mesmo os Guardiões da Galáxia, entre muitos outros. O objetivo do jogo é bastante óbvio e não podia ser diferente: você terá que reunir os heróis mais poderosos e batalhar contra os vilões no seu caminho no universo Marvel. A jogabilidade é bastante simples e em pouco tempo o jogador já está acostumado com os controles e com o modo de batalha. Apesar do game ser gratuito para download, você irá encontrar muitas opções de compras dentro do aplicativo caso seja do seu interesse. A boa notícia é que você não precisa realmente gastar seu dinheiro no jogo para seguir em frente, podendo escolher jogar sem nenhum gasto extra.


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Bom, é isso aí meus saudosos leitores... Espero que tenham gostado tanto da resenha quanto das dicas dadas abaixo. Caso existam algumas discordâncias é só comentarem, aceito elogios também (rs) e até na próxima terça, com uma nova resenha. \o