quarta-feira, 1 de julho de 2015

Ando Assistindo: Kingsman: Serviço Secreto [2015]



Já tem um tempinho que estou ensaiando para escrever sobre Kingsman e sempre enrolo mais um pouco.

Kingsman: Serviço Secreto, é um filme de espionagem que conta a história de Eggsby (Taron Egerton), um rapaz criado pelas ruas que é auxiliado por Harry Hart (Colin Firth) e recrutado por ele para fazer parte de um grupo de espiões que no momento tem como inimigo uma ameaça global tecnológica desenvolvida por Valentine (Samuel L. Jackson).

Esse é o resumo grosso da coisa.

Gary "Eggsy" Unwin, mesmo na malandragem das ruas, de fato tem uma casa. Seu pai faleceu quando ele era pequeno, e na época atual do filme sua mãe está envolvida com o chefe de uma gangue. É uma vida turbulenta, com agressões e sem muitas esperanças de melhora. O que ele sabe, até esse ponto, é que o homem que deu a notícia da morte de seu pai deixou na época um número, uma senha, e que se fosse o caso de apuros, essa era pra ser sua ligação. A partir disso temos ali um ‘pequeno desentendimento com a polícia’ e Eggsby é salvo por aquele mesmo homem e convidado para participar do serviço secreto Kingsman.

Bem... Falando assim parece que o grupo de espiões chama qualquer pessoa aleatória que está passando na rua para participar, mas não é bem isso. E também não é o histórico familiar de Eggsby que o faz um bom espião (já que seu pai fazia parte da equipe como é apresentado no início e não seria grande spoiler dizer agora). É explicado que Eggsby sempre teve notas excelentes, teve treinamento no exército (ou marinha, ou... ou... Não me lembro. i.i~~) e tem certas habilidades físicas como parkour, mãos leves e essas coisas que se aprendem nas ruas.

O filme tem uma pitada boa de humor, e uma coisa que acho bem divertida em filmes de espionagem são os apetrechos. Não só os gadgets, mas os locais de treinamento e a sede são bem bacanas, assim como as cenas de lutas.

Kingsman é baseado em um quadrinho do qual eu não conhecia. Apesar de ter gostado muito do filme não sei se animaria ler a HQ, mas achei válido comentar, vai que alguém se interessa e queira pesquisar antes de ver o filme.

Acredito que o melhor meio que encontrei pra dar minhas opiniões não lineares sem entregar junto os spoilers para contextualizá-las foi dividir após a sinopse um local separado para quem ainda não leu. Pretendo seguir sempre essa estratégia.

Vamos começar... Agora.

-=-=-=-=-=-=-=-=-=- Sessão Spoiler para quem já viu o filme -=-=-=-=-=-=-=-=-=-

Achei legal os codinomes relacionados com os cavaleiros da távola-redonda, Artur, Galahad... Apesar de não terem relação hierárquica dentro da sociedade.

Só por curiosidade, The King's men era o nome dado a companhia de teatro de William Shakespeare na época de Jaime I. Só comentando.

Também achei interessante mostrarem durante a seleção algumas mulheres, mesmo que uma seja parte da equipe já. Não haviam muitas mesmo ao mostrarem as pessoas que já participavam dos Kingman, mas pensei nisso como um grupo real, onde antigamente era atingido por uma sociedade mais machista e que agora começa a aparecer mais a figura feminina. Tempos de mudança, brows. u.u

Eles mostram bastante a etiqueta dentro da sociedade. O modo cavalheiresco que um associado deve se portar faz a gente querer dar até uma arrumadinha no cabelo, botar um sapato limpo, um terninho maroto e tals...

Do lado dos caras maus acredito que gostei mais da interação entre Valentine e Gazelle, sua assistente, do que do antagonista em si. Gazelle é a ajudante misteriosa, bem treinada, que não se sabe porque está ajudando o vilão. Valentine é bem diferente dela, um gênio da tecnologia que tem uma proposta na cabeça e é todo excêntrico em diversos pontos. Mas acho que o contraste funcionou.

Os personagens em geral são bem caricaturados. Talvez por terem vindo de uma história em quadrinho. Mas não achei forçado, as interpretações foram boas e o estilo do filme, mais bem-humorado, também ajudou. Interessante que algumas vezes são levantados, nos próprios diálogos, os clichês dos filmes de espionagem.

Gostei bastante do ritmo do filme. Assisti duas vezes em um intervalo de tempo bem pequeno (acho que reassisti no dia seguinte) e mesmo assim não foi cansativo. A única cena que eu saí da imersão e pensei ‘nossa, é uma cena longa’ foi a luta na igreja, e provavelmente é a cena mais marcante do filme.

Existe ali claramente uma crítica a um grupo religioso e isso me pareceu um pouco fora do contexto já que o filme não vinha com essa pegada tão evidente. Então, acredito que isso pode causar desconforto para algumas pessoas que estejam assistindo. De qualquer forma a coreografia da luta em si foi absurdamente boa e regada ao som de Freebird (Lynyrd Skynyrd, uma das minhas bandas favoritas) foi bacana demais. E o desfecho da cena?! Provavelmente o maior plot twist que vi já faz algum tempo em filmes (Não que eu esteja vendo milhões).

-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=- Fim do Spoiler aqui -=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-


Apesar de ter adorado imensamente o filme e querer recomendá-lo loucamente, devo salientar que pessoas mais criteriosas e mais críticas no sentido de notarem mais facilmente ofensas, ou que se sintam incomodadas com sangue e palavras de baixo calão, talvez não curtam tanto o filme como eu animadamente falo aqui. Kingsman é um filme muito divertido com cenas engraçadas, lutas animadas e com uma história que entretêm facilmente. Fora minha pequena ressalva, recomendo bravamente. xD




Um comentário:

  1. Olha ai, que coincidência. Acabei de assistir ele, um bom filme, mas tenha certeza que deve ser bem diferente da HQ. Além disso eu achei bem perturbador aquela garota com próteses de laminas; ainda por cima se chama "gazele".

    Ainda bem que o filme tem um final feliz ( ͡° ͜ʖ ͡°)

    Sr. Sombrio.

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