terça-feira, 27 de maio de 2014

[Resenha] Once Upon a Time, Segunda Temporada – Adam Horowitz, Edward Kitsis

Em fevereiro deste mesmo ano, escrevi uma resenha sobre a primeira temporada do seriado Once Upon a Time, daremos continuidade ao seriado neste mês de maio já que finalmente terminei de ver a segunda temporada! Infelizmente a qualidade caiu nesses próximos vinte e dois episódios exibidos e eu realmente não faço ideia de quem posso culpar. Quando me perguntaram o que achei dessa segunda temporada eu simplesmente respondi: “Uma montanha-russa, cheia de altos e baixos”. Apareceram personagens novos, houve uma nova aventura e claro que esteve recheado de momentos bons... Mas ainda assim a impressão de que faltava alguma coisa ficou. Uma dessas que mais senti falta foi da doçura (perdida graças ao fim da maldição) de Mary Margaret interpretada por Ginnifer Goodwin, agora veremos uma personagem mais forte e racional como a Branca de Neve que conhecemos nos flashbacks anteriores. Outro ponto negativo foi a humanização exagerada da Regina (Lana Parrilla), ela é a vilã, ela teve seus momentos e dramas, mas fazer dela uma coitada chega a ser cansativo! Eu não preciso fazer comentários a cerca dos efeitos especiais broxantes, da trilha sonora “super fofa”, da atuação impecável de Robert Carlyle do meu personagem favorito, Rumpelstiltskin e etc... Os elementos mais sólidos continuaram firmes e fortes no decorrer dos capítulos.  

O formato, elenco principal, duração e número de episódio continuam os mesmos, no decorrer da resenha manterei o leitor informado de quais são os novos icônicos personagens inseridos na trama e seus flashbacks assim como as algumas histórias clássicas que permaneceram nos trazendo um aprofundamento acerca dos nossos personagens mais queridos. Farei a resenha obedecendo ao mesmo estilo adotado na última que fiz sobre esse seriado, sempre acho que assim a mesma ficará mais completa! Então como sempre, insisto que aquele quem não tem curiosidade/interesse em se deparar com informações sobre os episódios feche essa guia, pois minhas resenhas tem spoilers mesmo e eu não gosto de ficar filtrando nada pra ninguém.


Nesse paragrafo peço desculpas a minha parceira de blog Bê e para os supostos leitores pela demora e atraso de postagem, esse mês não tem sido nada legal comigo e com minha família. L

Bom, vamos lá...


2x1 – Broken

O primeiro episódio é sempre meio tumultuado! O que mais achei fofo no episódio foi o Henry pedindo pra população não matar a Regina. Rsrs. O reencontro da família Charming foi bem legal também, exceto a reação meio fria de Emma que é até compreensível. Sim, logo de cara somos apresentados aos novos personagens; Príncipe Filipe, Aurora (a Bela Adormecida) e Mulan que não aparecem em flashbacks e sim simultaneamente durante o desenvolvimento dessa season première. E no fim do episódio o real e o faz de conta se encontram.


2x2 - We Are Both

Nesse episódio descobrimos o que acontece quando alguém tenta sair de Storybrooke, os anões descobriram isso da pior maneira, só pra constar. Foi legal ver o Henry chamando o David de vovô, mas constatamos o fato de que David é muito mais agradável como Charming do que como ele mesmo! Os roteiristas começam a trabalhar com a Regina antes do seu darkside e sim, Cora está de volta, sempre soube
 que ela voltaria!


2x3 - Lady of the Lake

O episódio é bem legal e tals, mas podemos notar que algumas coisas ficam bem cansativas aqui! Muito emocionante a cena de Emma e Snow. Emma dizendo que não estava acostumada com alguém a colocando em primeiro lugar, os diálogos delas são ótimos. Lancelot dá as caras negão (nada de preconceito, só nunca o imaginei assim) pra no fim das contas descobrirmos que não é ele mesmo. Rsrs. Um destaque para o encontro do Chapeleiro com sua filha, ponto alto do episódio na opinião de alguns.


2x4 - The Crocodile

Achei esse episódio fraco para a apresentação de um personagem tão legal! Capitão Gancho não é retratado com cabelos cacheados e babadinhos nas vestes e sim como um elegante conquistador. A história do Rumple, sem sombra de dúvidas é a mais linda de todas da série, neste vemos como ele era um homem bom e calmo e porque ele se tornou o que é, faz um sentido fora do comum... Ainda mais por ser chamado de crocodilo (já que Rumpelstiltskin tem a pele meio reptiliana) e ter arrancado a mão do Capitão.


2x5 - The Doctor

Dr. Whale é o Dr. Frankenstein e ainda assim o episódio não me ganhou. Achei-o bom, claro, mas a história dele e seus porquês me cansaram um pouco. Os pontos altos foram ver que Regina ás vezes confronta seus fantasmas passados e David Nolan batendo no doutor por ele ter dormido com sua amada Mary Margaret! <3



2x6 – Tallahassee

PARA TUDO... Um episódio em que em vez de vermos serem contadas as histórias sobre o passado dos personagens do faz de conta nos é apresentado o passado de Emma Swan, uma história americana de amor com bastante drama e um final já esperado. Em contrapartida conhecemos o gigante vilão do Jack (saca!? Jack (João no Brasil) e o pé de feijão) e ele nem parece ser tão mal assim! Apesar de toda a química existente entre o Gancho e a protagonista, eu faria a mesma coisa.


2x7 - Child of the Moon

Um episódio para Ruby, finalmente! Nessa temporada apesar de entrar para o elenco regular, nossa Chapeuzinho Vermelho andou bem apagadinha e tem a chance de nos apresentar sua mãe, mostrar seus laços de amizade com a Bella linda e passar uma mensagem bonita para os telespectadores. Os sonhos de Henry e Aurora são facilmente explicados pelo Mr. Gold e eu estou curioso pra que rumo essa história tem tomado.


2x8 - Into the Deep

Não sou uma pessoa tão romântica assim, acho David e Mary Margaret meio enjoativo, é lindo e é amor verdadeiro, mas ninguém é tão meloso assim... Nem em contos de fadas! Cora consegue ser mais insuportável que a Regina era na temporada passada, Adorei ver que o Capitão Gancho realmente não presta, fiquei curioso pra saber como ele retirou o coração da Aurora e ás vezes acho que Mulan tem um amor platônico meio lésbico, será que é impressão minha?


2x9 - Queen of Hearts

Porque, mesmo com todas as pistas, eu nunca desconfiei que Cora na verdade é a Rainha de Copas, e não simplesmente a mãe má de Regina? Ver a luta de Regina entre seu lado mau e seu lado tentando ser uma boa mãe é incrível e ver Henry não dando valor nisso é broxante. Finalmente Emma e Snow voltam para Storybrooke, meio que já estava demorando. Achei aquela cena com todos eles reunidos, caminhando no meio da rua tão "series finale", tipo final feliz! Rsrs. Tadinhos, nem imaginam que CORA IS COMING!


2x10 - The Cricket Game

Eu adoro a Regina, apesar dos defeitos dela e sofro junto quando os roteiristas decidem judiar dela e a colocar como coitada. Preciso comentar que ela e Emma parecem um casal divorciado disputando a guarda do filho! Cora dificulta as coisas, eu não sentiria a falta do Grilo Falante e o melhor foi o Henry perguntando o que Snow e Charming estavam fazendo deitados na cama se já era quase meio dia... Crianças! xD


2x11 - The Outsider

Um dos meus episódios favoritos dessa temporada! Tenho uma queda pela Bella, então... Tá explicado o porquê gostei tanto! Foi incrível. Toda a interação da Bella com a Mulan e o Philip, explicando algumas coisas ditas no começo dessa temporada. Sem falar no Hook todo sofrido com a Milah! Fiquei tão feliz que já resolveram esse plot do Archie, mas acho que a Cora já alcançou a Regina. E ESSE FINAL GALERA?? Que dó do Rumple quando o Hook atirou na Bella! L


2x12 - In The Name of the Brother

Porque senti tanto nojo do Rumple com a Cora? E voltamos para as histórias do Dr. Whale que eu acho bem chata! Outra pergunta... Porque um episódio tão arrastado depois de um tão bom como o anterior? Bella histérica quebrando a xícara perdeu todo o charme, deu até dó do Mr. Gold. E mais perguntas... Porque eu estou sinceramente decepcionado com a Regina. Como ela pode cair nos braços da mãe assim tão rápido?


2x13 – Tiny

Gente, e essa história que o Jack de “Jack e o Pé de Feijão” é na verdade uma Jakeline? Acho que nunca fiz tantas perguntas em uma resenha como fiz nessa! E porque diabos a Emma não deve nenhuma satisfação sobre o Henry pra Regina? A Regina é a mãe, caralho! Ou eles esqueceram que a Emma simplesmente abandonou o Henry enquanto quem cuidava, educava, amava e tinha todo o trabalho por anos era a Regina? E esse gigante, dá pra ser menos feroz?


2x14 – Manhattan

Se preparem pra complexidade dessa série: Cora é a tataravó do Henry, bisa da Emma e vó da Snow, por motivos legais. Então Regina é a madrasta da Snow, avó da Emma e bisa do Henry mas ele é filho adotivo dela, então Cora é tataravó e avó dele. Henry também é filho do Bae que é filho do Mr. Gold que assim sendo Emma é de uma forma torta nora do Mr. Gold. E o Hook é padastro do Bae, sogro da Emma e também avó do Henry.


2x15 - The Queen is Dead

Que episódio mais sensível. Exploramos um pouco a relação de Branca de Neve com sua mãe e as interferências da chata da Cora desde aquela época. E essa mania doentia da Snow em acreditar no lado bom das pessoas já me irritou até demais. Acreditar que Cora e Regina iam perder a oportunidade de matar alguém que a atingiria, porque ela entregou a adaga é muita burrice. Seria melhor ter deixado a adaga no lugar que estava. Gold vai ficar puto da vida. Atuação péssima e forçada da Little Snow!


2x16 - The Miller's Daughter

Cora quer eliminar Rumplestiltskin e virar a Senhora das Trevas e isso já estava na cara faz alguns episódios. E mostrar a Rainha de Copas na adolescência foi ótimo, era muito linda, uma pequena víbora já. Snow já é chata, sendo manipuladora, então, pior ainda! Não consigo engolir seus ataques de pelanca. A morte da Cora foi digna, mas seria melhor se a Snow não tivesse feito aquela ceninha de boa moça depois.


2x17 - Welcome to Storybrooke

Às vezes acho que Emma foi contagiada pela idiotice dos pais, nem parece mais aquela heroína encubada da primeira temporada. E os problemas familiares estão só ficando piores porque o Henry tá é um moleque precisando de uma boa surra... E a Maria Margarete, sinceramente, está tendo o que foi procurar, querida. Sabia de todas as consequências trazidas por essa magia. E chorar pelo leite derramado bancando a Maria do Bairro agora não adianta. Coração vai ficar escuro e a escolha foi sua.


2x18 - Selfless, Brave and True

Episódio mais chato e contraditório dessa temporada! Colocaram a irmã do Tyreese de The Walking Dead lá como vilã e o Greg(que está faz uns 5 episódios na série) como cúmplice, fizeram do Pinóquio criança de novo, mataram dragões místicos com taser, e deram choque no homem feito de madeira também. Voltando a falar do Greg, eu até entendo a revolta dele... Mas e essa Tamara? E porque o taser dela é tão poderoso?


2x19 – Lacey

"Don Juan não era nada até fazer um acordo comigo" – Mr. Gold
Morri de rir quando ele falou isso, achei muito engraçado ele pedindo pro David o ajudar a reconquistar Bella, agora Lacey! Sacanagem o que a Regina fez com ela, hein? Dava pra ser menos cruel? Foi um episódio sobre Robin Hood, só que quase sem Robin Hood, o que não é muito compreensível. Quase tão ruim quanto a falta de coerência da Tamara com o careca lá e o Hook sendo pau pra toda obra.


2x20 - The Evil Queen

Eu esperava muito mais desse episódio por causa desse título, gostei da cena em que a Snow salva Regina e depois acaba desmaiando quando a vê. Esse episódio nos mostra o que leva Regina a rumar pro lado negro. Tamara e Owen, casal de hienas insuportáveis. Dois personagens forçados. Sim, são muito forçados e ridículos. Um plot idiota com dois idiotas. Não curto mesmo!! E esse lance de ciência detendo magia, pode produção? Regina capturada no fim das contas e uma participação especial de Malévola divando como espectro.


2x21 - Second Star to the Right

Personagens novos!!! Wendy, seus irmãozinhos e uma sombra que pode ser Peter Pan... Só esses mesmo? Ahhh... Teve o Bae também no meio de todo esse novo elenco. Ainda não sei se curti esse arco na série de uma corporação que luta contra a mágica. Estou em conflito com isso, pois pelo que parece, eles enxergam preto e branco e isso me lembra o Henry sendo um pentelho quando ele fica contra a mágica. E ainda quero que a Tamara e Greg se explodam, mas não aconteceu nesse episódio.


2x22 - And Straight On 'Til Morning

''Everyone looks at me as The Evil Queen, including my son... Let me die as Regina.'', essa frase me partiu o coração quando foi dita! A season finale levanta um pouco minhas expectativas em relação a série. Neal não tá morto e encontrou parte do elenco que estava meio que uns dez episódios sem aparecer. Parece que Peter Pan será o vilão da terceira temporada, e que Storybrooke não será mais o ringue de confronto, e sim Neverland, isso é legal... Mudanças no cenário sempre ajudam. Regina, Snow, David, Emma, Rumple e Hook em um navio, todos juntos, será que dá certo? Bom, tirando os furos do episodio, principalmente o de como a Tamara e o Greg conseguiram pegar o Henry, esse episodio foi emocionante, angustiante, e ainda conseguiu servir de introdução para o que teremos na próxima temporada.

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Como disse anteriormente, essa temporada de Once Upon a Time foi lotada de altos e baixos. Em alguns momentos os roteiristas pareceram com medo e forçaram a barra, houveram outros que a história fluiu de maneira gostosa mas não pareceu durar tanto tempo assim... Eu espero o melhor desse seriado para uma próxima temporada, de coração aberto mesmo. Apesar desses deslizes, continua sendo uma série com uma proposta maravilhosa e personagens cativantes. Sim, eu preferi a primeira, mas isso não quer dizer que a terceira não vá ser maravilhosa, certo? Deixei muitos detalhes de fora, coisas grandes e coisas não tão grandes... Queria ter espaço aqui pra poder falar de tudo, mas acredito que a resenha se estenderia por demais. Os comentários a cerca dessa temporada foram maiores que os da resenha anterior, vai ver já peguei intimidade com todos os personagens... Espero que você, Sr. Leitor, pegue intimidade comigo e deixe sua opinião por aqui também!

domingo, 18 de maio de 2014

Rush - Ron Howard

Por muito tempo passei as manhãs de domingo em minha casa assistindo Formula 1 com meu pai. Já se fazem uns bons anos que isso não acontece, e foi tempo suficiente para que eu esquecesse que isso era algo legal, então, quando vi o filme Rush, não tive a empolgação gigante de querer assisti-lo. Ainda bem que acabei o vendo, pois sim, o filme é muito bom.

O filme é baseado na história de James Hunt e Niki Lauda e foca principalmente na disputinha entre os dois nas competições automobilísticas. E é claro que dá aquela boa pincelada na vida pessoal de cada um.

Geralmente quando se trata de um filme biográfico acabo por acreditar que será um filme tedioso, mesmo que seja fantástico, ainda sim eu espero que seja um filme lento. (Só acrescentando que gosto de filmes assim, só não acho que eles fiquem mais rápidos por isso) E esse filme, com toda sua temática de corrida, não é assim.

O ritmo é bem gostoso, foram duas horas frenéééééééticas onde você não consegue realmente decidir por quem quer torcer. Isso porque eles são duas figuras completamente diferentes uma das outras.

James Hunt, interpretado por Chris Hemsworth, que para me facilitar a vida chamarei carinhosamente de Thor, era um rapaz extrovertido, que curtia uma boa vida, uma boa festa, carros e moças. Se você procurar imagens do senhor Hunt, o original, no Google imagens verá um punhado de fotos do cara atrelado à várias mulheres. Esse lado faceiro e cheio de marra dele é o que contrapunha demais com a personalidade de seu arquirrival (de mentirinha. LOV*) Niki Lauda.

Vou confessar que minha maior identificação foi com Lauda. Niki Lauda (Daniel Brühl) já era alguém muito mais sistemático e objetivo, e logo não concordava com o modo de ser de Hunt. O filme mostra como essa perspectiva sobre o outro piloto vai mudando com o tempo, e isso é algo que acredito sempre ser importante mostrar e incentivar ao telespectador, o respeito com o coleguinha.

Queria dar uma ressalva pro romance de Niki com sua primeira esposa. Achei uma fofura (s2 s2 s2) e também me deu aquele apertinho no peito seus diálogos sobre felicidade com ela. A atriz que interpreta Marlene, Alexandra Maria, conseguiu fazer um coquinho igualzinho o que a moça usava na época. Achei isso engraçado.

Os atores escolhidos para os papéis ficaram muito parecidos com os originais, não no nível Morgan Freeman em Mandela, mas da pra ver a semelhança. Por exemplo Olivia Wilde como Suzy, a primeira esposa de Hunt.

Outra coisa que gostei bastante de ver em Rush envolve o profissionalismo dos dois. Sim, no filme mostra Lauda constantemente preocupado com seu envolvimento nas corridas, mas isso não significa que Hunt chega, mostra seu show e vai embora, como se fosse um cara que ganha tudo simplesmente por ser o power ranger vermelho (digo isso no sentido de ser descolado e naturalmente talentoso). É mostrado ele estudando antes de provas, seu desenvolvimento lá dentro, suas preocupações, e você não vê nenhum deles falhando como profissional.

Vi uma vez, em um documentário, Frank Willians falando sobre o papel do piloto para a empresa. Primeiro que os valores de cada peça, dos pneus ao combustível é gigantesco (milhões, amicos...) então obviamente não há espaço para pessoas que sejam menos valiosas quanto. O dinheiro que circula é muito grande, mas as exigências também são. Fora o risco físico para o próprio piloto, então, por mais fanfarrão que o cara seja nas ruas, ele tem que ser um jovem trabalhador dedicado.

Um detalhe legal são as filmagens de corridas que aparecem nas Tvs no decorrer do filme. Apesar de não serem imagens reais das corridas da época, o tipo de filmagem foi feito para que realmente se assemelhassem com elas, e se alguém virasse e falasse que eram eu provavelmente acreditaria.

-=-=-=-=-=-=-=-=-=- Spoiler de um filme biográfico -=-=-=-=-=-=-=-=-=-

Só deixei como spoiler isso porque pode acontecer de alguém ver o filme por causa do Thor e não saber nada da história de ninguém, mas, como vai apresentar lá no finalzinho do filme, na verdade os dois pilotos sempre eram vistos juntos, e até a morte de Hunt se deram bem.

O acidente com Niki foi muito bem feito, e todas as cenas que decorreram dali foram muito bacanas, desde seu tratamento no hospital até a entrevista com a imprensa, e principalmente a reação de Hunt com o repórter inconveniente.





-=-=-=-=-=-=-=-=-=- Fim dos Spoiler -=-=-=-=-=-=-=-=-=-


Eu, como uma sedentária que o único esporte que assiste é automobilístico, adorei o filme. E não digo isso apenas como fangirl, porque comecei a vê-lo bem descrente. É realmente uma biografia muito bacana, que não é de modo algum cansativo, e que mostra vários aspectos desse esporte que sei que hoje em dia já não tem toda a notoriedade que lembro de ter antigamente. Recomendo muitissimo. =D 


Os originais.

terça-feira, 13 de maio de 2014

[Resenha] Closer: Perto Demais – Mike Nichols



No último domingo (11/05) assisti pela milésima vez o filme Closer. Mesmo tendo-o assistido várias vezes eu não consigo me cansar, não consigo me sentir entediado ou enjoado! Simplesmente amo esse filme e nessa resenha vocês leitores vão entender o porquê desse amor. 


O filme é dirigido por Mike Nichols e nos apresenta uma inteligente, romântica e dramática história de amor sobre encontros inesperados, paixão à primeira vista, traições casuais, instabilidade emocional e perspectiva moderna. Esse filme é de 2004, eu fui o assistir bem depois do lançamento e na época me lembro de não esperar muita coisa. O elenco é simplesmente incrível e muito pequeno, quatro personagens sustentaram um roteiro denso e não pareceram fazer muito esforço pra isso. Esse quarteto é formado pelo jornalista de obituários, Dan (Jude Law), a Stripper nova-iorquina, “Alice” (Natalie Portman), a fotógrafa Anna (Julia Roberts) e o médico Larry (Clive Owen).  Como eu não quero escrever nenhuma sinopse do filme, e sim deixar bem claro toda a minha admiração, levantarei tópicos sobre tudo o que mais gostei nesse filme, espero que quem não tenha o visto pare de ler imediatamente! :D



Os Quotes

O que é “quote”?
Inglês - Português - quote
s. citação; singular de aspas
v. citar; lembrar, mencionar (com o objetivo de enfatizar uma opinião); especificar o preço, determinar o preço; pôr entre aspas


Sempre vi quotes como retalhos de existência e Closer, bom, é recheado deles! Alice com certeza fala os melhores, como eu disse anteriormente, perspectivas fortes são esboçadas através de personagens muito diferentes. Algumas são muito emocionais, outras cruas, pessimistas e até irônicas. Como no filme não vemos, de fato, muitos acontecimentos, o diálogo é bem sincero e forte, resultando ótimas frases. Minhas favoritas são:


“É uma mentira. É um bando de estranhos fotografados lindamente, e todos os brilhantes idiotas que apreciam arte dizem que é lindo, porque é isso que eles querem ver. Mas as pessoas nas fotos estão tristes, e sozinhas, mas as fotos fazem o mundo parecer bonito. Então ficam exibindo, o que torna isso uma mentira, e todo mundo ama uma grande mentira.” – Alice

”Não diga isso! Não ouse dizer que eu sou bom demais para você. Eu sou, mas não diga.” - Larry

“Eu sei quem você é. Eu te amo. Eu amo tudo em você que dói.” – Larry

“O que há de tão bom na verdade? Tenta mentir para variar, é o jeito do mundo.” – Dan

“Não pare de me amar. Eu posso ver isso saindo de você. Sou eu, lembra? Era uma coisa estupida a fazer e não significou nada. Se você me ama o suficiente, você vai me perdoar.” – Anna

“Aonde? Me mostra! Aonde esta esse amor? Eu não posso vê-lo, eu não posso toca-lo, eu não o sinto, eu não posso ouvi-lo. Eu posso ouvir algumas poucas palavras, mas eu não posso fazer nada com essas suas simples palavras!” – Alice


 Os Diálogos 

Os diálogos possuem a mesma pequena explicação que dei acima, quando comecei a falar sobre os quotes, eu preferi separar esse tópico do anterior porque dessa vez não se trata de uma só coisa dita por uma só pessoa. Os maiores diálogos do filme são do Dan com a Alice, logo eles possuem os mais interessantes. Através desses diálogos o ser humano é exposto como uma criatura complexa e imprevisível; A obsessão de Dan a ponto de o fazer entrar em chat fingindo ser Anna e também quando observamos a frieza da stripper conversando com o dermatologista que estava devastado. A densidade das conversas mudam de uma cena pra outra, podemos ver o tempo passar, relações formarem, notar que fatos aconteceram através de menções esporádicas dos personagens. Percebemos isso na exposição de fotografias de Anna onde a mesma diz que já está com Larry à quatro meses (e posteriormente quando descobrimos que eles se casaram) e também quando Dan decide deixar Alice por estar apaixonado pela fotógrafa e é citado algumas ocasiões.



Dan: O que faz quando não ama mais?
Alice: "Eu não te amo mais, adeus!"
Dan: E se você ainda ama?!
Alice: Não vai.
Dan: Nunca abandonou ninguém que ainda amava?
Alice: Não!
-

Alice: Eu não como peixe.
Dan: Porque?
Alice: Eles mijam no mar.
Dan: As crianças também.
Alice: Eu também não como crianças.
-

Dan: Você arruinou a minha vida.
Anna: Você supera.
-

Dan: Eu não quero te machucar.
Alice: Então porque faz isso?
-

Trilha Sonora

Cena do clip da música "The Blowers Daughter"
 de Damien Rice
Existe maneira mais perfeita de se começar um filme do que com a música "The Blowers Daughter" de Damien Rice? Bom, imagino que sim... Mas foi tão belo, tão tocante e tão simples ao mesmo tempo. Vários trechos da ópera Così fan tutte, de Mozart, é tocado como música incidental, lembro-me que meu fascínio com o filme tão grande que baixei toda a trilha sonora e a ouvia várias vezes seguida no meu CD player (assisti o filme em 2006, não tinha um mp3 ainda)! Tem também aquela música brasileira “É melhor ser alegre que ser triste....” que já tocou em alguma novela do Manuel Carlos que eu sei...


Sensualidade Sem Exageros

O elenco é impecável, nenhum dos atores possuem nenhuma particularidade física que possam os definir como "feios", são sensuais e no filme esbanjam desses atributos sem forçarem ou parecer vulgar. Não acho nem que a parte do cube de Strip tenha forçado na apelação sexual, Natalie Portman exibiu um corpão e conseguiu parecer uma serelepe garota inteligente e sarcástica. Não estou dizendo que os personagens exigiam beleza por parte de suas relações, existe mesmo uma cena no filme em que Anna afirma pra Alice: "Você tem um rosto ótimo." e Alice responde: "Todos temos, não é mesmo!?", não creio que o diretor quis transmitir superficialidade.


Amor


 Apesar de achar o amor apresentando pela perspectiva de Daniel um tanto enjoativo, gostei de ver a reação de cada um dos personagens em relação ao sentimento. Através de encantamento, romance, traições, jogos de palavra e sedução vemos o “retângulo” amoroso se contorcer, esquentar, esfriar e até se debater! Acusações e ataques são feitos, notamos ciúme, desejo, dependência e até uma parte de depressão no decorrer da trama. Depois de assistir ao filme tantas vezes me pego pensando nos personagens e no que eles sentiam com tanta intimidade que chego a me envergonhar!


Alice Ayres ou Jane Jones?


Minha personagem favorita. Foi com esse filme que aprendi a amar Natalie Portman e seu trabalho incrível. Alice Ayres que na verdade é Jane Jones é cativante ao extremo, suas cenas com os outros personagens beiram o inacreditável. Minha cena favorita é representada pela foto ao lado no clube de Strip onde ela e Larry protagonizam o seu segundo diálogo, as evasivas de Alice foram muito espertas, a frieza e sensualidade da personalidade dela é espetacular, os momentos de apelo do doutor chegam a ser cômicos. Em minha opinião, Alice é a personagem que mais sabe amar de todo o filme, justamente a mais nova do elenco! É a única que tem a cabeça no lugar, enquanto Larry joga, Anna pensa e Dan chora... Alice demonstra uma certa praticidade, o que também é encantador!

“Mentir é a coisa mais divertida que uma garota pode fazer sem tirar as roupas... mas é melhor se tirar.” - Alice


"Sultão da Mulherada"

A primeira vez que vi Closer (sim, foi dublado), “Sultão da Mulherada” (não me lembro como o apelidaram em versão original) era o apelido que Dan dá sem querer a Larry, o que é engraçado, já que em retribuição o doutor o apelida de Cupido! Larry aparenta ser grosso, obsessivo, ciumento e até um pouco nojento... Mas as aparências enganam, ou o fato é que eu simplesmente não consigo enxergar o dermatologista dessa forma. Depois de Alice, é meu personagem favorito, o acho um homem inteligente, engraçado, perspicaz e até um tanto estrategista! É o único do filme a terminar com o que quer em mãos (Anna), e parece dormir tranquilo pós todas as voltas e reviravoltas.


Anna e Daniel

Dan e Anna se seduzem logo depois da primeira cena do filme, eles tem um diálogo até legal e logo apontamos as principais diferenças entre as duas mocinhas do filme. Da primeira vez que vi o filme, pensei ter perdido alguns momentos da atração fatal entre esse casal, mas a verdade é que foi aquilo mesmo... Meio do nada! Não tenho nada contra a Anna, e nem a favor! Já em relação ao Dan, acho o contrário... Acho ele um pé no saco, que não sabe o que quer, trai algumas convicções e dogmas e meio que se põe em um pedestal. Conheço muita menina que tem imortalizado o Jude Law e etc. e realmente acredito que ele tenha feito uma excelente interpretação do personagem que foi pedido no roteiro... Só que esse personagem é deprimente, na boa. Desculpa aí se você é fã do Daniel, mas eu particularmente não gosto.

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É obviamente uma visão meio pessimista da realidade, e ao mesmo tempo bem típica da galera do século XXI, abarrotado de sentimentos, marcado por personagens singulares, diálogos fortes e trama fantástica Closer: Perto Demais se encerra sem um final feliz, com a mesma música que começou, sem adição de personagens relevantes. Deveria ter comentado sobre a fotografia do filme também,e  aí vai o comentário:  É boa! Nada que tire a atenção das interpretações incríveis, mas é bem agradável de se ver Londres por esse ângulo. Volto a bater na tecla em que afirmo que é um dos melhores filmes contemporâneos e recomendo a todos, por ser único, eficaz, distinto de muita idealização que cercam as produções desse gênero! 


quarta-feira, 7 de maio de 2014

A Estrada - John Hillcoat

Baseado no livro de Cormac McCarthy, o filme A Estrada já se inicia em um mundo pós apocalíptico em que a terra está toda destruída. E quando digo terra é terra mesmo, não há mais plantações, nada pega, as árvores que existem estão tão secas que incêndios espontâneos acontecem, são raríssimos os insetos que surgem durante o filme, os rios chegam a estar verdes, e o Sol está coberto por uma camada cinza que me lembrou o céu de Cuiabá quando lá morei no fim de 2000.

A gente acompanha um pai (Viggo Mortensen, vulgo Aragorn) e seu filho (Kodi Smit-McPhee) pela estrada a fora onde vão bem sozinhos rumo a costa do país, onde acreditam ter mais pessoas ou pelo menos um mar mais limpo. Durante esse caminho vários flashbacks vão sendo revelados que explicam algumas coisas que os monólogos do pai narrador e os diálogos entre os presentes não contam, como o que houve com a mãe dessa família e o porque de estarem indo para o sul.

A noitinha, antes de dormir, tive sonhos estranhos que misturavam A Estrada, The Walking Dead e Ensaio sobre a Cegueira. Não que sejam extremamente parecidos em seus contextos, mas o ponto principal, que seria a reação humana com a adversidade (Ó como eu falo bonito), é assustador em todas as três histórias.

Uma coisa que o Aragorn pai deixa bem claro desde o começo é o medo que têm do canibalismo. Ele e o filho se intitulam 'pessoas boas' pois não realizam essa prática e fazem a gente pensar em que limites a gente passaria quando não temos mais tantas opções assim. E nesse termo senti um certo paradoxo, tanto que em outras cenas o pai faz coisas que na minha visão também não são boas, mas ele julga que sim, o que me vem outra ideia: a gente se limita porque são coisas ruins, ou porque achamos nojento?

--=-=-=-=-=-=-=-=-=- Spoilers pra todo lado -=-=-=-=-=-=-=-=-=--

Eu gostaria de destacar algumas cenas do filme. 

Eu não falarei sobre o porão daquela casinha organizada, pois acho que valeu mais pelo susto e desespero, mas vou pular pros andarilhos solitários que eles encontram pelo caminho.

Comecemos com a primeira aparição de um homem, já senhor e meio cego, que o menino força o pai a ter dó e ajudá-lo. É engraçado como a gente fica tentado, assim como o garoto, a coloca-lo no bando, cuidar dele, e começar a montar uma família. Não digo que o Aragorn estivesse errado, que devesse tomar conta sozinho de uma criança e de um velho, mas as vezes o lado lógico da cabeça dele suprime completamente o lado caridoso.

Isso é visto de novo no caso do rapaz que rouba todas as coisas enquanto o menino dorme. O rapaz não fez coisa alguma com o garoto, naquelas condições julgo que as coisas já estariam resolvidas quando pegam seu carrinho de suprimentos de volta. Mas, mesmo acabando de sentir os pés corroerem na lama ácida ainda obrigar o rapaz a dar suas próprias roupas e sapatos para eles... Achei que não dava mais para julgá-lo como uma 'pessoa boa'.

Fico pensando ainda na cabeça confusa do menino, ouvindo uma hora 'Vou te proteger. Vou te proteger.' e em algumas horas ver o pai apontar uma arma pra sua testa. Essa oscilação o tempo todo deve ser bem confusa. Mesmo assim o garoto se mantem firme em algumas convicções, o que se torna ainda mais interessante por ele já ter nascido no meio do caos, e não ter tido essa formação de princípios numa época feliz. Lembrando que o que aconteceu com a mãe do menino foi exatamente o contrário. Ter tido uma vida muito boa antes, e não ter suportado perder tudo isso.

Quando surgiu o rapaz com pinta de cigano, armado que é uma beleza, pedindo pra ajudar o garoto quando ele ficou sozinho foi o auge da ironia. Ter que decidir entre arriscar ou não, momentos depois de ter ouvido o pai falar exatamente para não fazer isso. Não que você tivesse muitas opções de escolhas quando se é um menino contra um tiozão com uma arma, mas oquei. 

Não foi um final feliz, mas foi poético. Principalmente a figura do cachorro. Me senti confusa quanto a isso por que me deixou de certo modo realizada, mas não é de modo algum um final feliz. Não há esperança que o mundo se cure, por mais que passe certa sensação de segurança, na realidade não há nenhuma, de fato se torna ainda mais perigoso pra galerê do cigano. Mas depois de ver bandos tão violentos você se torna feliz de ver uma imagem (a família) que, em geral, estamos acostumados a relacionar com coisas boas, como segurança e afeto.

--=-=-=-=-=-=-=-=-=- Fim dos Spoilers pra todo lado -=-=-=-=-=-=-=-=-=--

É um filme muito bom, muito bom mesmo. Que recomendo muitíssimo para quem quer dar uma filosofada em como reagiria em dificuldades, ou em imaginar como a sociedade reagiria.

Ps. Acharam um ator pra fazer o menino que de fato é a cara da atriz que faz a mãe. Tô boba. :O