segunda-feira, 13 de abril de 2015

Desafio de leitura 2015 da tia Bë


Na virada do ano achei um desafio que rolava pelo Tumblr (ou Pinterest, não lembro) e resolvi realizá-lo durante 2015. A lista tem 50 itens e não diz títulos específicos, o que acho muito digno porque aí da pra forçar um livro que esteja louco para ler em algum item, ou pegar uma ideia aleatória quando não tiver título nenhum em mente.

Tentei achar as referências e descobri que a lista foi criada pelo site PopSugar que é originalmente em inglês. Logo, tomei a liberdade de fazer uma tradução livre para facilitar aqui no blog.

A minha ideia é ir marcando nesse post o que for lendo e ir referenciando com link para uma resenha mais detalhada. Será que rola?! De qualquer forma serve de incentivo para a turma bonita aí que quer ter uma motivação maior para ler mais livros durante esse ano. Pois no fundo todos amamos riscar itens de uma to do list. xD

  1.  Um livro com mais de 500 páginas.
  2.  Um romance clássico.
  3.  Um livro que virou filme.
  4.  Um livro publicado este ano.
  5. Um livro com um número no título.
          Número zero - Umberto Eco
  6.  Um livro escrito por alguém abaixo dos 30 anos.
          Não sou uma dessas - Lena Dunham
  7. Um livro com personagens não humanos.
          Eu sou a lenda - Richard Matheson
  8.  Um livro engraçado.
  9.  Um livro de uma autora do sexo feminino.
          A vida do livreiro A. J. Fikry - Gabrielle Zevin
  10. Um mistério ou thriller.
          O Cemitério - Stephen King
  11.  Um livro com o título de uma palavra.
  12.  Um livro de histórias curtas.
  13. Um livro que se passe em um país diferente.
          O advogado do Diabo - Morris L. West
  14. Um livro não ficção.
          O contrato social - Jean-Jacques Rousseau
  15. ☐ O primeiro livro de um autor popular.
  16. ☐ Um livro que você não tenha lido ainda de um autor que você ame.
  17.  Um livro que um amigo recomendou.
          O nome do vento - Patrick Rothfuss [Resenha]
  18.  Um livro vencedor do Pulitzer Prize.
          O Sol é para todos - Harper Lee
  19. Um livro baseado em uma história real.
          Na natureza selvagem - Jon Krakauer
  20. ☐ Um livro do finalzinho de sua lista de leituras.
  21. ☐ Um livro que sua mãe ame.
  22. ☐ Um livro que te assuste.
  23. ☐ Um livro com mais de 100 anos.
  24. ☐ Um livro baseado completamente em sua capa.
  25. ☐ Um livro que você deveria ter lido na escola, mas não leu.
  26. Uma memória.
  27. ☐ Um livro que você possa terminar em um dia.
  28. ☐ Um livro com antônimos no título.
  29. ☐ Um livro que se passe em um lugar que você sempre quis visitar.
  30. ☐ Um livro que saiu no ano em que você nasceu.
  31. ☐ Um livro com resenhas ruins.
  32. ☐ Uma trilogia.
  33. ☐ Um livro da sua infância.
  34. ☐ Um livro com triângulo amoroso.
  35. ☐ Um livro que se passe no futuro.
  36. Um livro que se passe no ensino médio.
          As vantagens de ser invisível - Stephen Chbosky
  37. ☐ Um livro com uma cor no título.
  38. ☐ Um livro que faça você chorar.
  39. ☐ Um livro com magia.
  40. ☐ Uma Graphic Novel.
  41. Um livro com um autor que você nunca tenha lido antes.
          Quando os Adams saíramd e férias - Mendal W. Johnson
  42. ☐ Um livro que você tenha, mas nunca leu.
  43. ☐ Um livro que se passe na sua cidade natal.
  44. ☐ Um livro que foi originalmente escrito em uma língua diferente.
  45. ☐ Um livro que se passe no Natal.
  46. ☐ Um livro escrito por um autor com as mesmas iniciais que você.
  47.  Uma peça.
           Macbeth - William Shakespeare
  48. ☐ Um livro banido.
  49. ☐ Um livro baseado ou que tenha se tornado um programa de TV.
  50. Um livro que tenha começado, mas nunca terminado.
          As aventuras de Pi - Yann Martel

E que os jogos comecem!!! Muahaha!!!! Tá, parei. [._.v]

terça-feira, 7 de abril de 2015

Ando lendo: Kobato - CLAMP




Eu não lembro qual era o meu estado de espírito quando li o primeiro volume de Kobato, mas lembro que pensei que não era a hora de começá-lo. Essa semana, quando realmente peguei firme para ler a coleção (que envolve apenas seis volumes) percebi que de fato as pessoas deviam lê-lo quando for 'uma boa hora'.

O mangá traz a história de Hanato Kobato, uma mocinha sem um passado definido que junto com um cachorrinho de pelúcia buscam encher uma garrafinha com corações consolados. Desde o começo eles já deixam claro que enchendo a garrafinha ela poderá realizar um desejo, e que ela quer ir para um lugar, mas ninguém fala para onde.

Kobato é meio estabanada, inocente de várias formas e tem um coração e um carisma gigantesco (Além de muito bonita). Os personagens da CLAMP, além de muito esticadinhos, têm essa coisa fofinha que gosto bastante. Mesmo os que querem vender ao leitor como os mais irritantes dos personagens, ainda assim parecem ter um coração nobre e de alguma forma são amáveis. Talvez seja essa a palavra que defina o que conheço da CLAMP... Amáveis.

Nessas andanças em busca de coraçõezinhos feridos nossa personagem principal vai parar na Creche Yomogi, que passa por dificuldades financeiras graças a uma dívida que o pai da diretora Sayaka teve depois de cair em um golpe da Yakuza. Esforçada e batalhadeira Kobato fica por lá para ajudar na creche.

Por conta desse momento ela conhece Fujimoto, que por coincidência também é seu vizinho e que tem papel importante no desenrolar da história. Conhece também Chitose, que doa o apartamento em que Kobato passa a morar e Takashi, amigo de faculdade de Fujimoto.

Antes de falar sobre os personagens em si eu gostaria de tirar um momento para falar sobre os mangás da CLAMP (Faz tempo que estou tentando puxar o assunto, vocês já devem ter notado).

Como as pessoas são sempre esforçadas.

Não há preguiça nessas histórias. Mesmo falando que estão exaustos a maioria sempre esta dando o melhor de si. E quando tem que se fazer algo, são sempre responsáveis e saem para terminar o trabalho, nem que precise se fazer mil bicos por aí. Se alguém precisa de ajuda, as pessoas atravessam a cidade correndo em busca do ser necessitado.

Como as pessoas sempre são educadas, gentis.

O tom de voz da turma é sempre meigo, sempre solícito. Os personagens sempre estão dispostos a ouvir o que o outro está dizendo. Sempre há uma preocupação se a pessoa está sendo inconveniente, se o outro está se sentindo incômodo, e aquele sentimento de como poderia ajudar.

Como as pessoas são sempre sorridentes.

Mesmo os que são tristes disfarçam suas tristezas com sorrisos. Talvez por causa dessa ideia de que se sentirem tristes e abatidos acabe sendo um incômodo para as pessoas que o cercam. Não passam isso apenas para que a pessoa finja ser feliz, mas sempre com aquela pitada de que tentar sorrir talvez anime a pessoa enquanto o problema não é solucionado (porque eles sempre buscam em paralelo resolver o problema. São esforçados, né. xD)

Como as pessoas são sempre altas.

Essa foi só pela zueira.

É bastante inspirador ver todas essas nuances nos personagens.

Ano passado tentei bravamente rever alguns animes que lembrava de ter gostado na infância. Comecei a ver Sailor Moon e me decepcionei absurdamente (polêmica). Respeito a importância que Sailor Moon teve e como ter mulheres guerreiras é legal e tudo, maaaaaaas... Me senti chateada com muitas morais que o anime trazia. Tava engolindo bravamente até o episódio em que Jupiter se propõe a trabalhar de faxineira na casa de um rapaz a fim de conquistá-lo (o que já achei bizarro) e quando descobre que tem uma namorada resolve que vai fazer de tudo para expulsá-la do país. Levantei, fechei o vídeo, e nunca mais sorri ao ver os cosplays que tanto gostava da Sailor Marte.

Aí comecei a ver Sakura Card Captor. E quando falam que existem várias coisas que a gente não percebia quando era criança eu digo que é verdade.

SCC prega todas as formas de amor, algumas mais questionáveis que outras, mas todas as formas de amor. E quando comparei com animes da CLAMP que eu conhecia (Guerreiras Mágicas de Rayearth, xxxHolic, Tokyo Babylon, X, ...) percebi que aquilo era uma filosofia. Uma filosofia que eu realmente gostava.

Sinto que quando fico um período vendo ou lendo algo assim levanto me sentindo com vontade de ser alguém melhor. E para não parecer muito fangirl, uma sugestão seria Fruits Basket, que não é da CLAMP e me traz o mesmo sentimento.

Tradução desse desabafo: “Por um mundo com mais histórias que inspirem o bem! \m/”

Voltando ao Kobato...

Digamos que só a busca da menina por encher a garrafinha não seja o único plot do mangá. O negócio fica interessante quando começa a ser revelado o porque dela fazer isso, o que ela realmente deseja, quem mais está envolvido e a história de todos eles.

O boneco não é só um mascotinho fofo. Ioryogi, o cachorrinho de pelúcia azul, está preso nessa forma porque foi muito sapeca e fez algo terrível em seu mundo original e agora precisa do desejo da menina tanto quanto ela. Junto com ele vieram alguns outros seres do mundo fantástico que também estão presos em formas diferentes.

Um personagem interessante dessa galera não humana que aparece é uma anja que se apaixona por um humano e fica aqui, vagando enquanto ele já morreu e reencarnou várias vezes, já que o tempo de um ser humano é muito diferente de um ser celestial. Achei bacana como ela comenta que quando ele nasce novamente ele não tem as memórias, e o encontro dos dois, para ele, começa do zero. E mesmo assim ela o ama de novo, e de novo, e de novo...

De um modo geral as histórias de boa parte dos personagens é sobre esperar pacientemente. Além do desejar o bem ao outro e não ter o sentimento de posse.

É um mangá curto, mas que achei que traz boas filosofias e boas energias (Hehe). Tem personagens que a gente guarda no peito e uma história bonitinha. Então fica aqui essa sugestão para quando for 'uma boa hora' para acalentar o seu coração. =3.

Kisses.