segunda-feira, 31 de março de 2014

[Resenha] Ninfomaníaca - Volume I – Lars Von Trier


A noite era calma e fria de inverno em um subúrbio qualquer. O velho solteirão Seligman estava voltando de uma (ao que parece) mercearia quando encontra uma mulher deitada no meio de um beco. Ao se aproximar, percebe que essa mulher se encontra semiconsciente e bem ferida. Um breve diálogo entre os dois enche o coração do velho de compaixão e ele a leva pra casa para que possa repousar, se curar e descansar de seja lá qual for, o motivo de ter chegado lá naquele estado.  O nome dessa mulher é Joe, e eu achei super legal ela ter esse nome tão comumente empregado ao gênero masculino, enfim... Mas como as coisas podem ter dado tão errado para Joe? Imagino que a simplicidade, cordialidade e curiosidade do velho a tenham comovido e ela então decide narrar sua profana e longa história dividindo-a em oito capítulos.




Lars Von Trier é o diretor, eu infelizmente não acompanhei outras obras do mesmo e me peguei o confundindo com traços de Tarantino. Posso culpar as interrupções cultas de Seligman ou talvez a narrativa crua e fria de Joe. A fotografia desbotada e extremamente realista também é válida assim como os elevado número de metáforas que formam uma aliança entre quem conta e quem ouve a história. Joe até então é interpretada por Charlotte Gainsbourg e Seligman por Stellan Skarsgård de quem só conheço pelos filmes da Marvel e acho que (não tenho certeza se é ele mesmo) Mamma Mia!


Os primeiros minutos do filme em tela preta brincam com a imaginação do telespectador que graças ao título põe a mente curiosa pra trabalhar, nos é revelado então um ambiente simples e mórbido. A trilha sonora bem hardcore deixa mais excitante as expectativas acerca da história a ser abordada. É um drama calmo, sem tantas reviravoltas e fins com meios que os justifiquem. Alguns diálogos são entediantes, acho que talvez tenha sido essa a intensão do diretor, nos agraciar com o tédio no meio de tanto sexo. Não que seja apenas de sexo que o filme se trata... Mas o título meio que entrega, certo? Você não esperava ver um amor avassalador em um filme com esse título, esperava?!



Esse volume “um” da obra trata-se de promover o encontro mencionado acima e contar através de um diálogo filosófico e inteligente o início da jornada de Joe (versão jovem vivida por Stacy Martin), seu pai, suas relações com a natureza e o sexo, servindo-se de metáforas quase sempre propostas pelo velho hospitaleiro.



A classificação do filme é de 18 anos, e no final dessa resenha eu não posso dizer se o recomendo ou não pois acho que esse filme necessita de no mínimo uma maturidade sexual de quem o assiste. Vi muita gente dizendo que Lars fez esse filme simplesmente pra jogar sexo na cara do público, ouvi gente falando que se trata apenas de perversão e ponto, cheguei a ver gente perguntando qual a moral do filme. Pôxa! Que coisa chata, acredito que opinião deve ser respeitada, só que tem umas que não dá pra perdoar. Não acho que o diretor tenha colocado tanto sexo no filme atoa, se ele quisesse fazer isso simplesmente dirigiria um filme pornô! Acredito que nem todo filme precise de um desfecho com uma lição de vida. Afinal de contas, que tipo de lição você tirou no final de Invocação do Mal? “Cuidado pra onde se muda?”. E não, esse filme não vai (infelizmente) curar ninguém que seja viciado em sexo. Teve gente que disse pra mim que gostou da história, mas a achou muito pervertida (bom, pelo menos um crítica quase positiva), mas nisso eu também não concordo, ambas as atrizes tiveram um gigantesco jogo de cintura pra nos apresentar uma garota compulsiva sem parecer vulgar, palmas para elas!

Não existe um “porque” da garota ter crescido assim, acho que tem muito psicanalista encarnado por aí tentando explicar com base tanto a cena inicial do banheiro ou a relação de amores com seu pai e desafeto com a mãe, eu mesmo não me perguntei e nem tentei descobrir nada!


Shia LaBeouf interpretou Jerôme (um personagem muito importante na vida de Joe), achei em alguns momentos engraçado, apesar daquela primeira cena tão fria. Antes de assistir o filme soube que ele faria parte do elenco e fiquei chocado, mas o rapaz me impressionou, não acho que Lars o tenha transformado, acho só que o enredo exigia algo mais do que foi exigido em Transformers.


Outro ponto que merece ser mencionado é a brilhante e dolorida sequência estrelada por Uma Thurman (outro motivo por eu ter pensado em Tarantino) no meu episódio favorito: Mrs. H. A mulher foi ao seu limite, foi humilhante em alguns momentos, constrangedor, os gritos e ataques da mesma não foram só carregados de ódio e de nojo, foram gritos de mágoa de destruição!



Amor. Claro... O tema é sim abordado no filme... Acredito sim no amor de Joe, só que o amor não é a cura para todo o mal, e imagino que Joe concorde comigo. Pode ser que o assunto seja mais abordado no segundo volume da trama, o final deixa sim um gostinho de quero mais!




O legal é que quem procurou assistir o filme apenas pelo apelo sexual , cenas e histórias chocantes se deu mal, imagino que tiveram quem recorrer a boa e velha pornografia on-line. O filme é quase poético, as particularidades no cenário da conversa são apenas recursos para uma discussão, o ser humano é exposto através de Joe por meio de relações interpessoais mais primitivas. Em alguns momentos é possível se confundir graças a tantas metáforas, mas nada que não dê pra entender depois. Fiquei pensando e me peguei imaginando a vida de alguém como a Joe, digo, com o mesmo vício. De ter que ir aos limites extremos para tentar satisfazer o seu desejo e não conseguir. Deve ser mesmo angustiante.



Pelo que notei, esse volume é bem light comparado ao próximo, creio que Joe crescerá e dará espaço pra Charlotte Gainsbourg protagonizar a história contada por ela mesma. No final do filme nos são apresentadas cenas bem fortes do próximo volume, cenas que me deixaram bem curioso. O elenco, a direção, trilha sonora e todos os outros fatores que constituem a obra por inteiro estão de parabéns. Acho difícil se manter neutro ao julgar se o filme foi bom ou ruim, ou o detesta ou o curte. Eu particularmente curti, assisti de peito e mente aberta, sem pudores ou receios. (Pensei em pedir pra B. tirar uma foto bem no estilo dos atores do poster ao lado pra colocar aqui, mas achei que o namorado dela poderia não gostar disso. rsrs). 

sexta-feira, 28 de março de 2014

Avatar - A Lenda de Aang

Não, não é um post sobre o filme de E.T.s azuis. Estamos falando de um cartoon, com muita cara de anime, que conta a história de quatro reinos, onde algumas pessoas nascem com grandes poderes (e grandes responsabilidades) de controle sobre o elemento de seu povo. Os nômades do ar, as tribos da água, o reino da terra, e a nação do fogo.

Existe um cara, um único cara, que controla todos os quatro elementos, e esse cara é chamado de Avatar. Não é somente um cargo, é tipo uma entidade, onde as pessoas que tinham esse poder anteriormente vão se instalando na cabeça do Avatar atual o que o deixa, alem de OP overpower, super roubado, com uma experiência muito maior do que de qualquer um.

A entidade Avatar têm algumas peculiaridade bem interessantes. Primeiro, é que sua origem começa na forma de reencarnação, e isso acontece de forma cíclica seguindo sempre a mesma ordem de elementos. Então, se o último Avatar era um cara de fogo, o próximo necessariamente será em um bebê dos nômades do ar, o próximo da água, o seguinte da terra e recomeça o ciclo.

Outro ponto é que, diz a lenda, se o cidadão morre no estado Avatar o ciclo se quebra e não nascerá mais Avatares (Eu e os plurais. xD).

“Tudo parecia bem até que a nação do fogo atacou.”

Tio e sua sabedoria.
Aconteceu de um cometa surgir e um cara ambicioso achar que isso traria poder. A nação do fogo começou uma guerra que durou 100 anos até o ponto em que se passa realmente a série. O Avatar da época havia morrido, e ninguém sabia onde tinha se enfiado o próximo a nascer, e a nação do fogo fez questão de destruir os nômades do Ar para que se quebrasse o ciclo. Um cara que controla todos os elementos é a esperança dos outros três reinos oprimidos.

O ponto é que Aang, o último dobrador de ar, (E Avatar recorrente) ainda existia e foi encontrado por dois irmãos, Katara e Sokka, boiando congelado em um iceberg no meio do mar. E isso tudo é o primeiro episódio.

A partir daí o foco é fazer com que Aang cresça como Avatar e consiga botar ordem no mundo novamente.

O ritmo em que as coisas acontecem é muito gostoso, têm bastante batalhas e várias cenas de morais são espalhadas em praticamente todo episódio.

Fanart da Toph. =]
O estado Avatar, apesar de ser roubado, não deixa com que o Aang seja aquele personagem principal chato que já começa absurdamente forte. Ele é sim, como um bom dominador de Ar que cresceu sendo, forte e habilidoso, mas é mostrado em vários momentos como ele também teve dificuldade, quais são seus pontos fracos e como ele lida com isso. Isso tanto no físico como psicológico.

Ele foi criado por monges, e tem um jeito de ver a vida muito diferente do que estou acostumada à ver em protagonistas de desenhos do gênero. E falo desenhos pois Avatar, mesmo tendo cara, não foi feito por japoneses. E vários pontos provam isso.

Em Avatar, a lenda de Aang, existem muitos personagens fortes que são mulheres. Algo assim é mais raros em animes do gênero japoneses, que em geral dão uma cota de uns 35% (Observe o chute numérico) pra moças batalhadeiras em um anime shounen comum.

Avatar gritando no travesseiro.
Isso não significa que em Avatar elas todas sejam legais, pois vêm com outra coisa da cultura americana embutidas nelas: A grande maioria são muito metidas, véi!!! Katara, a primeira moça importante que aparece, é extremamente intrometida, mandona, e tudo que uma pré-adolescente de filminho teen é. Mas é fortinha, não dá pra negar.

Outra que, mesmo sendo também bem irritantezinha no princípio, foi me conquistando aos poucos é Toph. Ela entra para o grupo de Aang mais para frente na série e em questão de habilidades essa menininha que deve ter seus 12~13 anos é acima de qualquer um. Ela é muito inteligente e tática. Vi alguns spoilers da lenda de Korra e parece que ela vira algum tipo de chefe de exército, e isso faz todo o sentido do mundo.

Toph é um personagem duro, machão mesmo, e que se esforça pra conseguir sempre ter o trabalho feito, além de ser muito confiante. Uma cena quase no final do anime bem legal com ela é sua expressão quando descobre que suas aventuras estão sendo interpretadas em um teatro por um gigante bombado. E tem uma coisa que as vezes eu e todos os outros personagens esquecemos sobre ela: Ela é cega.

Sokka sensualizando.
Da turminha do barulho o único que não é um dobrador de qualquer coisa é Sokka. Sua maior skill é seu bumerangue, mas isso é uma mentira. Seu maior ponto forte na verdade é ser estrategista, e um grande inventor, e pelo que parece puxou isso do pai, que aparece poucas vezes mas que parece ser um cara bacana, gente boa e blá blá blá.

Também é o rapaz mais bem humorado com seu mau humor que tem. Suas cenas são as que trazem mais alegria pro anime todo. Se você passar cinco minutos no tumblr você verá cada gif bizarro das frases e expressões épicas de Sokka. É muita diversão num rabo de cavalo só.

Personagem mais paciente ever.
Ainda têm o Zuko, que pra mim basta dizer que é o moço que mesmo com ¼ do rosto queimado consegue ser o mais gato da série, seu tio Iroh, que é um dos homens mais sábios que têm (além de ter os segredos mais bacanas), o resto da família toda, que é uma turma bem esquisita e milhões de outros personagens muito bacanas por todos os lados.

Não me decepcionei com o final, achei coerente e até bonito. Teve batalhas épicas, reviravoltas e superações. 

Existem pontos da histórias que mereciam até um post só pra eles de tantos comentários que eu poderia fazer, mas acho que quando vai chegando o final da segunda pagina no BrOffice já devo ir parando, né?


É um anime lindo, com uma temática bacana, personagens super carismáticos e faz todo sentido ser o sucesso que foi pra garotada lá nos States. É bem leve, é divertido, é tudo que há de bom. Recomendo MUUUUUUUUUUITO, com aquele ar de 'quero ser uma pessoa melhor igual o cara principal' que todo desenho bom deve transmitir. =)


sexta-feira, 14 de março de 2014

[Resenha] Dragão Vermelho – Thomas Harris

Fazia um tempo que não escrevia uma resenha de um livro e fazia um tempo também que não lia um suspense policial. Resolvi ler Dragão Vermelho porque me encantei com o seriado Hannibal, que saiu no ano passado na NBC (sim, tenho planos de fazer resenha para essa obra também).  Pra essa resenha eu não pude fazer algo diferente como eu fiz nas duas últimas e não deu pra procurar muitas fotos porque eu não quero que seja uma resenha sobre o filme! Eu li essa edição da BestBolso mesmo, com a capa do filme, com 381 páginas exatamente. É um livro escrito na década de 80 e conta como protagonista o Will Graham, um policial (hipersensitivo) aposentado que a pedido do seu amigo volta a ativa para ajudá-lo a solucionar um caso. Will é jovem ainda e se aposentou porque seu último caso foi... Estressante. Vocês já imaginam qual foi o último caso, né leitores? rs


O caso do Fada do Dente, mais tarde com o desenrolar da história vindo a ser chamado de Dragão Vermelho, é bem interessante! O livro é bom, mas achei que no começo, o excesso de linguagem dinâmica policial deixa a leitura um tanto maçante, tanto que já ouvi falar de muita gente que desistiu do livro por conta disso. Meus capítulos favoritos no livro foram os que a rotina e os pensamentos do assassino nos são entregues de bandeja. Não que eu seja psicólogo o suficiente pra entender a loucura por trás da mente doentia de Francis Dolarhyde, mas falemos do personagem mais tarde.


Sobre a edição... Eu particularmente gosto muito do trabalho da BestBolso, apesar de achar que eles poderiam endurecer um pouquinho as capas. Encontrei alguns erros de digitação, o que é normal, não crucifiquemos o trabalho da editora por conta disso. Achei a arte de capa... Normal. Eu realmente prefiro aquela arte em que Hannibal aparece com uma borboletinha na cabeça, acho tão linda... Mas pra minha coleção ficar bonitinha eu tive mesmo que ficar com esse da capa do filme.

A dança entre os personagens centrais é muito boa, e os terceiros envolvidos na mesma são ótimos personagens.  Lecter, Reba, Jack, Lounds, Molly e Willy, fizeram cada um de seu modo o desenvolver mais interessante da obra. Devo confessar que estava muito mais interessado no lado escuro da trama, achei-o muito mais interessante do que os momentos de casal do Will e da Molly ou as conversas sobre o caso com Jack Crawford. Lounds que certamente não estava em lado nenhum teve um desfecho ótimo e um diálogo final que empolga o leitor a avançar mais páginas. A relação do vilão com Reba é adorável aos meus olhos, prova de que os brutos também amam apesar de suas particularidades, não que fiquem só em um lenga-lenga, mas não quero prolongar esse parágrafo.

Comentei sobre o Hannibal dois parágrafos atrás... Pra mim foi uma espécie de decepção quando o personagem título da coleção só foi aparecer lá pela página oitenta!  Quis dar pití e etc... Com o passar do tempo, acho que superei a falta do canibal. Ele é sim peça chave em dois grandes momentos no desenvolver da narração, mas se aparecer em mais de 25 páginas da obra, é muito! Acredito que por se tratar da primeira obra da trilogia escrita sobre ele, Thomas Harris ainda estava o desenvolvendo como antagonista.

O Grande Dragão Vermelho e a Mulher
Vestida de Sol - Willian Blake
 Dolarhyde é o serial killer da obra, e com as investigações sobre os métodos dele, os capítulos que apresentam seu cotidiano e seu passado, isso faz com que deixemos um pouco de lado Lecter qual já conhecemos métodos e fins e mergulhemos de cabeça no Dragão Vermelho. Sobre ele, é um personagem ímpar, com todas aquelas psicoses e delírios que esperamos encontrar em um serial killer, trabalha em um laboratório fotográfico como um cidadão americano normal. As vítimas são famílias, ambas com 3 filhos e um animal de estimação e uma mãe atraente, tenso, não? Agora sobre o nome.... Dragão Vermelho, digamos que tem haver com uma obra de arte pintada por Willian Blake e que o assassino acha que esse dragão vive dentro dele, como uma encarnação dos seus demônios. Sim, quis comentar sobre a obra só pra colocar a foto ao lado. Rsrs


Thomas Harris criou um desfecho inesperado, apesar de achá-lo bem curto em palavras, foi um final decente. Estou ansioso pra dar continuidade à coleção e pra ver o filme também, infelizmente assisti só O Silêncio dos Inocentes e estava meio bêbado na ocasião.  Queria mesmo nessa resenha ter falado mais sobre o Will, mas o personagem do livro não me cativou tanto, vai ver porque materializei o do seriado e acabei esperando demais. Apesar de o enredo ser um pouco confuso a história é capaz de te envolver o leitor e eu recomendo pra todos os fãs da série, ou do filme.... Recomendo até pra quem não conhece e curte o gênero.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Frozen - Walt Disney


Sou uma entusiasta dos filmes Disney, daquelas maníacas que gasta comprando em Blu-ray filmes que já viu 20 vezes e volta à assistir mais 40. Não bastando, sendo uma fã de carteirinha de Irmão Urso estava ansiosa para ver o tão comentado Frozen.


O tema principal é a fraternidade entre Elza e Anna, princesas de um reino com ar nórdico, pelo que entendi, que são afastadas de certo modo, para que os poderes congelantes da mais velha não possam atingir por acidente a caçula.

A história em si acontece quando num momento 'LIBEEEEEEEERTE-SE!' da irmã mais velha, ela sem querer  congela o reino todo, e Anna vai em sua caçada tentar convence-la a descongelar todo o problema. Nesse meio tempo aparecem outros personagens, como o vendedor de gelo (que graças ao congelamento geral tem seu negócio rumo a falência), um bonequinho de neve que gosta de abraços quentinhos e o alce.

É um musical. E quando digo musical vai beirar o além normal da Disney. Os personagens cantam muito, muito mesmo. Não sei se foi eu que dei uma desacostumada após ver tantos filmes da Pixar, que não tem essas firulas, mas em alguns momentos me deu um apertinho de vergonha, principalmente com o príncipe cantando. Sei lá porque.

A cena da Elza na música principal é uma que me fez rir. Me lembrou muito as divas de outrora. Cher foi lembrada naquele momento. Mas não dá pra negar o poder dessa menina, isso numa guerra é a maior arma que poderia ter. E que conhecimento de arquitetura ela tem. Personagem overpower no último e além de tudo é bonita. Marvel e DC precisavam de uma dessas. Just Saying.


Mas meu personagem favorito ainda foi o Alce. Animações tendem sempre a colocar animais, mesmo que de outra espécie, com a alma de cachorros ou cavalos. Ambos são animais muito expressivos, com olhares bem marcantes e que transmitem emoções muito facilmente. No caso, o alce é basicamente um cachorro animadão, e eu, uma dogperson, achei uma fofura. LOV*


Tive a sensação de que Frozen é um filme mais feminino. Os filmes de princesas acabam seguindo esse rumo. Salvo talvez Pocahontas e Mulan os baseados em contos de fadas acabam tendo um toque menos másculo mesmo. Mas o senso de humor de personagens como o boneco de neve acaba deixando isso mais neutro, eu acho.

Apesar de ter gostado sim do filme a história foi bem previsível, o maior plot twist que tive na verdade foi as pedras da floresta (entendedores entenderão), e essa linearidade passaria batido pra mim, fanGirl de animações, se não fosse o alvoroço que andei ouvindo. Pessoas elogiando em demasiado alguma coisa tende a me fazer contestar, e quando compara com algo que gosto muito essa tendência piora.

Comparar Frozen com Rei Leão foi cruel.


Rei leão, mesmo baseado em um livro adulto, é um marco nas animações. Não vou sair elogiando, pois elogio de fã não conta; mas dizer que Frozen é melhor porque ultrapassou as bilheterias, na minha cabeça não faz sentido. Comparar as vendas em 2014 com algo que era vendido em 1994, numa época que o cinema era muito mais restrito, muito menos acessível e que a propaganda era muito menos massiva é sem valor na minha cabeça.


Como animação acho bacana, os efeitos ficaram lindos, uma história bonita e personagens fofinhos, mas não vejo nada que traga ele pro top five dos meus filmes favoritos da Disney.  De qualquer forma, desenhos com uma moral bonita nunca é demais, então... Recomendo. =P