quarta-feira, 25 de junho de 2014

Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club - 2013)

Clube de Compras Dallas é um drama de 2013 dirigido por Jean-Marc Vallée que conta a história de Ron Woodroof. Um cowboy eletricista que no auge de sua macheza descobre que tem AIDS, na época, uma doença considerada pela galerê popular exclusiva de homossexuais.

Ron Woodroof, interpretado por Matthew McConaughey, realmente existiu, e não dá pra ter certeza se seu lado preconceituoso era tão descarado como mostrado no filme. Mas é exatamente essa mudança do extremista para o que ele se torna no final um dos pontos que o torna interessante.

O filme se passa em Dallas (e viva aos títulos autoexplicativos) no estado do Texas, um estado conhecido até por mim por ser muito fechado com esse tipo de situação. Você soma isso com a mentalidade geral que era em 1985 e temos um grupo de vaqueiros extremistas que têm seus empregos, suas festas de peão (nada contra festa de peão, eu vim de Goias e curto bagarai), suas drogas, bebedeiras e mulheres... Muitas mulheres.

Não foi usado apenas uma cena das festinhas de Ron com mais de uma moça num rala e rola frenético. De fato qualquer oportunidade que tinham para o nosso cowboy arranjar uma garota era mostrada. E não digo isso criticando negativamente, isso mostra bem como era a mentalidade e o tipo de vida que ele levava, e isso é importante para se perceber como ele chegou naquela fase.

Quando o nome da doença aparece a primeira reação do protagonista é se sentir ofendido com os médicos. Segundo fontes confiáveis como a Wikipédia (heuiaheuia), Ron, o original, chegou a ir no consultório de seu médico com uma arma o obrigando a o 'demitir' como paciente. Depois mandou flores para ser readmitido ao cargo. *Yao ming meme*

Woodroof (o sobrenome do cara, pra quem já esqueceu) passa a pesquisar por contra própria sobre a doença, descobre como se pega, e tem aquela lembrança nítida de como diaxu isso veio para em sua vidinha de eletricista baladeiro. Nessas pesquisas passa a descobrir também outra coisa: A industria farmacêutica.

A doença que se espalhava loucamente ainda era novidade, e não havia nada realmente confirmado para solucionar os portadores. As industrias dos estados unidos na época faziam testes com o produto AZT, onde pacientes escolhidos eram divididos nas classes que recebiam de fato o remédio e os que recebiam placebo, na intenção de saber se estava ou não fazendo efeito.

O ponto é que isso era muito controlado pelas industrias e Ron tinha uma expectativa de 30 dias de vida. No desenrolar da coisa acaba indo pro México atrás do remédio, onde descobre que o AZT é na verdade altamente tóxico; conhece outras formas de tratamento, muito menos agressivas e tem a brilhante ideia de comercializar isso nos isteitis.

Apesar de serem proteínas, vitaminas, babosa e o início do coquetel que conhecemos, vamos ter aqui uma revelação bombástica: A industria não curte não receber os lucros.

A ideia do Clube de Compras Dallas foi genial. Vender medicamentos de outro país pode ser ilegal, mas distribuí-lo para os sócios mensalistas do seu clube não. xD. Isso não impede, claro, da fiscalização reter seus frasquinhos quando bem entender alegando alguma coisa. Nem de fazer com que a importação desses remédios se torne exclusiva de médicos e afins.

A mudança física do ator Matthew para o papel foi gritante, a fisionomia muito mais magra, a cara abatida, até no esverdeado no tom de pele o pessoal da maquiagem caprichou. Todas as interpretações nesse filme ficaram muito boas.

Mas tem um personagem que eu gostaria de pontuar.

Rayon é uma transexual muito, mas muuuuuuuuuuuuuito mais feminina que eu. Jared Leto, vocalista da banda 30 Seconds to Mars, tá impecável nesse papel. Por mais que Rayon seja uma pessoa muito mais gesticulosa (não achei uma boa palavra para isso) ela não é interpretada de forma grosseira, como geralmente fazem quando querem interpretar alguma perua que simplesmente saem bem caricaturada. Leto fez isso de forma delicada (hehe) é mais espontânea e detalhada.

Desde a forma como a boca mexe, até o modo como os olhos observam ao seu redor Rayon é feminina. Isso eu achei muito sutil na interpretação e muito bem explorado. Em uma das cenas Rayon está vestida com roupas masculinas e ela não me convence. Ela está parada, vestida de hominho, e é como se a roupa não coubesse, não combinasse ali.

É Rayon quem ajuda Ron a começar seu clube conseguindo os clientes. Gostaria de colocar aqui um momento especial para um dos primeiros clientes que aparecem, um casal onde um deles está sofrendo muito com a doença e graças à esses remédios passa a melhorar demais. Quando esse casal retribui o favor vemos aqui Ron muito mais como um auxílio, um benfeitor, do que um traficante de drogas que apenas quer lucrar.

A relação dos dois fundadores do clube é muito importante para a história. É uma coisa sincera, sem meias palavras, que surgiu aos trancos e barrancos e foi mudando gradativamente. O machão que achava que a moça de jaleco só podia ser enfermeira, agora é um cara que, grosso como sempre foi, consegue conviver muito mais com qualquer pessoa. (Só queria deixar essa mensagem de que você não vai mudar sua personalidade mudando suas ideias. Hashtag Filosofando)


Esse é um filme que como um todo já é uma história excelente e mesmo picando em mil pedaços ainda seria recheada de cenas importantes, onde cada uma abre espaço para mil novas questões. Está recomendadíssimo, um dos melhores dramas que vi ultimamente. =)

quinta-feira, 12 de junho de 2014

[Resenha] A Culpa é das Estrelas – Josh Boone

Aquele "Doentes de Amor" no subtitulo
também quase me deixou doente!
Feliz dia dos namorados leitor! Pra alguns, só um dia comum, pra outros toda aquela loucura e romantismo no ar, para mim a oportunidade perfeita que eu precisava para poder publicar uma resenha sobre esse filme que eu assisti no último domingo com o meu amor! <3 Foi com esse livro que conheci a narrativa gostosa e descomplicada de John Green, que nos mostra através do ponto de vista do personagem Hazel Grace o universo de uma adolescente que tem uma vida um tanto limitada e extremamente difícil. Sim, não deve ser segredo pra quem já ouviu falar sobre essa obra que nos conta uma história sobre uma pessoa que tem uma sentença de morte indefinidamente protelada, mas que é inevitável, pois infelizmente se trata de uma paciente em tratamento de câncer terminal, controlado por uma nova droga experimental. Poxa, comecei com tudo, né? Bom, vou deixar bem claro primeiramente que essa resenha é sobre o filme, mesmo ele não tendo tantas diferenças significativas com o livro. Vou separar um parágrafo em especial pra relatar as pequenas diferenças entre ambas as obras e dar o meu pitaco sobre elas. O filme foi produção da FOX e eu tive que assisti-lo dublado graças a variedade limitada de escolhas oferecidas pela Centerplex de Barretos. Ah, e dessa vez vou tentar moderar nos spoilers! Um destaque pra palavra tentar, na última frase.  Voltemos então ao filme...


Hazel aparenta ser uma pessoa triste, solitária e revoltada. Em alguns momentos fica evidente sua vontade de ter uma vida normal, alguém para amar e etc. Porém o câncer consumiu tudo o que ela tinha de mais querido; a saúde, o vigor, os amigos, a escola e ela meio que sentia que estava adoecendo a sua família, que vivia em função de dar o seu melhor para cuidar bem dela. Na minha mente, essa protagonista era diferente fisicamente! Fui surpreendido por uma atuação única e divina de Shailene Woodley (não a conhecia, mas sei que ela fez Divergente e The O.C.) que com seus olhos expressivos parece encarnar por completo o personagem, fazendo com a que eu imaginei desaparecesse sem deixar vestígios.



O mundo dessa garota ganha um pouco mais de brilho quando conhece Augustus “Gus” Waters (interpretado por Ansel Elgort, que conheci na última versão gravada de Carrie e que também deu um show nesse filme) em um grupo de apoio (do qual é meio que obrigada a frequentar). Ele é um jovem como Hazel e é portador de Câncer, sendo esse ósseo o que causou uma amputação de uma perna algum tempo atrás. Quando anunciaram que Ansel foi escalado para o papel vi muita gente falar horrores. O Gus imaginado por essas pessoas era um saradão com rosto quadrado... Não uma pessoa com traços normais, como nós, pobres mortais. Eu fiquei bem satisfeito com a escolha e não tenho do que reclamar, cativante ao extremo esse guri! 



Já percebemos que essa história já tem tudo pra não dar certo, porque isso não passa de um relacionamento com data de expiração e ninguém sabe se vai estar vivo no próximo dia dos namorados... Mas eis que nossos pombinhos transformam suas vidas, a partir desse encantador amor que surge. É evidente que ambos têm medo, de morrer, de se apaixonar, de deixar os seus entes queridos, notamos isso principalmente em Hazel Grace... Mas o mocinho deixa bem claro que quer estar lá, que aceita as consequências, não liga para as probabilidades e que está muito afim dela. A partir daí, os dois superam os seus limites físicos, passam a viver intensamente esse amor sem pensar no amanhã. A química entre os atores é palpável é fofa e faz sim o telespectador sorrir meio bobão. As cenas românticas foram muito bem adaptadas, a fotografia esteve de parabéns, assim como o figurino. O que falar dos diálogos? A quem devo parabenizar? John Green ou o sujeito responsável pela adaptação? Ficaram perfeitos! O otimismo de Gus foi contagiante e a timidez/inocência de Hazel tocante.



Na época em que li o livro fiquei me perguntando sobre a pesquisa na área médica, feita pelo autor, até que ponto os dados usados foram fictícios? Sei que houveram, afinal de contas sem eles, acredito que essa história não iria pra frente. O filme não se prende a nada disso, o que me deixou bem tranquilo e acredito que não tenham colocado interrogações na cabeça de quem assistia! As cenas em Amsterdã foram muito ricas, mostrando sua bela paisagem e alguns artefatos históricos! Apesar de ter lido o livro, não pesquisei sobre a casa de Anne Frank (apesar de ter lido seu diário também rsrs) e nas telonas pude ver como aquele ambiente de fato era, mesmo que por poucos minutos. Espero ansiosamente a divulgação da trilha sonora dessa película, que foi de uma beleza ímpar, algumas músicas eu até conhecia, mas não divulgarei aqui uma lista que não seja completa! 



E quanto as outras atuações e os outros personagens? Eu infelizmente não vou falar muita coisa; A mãe de Hazel foi fofa, na medida certa, em minha humilde opinião. Esperava um Isaac diferente do que o que foi vivido por Nat Wolff, mas eu acho que tá valendo. Willen Dafoe meio que se garante, né? Fez um ótimo escritor, e lembro que na época que li o livro, me simpatizei com esse personagem... Vocês podem achar estranho eu dizer isso sobre um cara arrogante, amargurado e insuportável, mas o que o levou a se tornar o que é? Uma amiga minha viu o filme e leu o livro antes e não entendeu! Respondam pra ela! rs



Sobre as comparações com Nicholas Sparks e alguns de seus filmes/livros... Me poupem, né? Nem vou me dar o trabalho de debater esse assunto! Talvez se um dia fizer uma resenha sobre o livro, fale um pouco mais sobre o autor! Agora sobre as comparações com Um Amor Pra Recordar: Preferi de longe A Culpa é das Estrelas!!! E não quero dar meus porquês e nem defender minha escolha, obrigado pela compreensão.



As diferenças entre o livro são poucas: Pude notar a parte em que Gus chega pra buscar Hazel para a viagem... No livro é um pouco diferente, existe uma cena de briga entre o mocinho e seus pais, e eu meio que esperava por aquilo, não sei por que não existiu essa passagem e acredito que tenham perdido a oportunidade de explorar a curiosidade do telespectador. Outra diferença está em não terem mencionado o antigo relacionamento do mocinho, muita gente me disse que essa falta foi grave, e eu não concordei! Essa vai pra quem assistiu; Lembram quando a Hazel fala sobre o último dia bom de Gus? E os dias ruins? Eram irrelevantes pra quem assistiu? E a reação da família dele, também? Irrelevante é uma palavra muito forte... E quando me vieram com esse argumento eu simplesmente rebati com: Acho que eles estavam mais focados em mostrar a parte mais bonita, já que a situação do casal já é bem triste! E por fim... Houve a frase final de Hazel que me incomodou um pouquinho de nada; Ela bem que poderia simplesmente ter dito; “Eu aceito!” como no livro, poxa! T_T


Essa foi a cena final do livro e do filme, e a única diferença foi a mudança daquela última pequena frase. O restante continuou bem fiel a obra literária... Como eu não encontrei uma imagem divulgada pelo filme, vai uma página do livro mesmo. rsrs

Sinceramente me emocionei com a estória, a visão da Hazel e suas indagações, são coerentes com o que se espera de uma pessoa doente e com uma “sentença de morte”. É com muita leveza que os assuntos mais românticos são tratados; a descoberta do amor, o sexo, as decepções, a luta e a esperança. É sim um exemplo de superação e não só sobre uma doença que por anos foi tabu... Pois além do câncer o filme nos fala de perdas, de relacionamentos interrompidos e de famílias aflitas. Em suma este filme através do olhar encantador de Hazel, com o seu cilindro de oxigênio e de Gus, com a prótese na perna amputada, nos mostra um pouco do cotidiano e da superação dos pacientes portadores dessa doença tão devastadora, bem como as vitórias, conquistas, derrotas e a superação. Eu particularmente aprovei o trabalho de Josh Boone, fiquei muito satisfeito com a adaptação e recomendo pra todo mundo. Pude notar que muita gente chorou na sala e aconselho aos chorões de plantão levar algum lenço de papel. Fiz essa resenha hoje, em especial no dia dos namorados, porque é um filme muito bom pra se ver de mãos dadas ou abraçadinhos... 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Ando jogando: League of Legends


Eu jogo mal, não tenho level máximo, sou quebra-galho pra last hit, mas o importante é participar.

Começar a fazer resenhas ou comentários de jogos é sempre um caminho perigoso. Quem já acompanha canais e blogs dessa mídia sabe que boa parte da galerê que comenta são os reis do bullying e qualquer deslise vira motivo pra xingar a mãe do pobre comentarista e trazer seu status de gente boa para n00b do ano. Mas é o que tenho pra hoje.

Ultimamente não ando lendo muito, mas abri um espaço bem grande do meu tempo livre para os jogos e um que tenho gastado bastante é o lolzinho, então gostaria de dar apenas uma pincelada por cima dele.

League of Legends é um jogo estilo MOBA (Massive Online Battle Arena) que é o mesmo esquema de DOTA e Chaos online. Nesse tipo de jogo você faz parte de um time e deve, num modo extremamente simplista de explicação, pegar a bandeirinha do time vizinho (vou abranger isso, só um minuto).

Primeiro a minha história...

Comida de torre
A primeira vez que vi um jogo desse tipo foi com o Dota e não sei se foi como foi me mostrado, mas me parecia um treco bem mais ou menos, principalmente pra mim que estava acostumada com jogos que você podia ser o lobo solitário caminhando pela vasta imensidão dos mapas de MMORPG até entrar numa dungeon e morrer sozinho na caverna (Do tipo World of Warcraft, Aion e Ragnarök).

O negócio é que meus coleguinhas jogavam muito esse tipo de jogo e eu queria fazer parte do movimento. Mas a vida não é simples, pequenos gafanhotos. Lançaram o DOTA 2, todo mundo migrou para esse jogo e eu vi meu notebook chorando num canto porque não conseguiria me proporcionar a configuração mínima necessária para fazê-lo rodar.

Foi quando apareceu o League of Legends.

Ele é bem mais leve, os gráficos no máximo ainda não têm todo o brilho e o glamour que o DOTA 2 tem, mas ainda o acho muito bonito de qualquer forma. O gráfico é mais cartunizado e tem menos fotinhas animadas por todos os cantos. Um ponto que deixa ele muito bacana em termos estéticos é que a maioria dos campeões jogáveis possuem skins, que seriam uma roupinha 'nova' pra você trocar.

Mas, tia Be... O que diaxu 'ce faz nesse jogo?

Art do mapa Summoner's rift
Bem, você vai entrar em um time (que pode ser seus amiguinhos ou pessoas aleatórias, você decide) e vai entrar em um mapa. O mapa mais comum é o Summoner's rift. Nele cada time terá cinco jogadores, e temos três caminhos diferentes (lanes) até a base do time inimigo. Até essa base vai ter algumas torres espalhadas pela estrada, onde até a metade elas são suas e depois disso são dos inimiguinhos, sendo que as torres inimigas te massacram quando você passa por baixo.

Láááááááá da sua base ficam saindo uns mini carrapatos com capuz (minions) que vão dando tapinhas nas coisas inimigas que vão encontrando pela frente, então estes são os seres mágicos que distraem as torres enquanto você pode passar por baixo ou tentar destruí-las. O time inimigo também têm minimaguinhos, e pra eles você é a cosia inimiga, e é você que eles vão tentar estapiar.

Quando você dá o ultimo golpe nesses minions, além da experiencia que ganha pela ajuda no abate para subir o nível de seu personagem, e por consequência o poder do dano dele, você também ganha uns ourinhos que serão usados para comprar itens e melhorar o seu campeão.

O objetivo aqui é chegar na base do inimígo e destruir o Nexus dele (a bandeirinha na verdade é uma senhora fortaleza).

Diferente de alguns outros jogos tipo MOBA, nesse as funções de cada um na lane são bem específicas, e logo a função de cada jogador do time é bem dividida também.

Skins da minha Caitlyn adc linda, maravilhosa e cheia de marra.
Tem o suporte, que fica responsável por ficar curando os outros e paralisar ou lerdiar o inimigo e costuma ir no caminho inferior (bot lane, de bottom); tem o adc, o companheiro de aventuras do sup na lane de baixo, que tem vida igual um papel, mas que vem com o poder de fogo maior e costuma ter uma distância de disparo grande pra poder ficar mais pra trás na hora das briguinhas.

Na mid lane (middle, meio...) geralmente vai um mago ou campeão solitário que fica com o inimigo, também na solidão, se batendo sozinhos ali no meio. Enquanto no top em geral há duas situações, ou dois tanques (os caras com defesa fodelástica) ou um tanque apenas, o que da espaço para outro tipo de jogador, os jungles.

Os jungles são os campeões que ficam na floresta entre todas as lanes e têm como função bater nos monstrinhos do mato em busca de ouro e experiência. Também é função do 'selva' (em português é selva, não julguem) ajudar a salvar com toda sua bravura e força a lane que estiver perdendo e a gankar (matar uns inimigos para adiantar a lane) em algum caminho que esteja necessitado.

Essa estrutura toda certinha do league of legends é legal pra manter a ordem do time, mas também é um dos maiores problemas no servidor brasileiro. Uma grande maioria, mas uma grande maioria mesmo, dos jogadores de lol são insuportáveis na hora da escolha de suas funções.

Cosplay super supimpa do Fiddlesticks
Você está tranquilo com sua posição de repente dois marmanjos começam a se xingar no chat porque ambos querem a mesma posição, e dali ou um sai nervosinho e começa a caça por time de novo, ou entram no jogo e a partida inteira vai pro brejo porque ninguém joga, só ficam batendo boca ali do lado. Nisso um terceiro caboclo resolve participar e xingar todo mundo também. O quarto cara já tá fulo da vida pois o time tá perdendo e quita da partida, deixa tu sozinho para fazer tudo, mas você... Você... Você, como pessoa educada, que não faz essas papagaiadas vai lá, mantem a calma, joga o que dá, mostra todo seu potencial e depois da derrota reporta os moleques, e toda a conversa vai pro tribunal. Aí o problema vai ser estudado e é possível que os culpados levem suas devidas punições e a vida segue adiante.

Nessas horas a gente tem o momento de reflexão sobre a vida, pensa porque ainda está lá, pensa em tudo que podia estar melhorando no mundo nessas meia horas que duram cada partida, diz que nunca mais vai se estressar com esse jogo, levanta, e cinco minutos depois entra de novo para escolher seu champion. LOV*

Aqui já é um mais humilde.
Como eu disse, cada partida tem em média uns 20 minutos até meia hora, depende do seu nível, do nível do seu time e do nível do inimigo. Você tem a possibilidade de jogar contra pessoas, mas também pode jogar contra bots. Quando eu entrei a diferença das inteligencias artificiais no nível iniciantes para o intermediário era brutal. Jogar com pessoas era mais simples que contra os bots no nível mais ou menos. Mas hoje isso já foi 'consertado' e da pra treinar os campeões que nunca viu antes sem medo de perder pra máquina e sentir muita humilhação.

Têm muito champion para usar, mas uma coisa que chateia quem vem do Dota é que lá você já começa com uma cambada deles para escolher. No Lol não. No Lol você tem alguns iniciais e toda semana há um rodízio dos champions de graça que você pode escolher. Para ter aquela bonequinha linda que você jogou na semana passada, ou você reza para ela ser sorteada de novo, ou você junta os pontos que ganha a cada fim de partida até dar o valor dela, ou paga em dinheirinhos de verdade mesmo.

Cada champion vem com cinco poderes (em média), a passiva, que independe do que você aperta, três poderes 'normaizinhos' (Q, W, e E) o ult (R). Alguns personagens trocam uma letra por dois poderes, mas em geral são só esses cinco golpes e sempre são essas quatro letras. O tipo de golpe é o que difere para que função e lane cada champion realmente é bom. A Sona por exemplo têm poderes de cura e aumenta a velocidade dos coleguinhas, logo, é uma boa suporte.

É legal que todo mundo tem uma história, não só exclusiva do personagem do tipo 'fui uma criança feliz e hoje sou champion nesses caminhos da vida', mas entre eles. Como brigas, relações de parentesco e coisas assim.

Existe um site de vídeos de stream de gamers chamado Twitch.tv onde o jogo que mais possui canais é o League of Legends, não só pelo jogo em si, mas pelas menininhas que se gravam de cosplay. Esse jogo tem muitos personagens e todos são muito bacanas, então em eventos sempre aparece pelo menos um campeão perdido feito de cartolina e papel EVA.

Campeonatinho
É um jogo bem divertido e até viciante e tem muita coisa que eu poderia detalhar ainda mais, mas acho que mais que o que já escrevi ia encher muito quem viesse ler. (Nem falei do barão, do dragão, das dancinhas e da banda Pentakill e eu queria ter falado da banda Pentakill)

Só gostaria de explicar que tentei ser a mais didática possível. Quem já manja os esquemas deve ter achado um porre, mas meu objetivo aqui foi tentar dar um minitutorial pra quem não conhece esse estilo de jogo (até porque não teve posts de tipo algum de jogos anteriormente no blog), mas queria saber como funciona.


Espero que gostem dessa nova temática, um kiss na ponta do nariz e até a próxima. O/


sexta-feira, 6 de junho de 2014

[Resenha] O Herói Perdido – Rick Riordan

Na minha última publicação sobre um livro fiz um resenhão bem resumido sobre as cinco primeiras aventuras de Percy Jackson, e, como disse que faria, hoje apresento aos leitores do blog o livro O Herói Perdido, que dá continuidade a coleção.

Tenho que confessar que quando soube que o protagonista da coleção anterior não estaria presente nesse livro, desanimei bastante! Percy me divertia, a ponto de até os nomes dos capítulos nos livros anteriores me fazerem rir vez ou outra... Minha desanimada foi em proporção tão grande, que fui ler esse novo arco depois de um ano e alguns meses! Agora essa coleção se chama Os Heróis do Olimpo, e o que difere da anterior, é que acabaram todos aqueles capítulos vistos a partir do campo de visão do filho de Poseidon, sim... Como disse anteriormente, Percy não dá as caras neste volume e nos são apresentados novos personagens e dessa vez pontos de vista diferentes no decorrer do livro. Mas não fique irritado se você (assim como eu) também era fã de carteirinha dos antigos, pois eles aparecem sim e tem seus papeis importantes ou não nessa nova fase!


Rick Riordan de maneira alguma deixa a peteca cair, esse primeiro volume é tão bom quanto qualquer um dos outros anteriores, talvez até melhor. A linguagem se torna um pouco mais adulta, a trama mais envolvente e as páginas mais numerosas. Sumir com Jackson foi uma boa jogada, o autor quis deixar bem claro que essa nova coleção não possui um único protagonista, conhecemos Jason, Piper e Leo e os capítulos são divididos de forma que não colocamos nenhum deles em um grau de importância maior que o outro. Outro ponto que merece ser comentado aqui foi a forma como o autor resolveu explorar o elo existente entre a mitologia grega e romana. Sacada de gênio... Apesar de saber que Rick se coloca em um pedestal ás vezes e que costuma ser grosso com seus fãs, preciso tirar meu chapéu pra ele!


Lembrando que o ponto de partida dessa nova trama não acontece nesse primeiro livro, e sim no final de O Último Olimpiano, da coleção passada através dessa profecia:


“Sete meio-sangues responderão ao chamado,
Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado.
Um juramento a manter com um alento final,
E inimigos com armas às Portas da Morte afinal.”
A Nova Grande Profecia, profetizada pelo Oráculo.


O livro começa com Jason, que obviamente é um semideus e que perdeu a sua memória e parece meio perdido e o que é estranho é Leo e Piper possuem memórias com ele... Mas ele tem certeza que tais não são reais. Eu particularmente no momento em que li, me confundi em partes, mas nada é tão complicado assim... Eles são atacados por ventus, que são espíritos da tempestade, descobrem que um dos professores é um sátiro saradão, descobrem também que são semideuses e então encontram Annabeth Chace que está à procura de seu amado! E então descobrimos quem é o personagem título! O herói perdido é Percy Jackson que simplesmente desapareceu do acampamento meio-sangue misteriosamente, deixando uma porção de gente bem preocupada.


A história se desenvolve repleta de pontos de interrogação; onde está o filho de Poseidon? O que aconteceu com a memória de Jason? Porque esse novo herói cisma em dar nomes romanos a todos os elementos gregos mencionados no acampamento? E essa história de que Hera que foi capturada? Pra nos responder algumas dessas perguntas Jason é mandado em missão e ele escolhe Piper e Leo para acompanhá-lo. Além de nos responder todas as perguntas acima eles precisam impedir que os antigos inimigos dos deuses destruam o Olimpo. Muita responsabilidade pra jovens adolescentes, né? Mas eles são semideuses... E possuem alguns poderes especiais. Eles dão conta... Certo?!


Vou falar um pouco sobre as minhas impressões acerca dos novos heróis em separado. Pra não ficar descrevendo o porte físico de cada um, procurei fanarts que mais se assemelham com os personagens que eu criei mentalmente.




Jason Grace... O spoiler está logo no sobrenome do rapaz. Ele é filho de Júpiter, e agora temos dois spoilers!! Dos três heróis, Jason foi o que menos gostei, talvez por procurar muito um pouco de Percy nele, ou por acha-lo um pouco “seco” demais, houve momentos em que realmente ficava cansado dos conflitos internos acerca de sua memória e decidia fechar um pouco o livro. Jason luta bem, é um líder nato, é educado e inteligente. Um típico herói de estórias antigas.
[Na imagem com sua tatuagem estranha e sem explicação.]






Piper McLean é uma gracinha. Tem aparentemente quinze anos de idade, descendência Cherokee, é descuidada com sua aparência física, apaixonada pelo personagem mencionado acima (chega a ser chata às vezes por conta disso), é vegetariana, filha de um astro de cinema com a deusa do amor e da beleza, Afrodite. É também capaz de persuadir outros apenas com a sua voz (charme), esses novos semideuses estão meio X-Men, mesmo!
[Na imagem com a faca de Helena de Troia.] 






Leo Valdez é o meu favorito entre os novos heróis adicionados. Ele é engraçado e muito inteligente... Além de ser meu xará é meio engenheiro também. Suas maiores/principais diferenças comigo são: Poder produzir fogo, ter descendência mexicana, ser filho do grande Hefesto e ser bem magro. Rsrs. Brincadeiras à parte, a lealdade de Leo é admirável assim como seu cinto de ferramentas, se apaixona por toda garota bonita que aparece e é meio impaciente... Uma ótima adesão ao acampamento meio-sangue!
[Na imagem com Festus, o dragão mecânico.]




Esse novo grupo se põe a prova e fazem de sua missão uma superaventura. As cenas de ação são ótimas, algumas espécies de monstros conhecidos aparecem, os protagonistas lutam contra seus demônios particulares no decorrer da trama, evoluindo como heróis e descobrindo muito mais sobre si mesmos! Nossas dúvidas são sanadas parcialmente e no decorrer das páginas outras aparecem e permanecem, e os bons leitores sabem que o autor não costuma deixar pontas soltas e que tem muita água pra rolar ainda nessa nova coleção. Estou com uma vontade gigantesca de fazer um comentário sobre o elo criado entre as duas mitologias por Riordan, mas prefiro debater isso em fóruns, meu comentário é que foi uma sacada muito inteligente, que não foge nem mesmo a explicações dadas na coleção anterior.



No final dessa aventura de redondas 440 páginas descobrimos o mistério a cerca do cabeça de alga e ficamos sabendo que ele provavelmente será um dos protagonistas do próximo livro, e isso me instiga muito! Já dá pra imaginar quem são alguns dos sete semideuses da profecia, ao menos quatro deles, torço pro quinto ser a Annabeth e os outros dois serem tão legais quanto Piper e Leo. Talvez essa resenha seja um pouco confusa pra quem ainda não leu esse livro, então eu sugiro pra você que não leu, que procure o exemplar mais próximo e comece logo, porque é modinha, mas é muito bom. J

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Jobs [2013] - Joshua Michael Stern

Gosto bastante de filmes biográficos. As vezes acabam sendo tendenciosos, as vezes fantasiam coisas mirabolantes, as vezes escondem fatos, mas em geral é bacana pois são sobre figuras reais, e isso as vezes me inspira a olhar para aquela história e tentar ser alguém melhor, seja fazendo ou talvez repudiando as coisas que o sujeito fez na vida. Como diria vovô, aprender com os erros dos outros.

O título Jobs é auto explicativo, conta a história de Steve Jobs, fundador da Apple Computer inc, e sua jornada desde quando chuta o balde sobre seu diploma de faculdade e vai rumo ao que faria de sua vida.

Quem diria que Ashton Kutcher fosse ficar tão parecido com o cara assim?

O filme não conta a infância, no máximo uma singela cena onde ele tem um pequeno desvaneio sobre suas origens biológicas. O filme começa com um Steve hippie, fazendo aulas aleatórias na faculdade, mesmo não matriculado devidamente, e aproveitando coisas alternativas como sair com os amigos para sentir as coisas que a vida dá (entendedores entenderão).

Dali já temos um Jobs proletariado da Atari, onde desgostoso com o sistema começa a apresentar seu lado mais sombrio para os coleguinhas de trabalho. Um homem extremamente perfeccionista, autoritário e bastante teimoso. Aqui também é apresentado um novo sujeito, Woz, que considero uma das pessoas mais legais do filme. Woz ajuda Steve a resolver um probleminha do serviço e é quem realmente mostra pra Steve o que seria o início dos computadores pessoais.

Acho que é a partir dessa etapa que o filme realmente deslancha. Temos a 'contratação' de novos integrantes da equipe, as dificuldades para se entrar no mercado, as pessoas envolvidas e principalmente, como Steve Jobs as tratam.

Ser amigo desse cara devia ser um trabalho árduo. Ele é cercado de boa gente (apesar de sim, haver a galerê do mal) e isso fez com que eu tenha criado uma pequena antipatia a cada vez que ele age com um grau de egoísmo muito grande.

-=-=-=-=-=-=-=- Spoiler -=-=-=-=-=-=-=-

Achei uma senhora ironia o fato dele abandonar a namorada quando descobre que está grávida, sendo que uma das primeiras cenas do filme é exatamente ele chorando por ter sido abandonado quando bebê. Mesmo que ele tenha procurado a filha mais tarde, esse meio tempo ficou entalado na minha garganta até boa parte do filme. Comparado a isso a tramóia em cima do pobre Woz na primeira vez que ele ajuda Steve serviu só pra complementar o quão egoísta ele poderia ser.

-=-=-=-=-=- Fim do Spoiler -=-=-=-=-=-

Eu já havia lido uma das biografias de Steve, e as três coisas mais citadas sobre sua personalidade foram muito bem mostradas no filme, sua paixão pelo que faz, seu perfeccionismo e sua teimosia meio louca. Achei legal que até o piano estava lá no fundo, cujo uma das lendas diz que mesmo sem saber tocar foi comprado pois era muito bonito.

Preciso comentar que além do Woz, que é mostrado como alguém simpático e que gosta do que fazia, existem outros personagens também bem interessantes, como o técnico de eletrônica, que chega no auge do estilo motoqueiro e com o decorrer da história continua do mesmo jeitinho com sua moça de poster de borracheiro. Ou o pequeno Chris, garoto da rua que continua a trabalhar com a Apple, e mesmo sem ter muitas falas (ou fala alguma) consegue transmitir uma certa simpatia.

Uma das falas que mais gostei do filme foi quando ao falar com o designer, Jobs pede para que ele seja extremamente honesto com ele. Lembrando daquele sistema de se tirar o lado bom das pessoas vendo suas biografias, acho que a paixão e a aceitação da sinceridade dos outros são coisas importantes para se tentar aprender com o senhor Jobs. Por sinal, essa paixão é algo que foi mostrado no designer que esqueci o nome (xD) e é o principal sustento da empresa Apple.


Jobs termina do jeito que deveria, com o discurso que deveria terminar. É um filme muito bacana que me deixou com uma vontade gigante de fazer algo tão grande quanto para o mundo. Custa nada assistir para pegar o que o subtítulo já pede, fique inspirado. ~.o