segunda-feira, 11 de maio de 2015

Ando assistindo: Demolidor - Netflix (1ª temporada)




Que os filmes da Marvel são um sucesso absoluto ninguém pode negar, mas o que podemos dizer das séries?

Eu, particularmente, não sou uma fã muito entusiasta de Agents of SHIELD, mas não era bem por isso que não estava assim tão emocionada quando falaram que a Netflix disponibilizaria o seriado de Daredevil. O fato é que as únicas coisas que conhecia do ‘homem sem medo’ eu conheci pelo filme onde ele é interpretado pelo Ben Affleck e, se espremer bastante, do filme da Elektra, interpretada pela fofinha da Jennifer Garner (que por mais que eu ame... Bem, não foi seu melhor filme).

Das coisas que eu lembro (pouquíssimas, apenas o suficiente para achar o filme bem sessão da tarde) uma que eu não posso mentir é que eu tinha gostado dos vilões. O ator que fazia o Rei do Crime, Michael Clarke Duncan, tinha uma presença excelente pro papel e era exatamente esse, o vilão mais icônico, que iria ser o inimiguinho-mor na primeira temporada da série lançada esse ano.

Diferente do que a maioria dos meus amigos Marvetes fizeram, eu não assisti todos os episódios numa pancada só. Acredito que fazer isso, na empolgação do momento, torna o miolo da temporada muito mais imune a episódios chatos (não que houvessem) do que quando você espera semana após semana para ver mais um picadinho.

Só acredito nas pessoas que veem de uma vez só e que falam que o seriado é acima da média se elas fizerem isso com todos os seriados; ou se tornaria algo muito injusto com as séries que têm que disputar com os milhões de entretenimentos que acontecem durante o tempo corrido.

Fora isso... Tô ficando velha. Minha cabeça não acompanha mais o batidão. Posso entender na hora, mas se vier mês que vem já não lembro os detalhes se tiver visto tudo correndo em dois ou três dias. Tô mais perto dos trinta que dos vinte. É a verdade.

Mas eae?! Qüalé do Daredevil?

Após toda a reviravolta com os Vingadores, Nova Iorque se torna uma cidade abalada e Hell's Kitchen (uma zona dentro de Manhattan) é apresentada sombria, violenta e comandada por poucos poderosos também de índole pouco gentil.

Matt Murdock e seu amigo de tempos de faculdade, Foggy Nelson, resolvem voltar para suas origens, Hell's Kitchen, para conseguir através de suas capacidades como advogados, trazer mais justiça para os moradores. O problema é que tem muita carne debaixo desse angu coisa ruim acontecendo.

Senhor Murdock [devo dizer os nomes dos personagens da HQ são bem sonoros (você já devem ter entendido que tenho uma queda por nomes)] resolve que irá colocar uma máscara, uma roupa colada escura, se camuflará na noite, e salvará o mundo (de Nova Iorque) no melhor jeito old school: dando porrada na cara dos malvados.

Pra quem não está manjando nada, mas absolutamente NADA do que o Daredevil, Homem sem medo, Demolidor, entre outros nomes é, um ponto importante seria dizer que o cara é cego. Tem uma explicação para ele conseguir ser alguém tão, digamos, acima do comum na árvore de skills. O seriado mostra em alguns momentos o background de Matt Murdock. Mostra cenas de sua infância e da relação com seu pai, além do acidente que o deixou cego, treinamento e outras coisas que o fizeram o tornar um herói. Tudo sem botar detalhes demais a ponto de não deixar espaço para novos personagens em uma possível (já confirmada) segunda temporada da série.

Daredevil não é um seriado da Warner, isso significa que os atores não tem aquele esteriótipo de beleza que geralmente usam em séries de TV. Os atores são pessoas bonitas?! São. Mas é um bonito mais natural e menos forçado. Os efeitos que todo mundo usa de colocar fumaça atrás das pessoas contra uma luz maravilhosa deixando quase angelicais são mais sutis. Isso me deixou com uma sensação de que eram pessoas reais, pessoas que eu posso me apaixonar ali na esquina, uma sensação que gostei bastante.

Falando em maior realidade, Wilson Fisk (Aka. Rei do Crime), interpretado por Vincent D'Onofrio, foi um personagens que me trouxe bastante desse aspecto. Não fizeram do criminoso apenas um cara mau que tem dinheiro, mas um cara inteligente, que tem gostos pessoais, que se relaciona com pessoas, que passa por conflitos e tem desejos e ideologias que segue. Gostei bastante desse cara e dos olhinhos de dó que ele faz.

Seu amore, Vanessa (Ayelet Zurer), foi uma personagem que não entendi. Não falo que foi ruim, longe disso, simplesmente não entendi. Ela teve sua função e tals, mas eu não sei o que esperar, o que é bom, não é?! Como eu disse, eu não conheço a HQ do demolidor, então eu posso esperar qualquer coisa dessa mulher. Ela pode virar uma vilã maluca na próxima temporada, ou uma beata salvadora da pátria. Não sei, mas flertar numa loja de artes é muito elegante, então... Pontos de classe e etiqueta para ela.

Falando em mulheres, uma que se torna a Hermione (no sentido de única personagem feminina no trio de bons amigos) do grupo é Karen Page (Deborah Ann Woll). Depois de receber ajuda de Murdock, tanto legalmente como em sua máscara, ela se torna colaboradora de serviços (não sei se é secretária, administradora, faxineira...) do escritório de advocacia 'Nelson-Murdock'.

Sinceramente achei a moça meio genérica, mesmo em personalidade. Apesar de ser alguém bem envolvida na história, e de ter uma relação com os personagens bem colocada, com direito a suaves piadinhas, indício de envolvimento amoroso e tudo, não me apeguei. Talvez seja apenas um afastamento que tenho com mocinhas de histórias em geral, mas sinto como se por acaso trocassem Karen por qualquer outra ainda teria tido o mesmo sentimento.

Já Claire Temple, a enfermeira da noite, interpretada por Rosario Dawson, me teve outro impacto. Ela não apareceu tanto assim, e mesmo assim me simpatizei bastante com ela. Descobri que a enfermeira da noite aparece em diversos outros quadrinhos além do Demolidor. Ela teve alguns diálogos interessantes e pareceu ser uma mulher inteligente e 'trabalhadeira'.

Mas se fosse para escolher o personagem mais bacana dessa festa toda seria Franklin "Foggy" P. Nelson. Como best friend forever do herói eu estava esperando alguém caricaturado, alívio cômico ou meio bobo e totalmente perdido entre os segredos do Demolidor, mas não.

Primeiro que o ator escolhido foi Elder Henson. A galera que costumava ver os filmes da tv aberta nos anos 90, se puxar com carinho da memória, pode se lembrar de um filme chamado Sempre Amigos (The Mighty, 1998) onde um rapaz com problemas de estrutura óssea e muito inteligente faz amizade com um garoto badboy enorme que passa a ser seu corpo enquanto o carrega nos ombros para lá e para cá num mutualismo que se torna uma grande amizade no decorrer do filme s2 s2 s2. É um drama muito bacana (e que pede uma caixa de lenços) e que tem como mocinho forte da dupla Elder Henson.

Aqui, na série do Netflix, ele é um advogado que poderia trabalhar em uma grande empresa e fazer dinheiro ali, assim como Murdock poderia, mas que escolhe de boa vontade voltar para sua área e ajudar as pessoas que precisam das leis.

Ele é esperto, é divertido, bom trabalhador e um amigo fiel. Gosto bastante de como ele trata as adversidades, mesmo depois de umas biritas, e principalmente, como ele trata as pessoas. Ele vê o que há de errado e tenta entender o problema e solucioná-lo; não apenas agir por impulso rumo a ação ou se esconder de medo.

Achei muito interessante essa construção de personagem pois ela não ficou depreciada perto do principal, o que eu esperava que fariam para criar um contraste do herói e da 'pessoa comum'. Foggy não se tornou uma pessoa comum, e fiquei realmente feliz por isso. 

Além dos personagens individualmente poderíamos citar também organizações que fazem parte, principalmente no grupo de vilões que apareceram. Sugestões como a Mão, o Zodíaco e uma arma chamada Céu Negro. Tudo pincelado para que possa ser explorado mais tarde. Não só isso, mas também lugares. Uma cena interessante é quando madame Gao vai sair da cidade e fala por cima para onde vai. Entendedores entenderão.

Em questão física usaram bastante das habilidades de Daredevil em luta, parkour, e outros movimentos (tem um giro em parafuso que achei a coisa mais legal do mundo) que são complexos, mas não impossíveis, sem saltos do alto da montanha ou coisa do gênero. Fora a roupa completamente funcional e que respeita bem os quadrinhos (como uma substituição de vestimenta bem explicadinha e bonitinha mais pra frente).

O seriado tem classificação 18 anos, o que deu liberdade para cenas de sangue e ossos quebrados bastantes realistas. A ambientação é bem bonita, de cores escuras e fortes bem estilo quadrinho sombrio, mas sem ficar cartunizado demais.

A Netflix entregou para a galera um seriado de heróis de quadrinhos muito bem feito, com seriedade no roteiro, produção acima da média e sem nem um pingo de visão fantasiada infantil. Recomendo fortemente para quem ainda não viu e espero ansiosamente a próxima temporada. =)


3 comentários:

  1. Oi... Estive procurando as resenhas descritas disponíveis dessa série já que as vídeo resenhas encontradas no Youtube são superficiais e expressam um pouco mais de emoção do que costuma ser saudável. A maioria meninas, tanto nos vídeos quanto na escrita. Vim procurando algo sucinto e me deparo com a sua análise.
    Primeiramente; você coloca como título “ando assistindo” e isso transparece certa incoerência já que, pelo que notei no corpo da resenha, assistiu todo o seriado, você pode até me dizer que é porque haverão outras temporadas, porém você deixou indicado no título que o texto se trata da primeira temporada sendo assim, permanece a incoerência no título. Sua resenha simplesmente não dá pra engolir, meu amor. Utiliza como base o filme do Demolidor que foi uma das maiores ofensas cinematográficas consideradas pelos fãs e não satisfeita com isso, escreve o nome da Elektra (outro filme intragável) errado, talvez devesse ter deixado que os “Marvetes” escrevessem pra você pois ao menos assim alguns leitores internautas (aqueles mais críticos e por dentro do universo do Diabo da Guarda) não correriam o risco de deparar com essa sua. Usou de algumas piadas (“carne debaixo de angu, wtf*?) realmente sem graças pra descrever algo que deveria ser denso e sombrio, disse com todas as letras que o personagem título simplesmente resolveu colocar uma máscara e sair dando porrada por aí, outro método infeliz de comparação foi falar de seriados da Warner (provavelmente deve assistir Arrow e The Flash) como se servisse como algum tipo de referencia (Fox, NBC e ABC também produzem seriados de super-heróis, amor), utilizar “Hermione” como definição de Karen Page e depois “genérica” quando é um dos personagens mais importantes na mitologia do Atrevido foi imperdoável, um foco maior no Nelson do que foi dado ao protagonista e o antagonista, fora a falta de menção de uma porção de Easter Eggs que recheou o seriado (quando você falou sobre Gao, eu quis pular do prédio, tipo: se não conhece quase nada do Demolidor nos quadrinhos, como diabos já ouviu falar do IronFist? Como conseguiu notar esse e deixou outra “puta” referencia logo no primeiro capítulo passar?) e por fim... Sua última frase; amor, como diz que a Netflix entregou para “galera” um seriado de heróis de quadrinhos muito bem feito, se nem mesmo lê eles ou conhece o herói? Seu texto é falho e mal elaborado, um dos piores que li porque vendo o corpo do mesmo, dá-se entender que sabe no mínimo um pouco do que está falando.
    Caso resolva apagar meu comentário, no mínimo faça algumas correções aí, afinal você deve isso aos seus fãs. Um beijo.

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    1. Olá,

      Como teve a paciência de escrever esse comentário tão extenso, nada mais digno de que respondê-lo dignamente.

      Se você reparar no restante do blog verá que a expressão 'ando lendo', 'ando jogando', 'ando assistindo' são termos que uso para identificar os meus posts dos posts do outro autor do blog [Léo]. Sendo assim, não pretendo trocar, independente se a resenha se trata de algo que já finalizei, estou na metade, ou só ouvi falar.

      Na pressa escrevi electra mesmo. My mistake, corrigirei.

      Falar que um filme é tão ruim como você diz é ofensivo, não pra mim, mas pra qualquer criança que estivesse vendo o filme de boas na tv e tenha se divertido mesmo que minimamente. Não ofenderei a opinião de alguém pra falar mal de algo que não lembro como é. Sorry. Se eu tivesse realmente detestado falaria, mas não lembro.

      Quando eu digo que não conheço o Daredevil é porque não saí lendo toda a história dos HQs dele, isso não significa que eu não saiba nada. O seriado bombardeou todo mundo de spoilers, e eu não vivo numa caverna, principalmente rodeada de tanta gente nerd e sendo muito fã de outras HQs.

      Usei a Hermione como comparação para uma guria que seja a única moça em um trio de principais. Fica aqui a explicação para quem não entendeu de prima.

      Frases que risco no corpo do texto são usadas para manter um tom engraçadinho durante a leitura de uma resenha tão longa. Não dá pra agradar o humor de todos. Uma pena. =/

      Não apagarei seu comentário, e, tirando o caso de ofender gravemente alguém ou algum grupo, não pretendo fazer isso com comentário algum. Acredito ser um modo de entender o que o leitor pensa e melhorar o blog. Principalmente quando alguém que diz detestar tanto lê a review inteira. xD

      Obrigada, pelas críticas e sugestões.

      Té té. o/

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    2. eu gostei da sua postagem, e achei a série melhor que o filme, mas o filme realmente é muito bom, com excessao da caracterização dos personagens.
      Na serie, eu assisti apenas poucos episodios e ja vi logo de cara que os atores se parecem muito com os personagens, só acho que o rei do crime deveria usar sua roupa classica, dai seria muito melhor.

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