quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

[Resenha] Once Upon a Time, Primeira Temporada – Adam Horowitz, Edward Kitsis

Fazer uma resenha sobre o seriado Once Upon a Time é complicado! Não sei se ponho a culpa no número de personagens, na extensão de cada história em particular e em conjunto. Ou não saber se começo pelo real ou pelo faz de conta! Essa série tem como personagem principal uma mulher com um passado muito complicado que acaba indo parar em uma cidade no Maine onde a magia dos contos de fada se mistura com a realidade. Então começamos assim, pelo real! O nome dessa mulher é Emma (Jennifer Morrison). Logo no começo do episódio, pós-apresentação da protagonista, conhecemos Henry (Jared S. Gilmore) seu filho que descobrimos que foi para a adoção assim que nasceu e depois de tanto tempo  (através da internet) conseguiu encontrar a sua mãe. Esse garoto precisa levar Emma para a cidade mencionada no começo do paragrafo... Ok! Isso já está ficando com cara de sinopse e resumo!

Começamos pelo faz de conta, então... No dia do casamento da Branca de Neve (Ginnifer Goodwin) com o Príncipe Encantado (Josh Dallas), a Rainha Malvada (Lana Parrilla) chega a celebração ameaçando e dizendo que jogará uma maldição sobre todos os personagens desse mundo presentes. Um bom tempo depois do casório, Branca de Neve já gravida, visita Rumpelstiltskin (Robert Carlyle), um feiticeiro que prediz que a maldição da malvada rainha levará todas as pessoas para um lugar terrível, no qual não há finais felizes… Ou seja, o que todos imaginavam: O nosso mundo. E mais uma vez isso tá ficando com cara de resumo!

Como eu disse anteriormente, é complicado fazer uma resenha desse seriado e não darei explicações repetidas, leigos que tem vontade de criticar, por favor... Vejam a série e depois ouvirei com prazer. Pra quem não assistiu e ficou decepcionado por não estar a par de informações, procurem resumos, sinopses, Wikipédia, IMDb e por aí vai. Preferi escrever meu parecer sobre cada um dos capítulos em separado, tornando a resenha menos cansativa, menor e mais detalhista. Tentarei ser o mais breve possível.

1x1 – Pilot

 O primeiro, logicamente, faz toda uma apresentação a cerca de enredo, personagens, interligação dos dois mundos (real e faz de conta), ambiente e etc. Eu já revelei o principal do que acontece aqui no primeiro e no segundo parágrafo. A analogia de Regina (Rainha Má) ao lançar a maldição é bem legal... Transformar Branca de Neve em uma professorinha patética, enquanto  é a prefeita poderosa da cidade.

1x2 - The Thing You Love Most

Regina,  faz seus planos para afastar Emma de Storybrooke, ela é de fato a personagem mais irritante do seriado, muito chata e intrometida também. Descobrimos nesse episódio mais detalhes de como a maldição foi lançada. O que mais achei interessante foi a relação da antagonista com seu pai, dramático!


1x3 - Snow Falls

Neste episódio, Emma a pedido de Henry , convence Mary Margaret (olha o nome da Branca de Neve, que dó) a ler para um paciente não identificado em coma (Príncipe Encantado) no hospital. Ficamos sabendo como os dois se conheceram e se apaixonaram, o que de fato, perdão o vocabulário gay... É muito fofo!



1x4 - The Price of Gold

Cinderela aparece nesse episódio! Sempre imaginei que ela seria um dos personagens principais desse seriado, até porque todas as meninas amam a Cinderela! Mas não... Rumpelstiltskin é a fada madrinha, achei até original!




1x5 - That Still Small Voice

O Grilo Falante que nos é apresentado desde o primeiro capítulo como um psiquiatra (do Henry) também tem sua história contada, e eu simplesmente adorei. Achei muito criativa e inteligente a forma como teceram o laço existente entre ele e Gepeto.


1x6 - The Shepherd

Mary Margaret é tão boazinha que chega a dar dó. Nesse episódio eu percebi o quanto acho a trilha sonora dessa série mágica (dêêêr)! Me surpreendi com a história do príncipe e claro, broxei um pouco com os efeitos especiais.




1x7 - The Heart is a Lonely Hunter

Que o Graham é o Caçador todo mundo já imaginava (que ele vai ser o protagonista do 50 tons, também), o problema foi a Regina! Meu, que mulher chata!!! Eu realmente senti muito pelo final dele, esse foi sem sombra de dúvidas o episódio que começou a me empolgar com a história do seriado!



1x8 - Desperate Souls

As origens de Rumpelstiltskin são jogadas na nossa cara nesse episódio! Eu nunca havia pensado nele como um pai, e muito menos como um personagem covarde, ele sempre aspirou tanta confiança em si mesmo... Fico ansioso pra conhecer outros personagens, mas é sempre bom saber mais sobre os protagonistas da trama!


1x9 - True North

E como no último eu tinha ficado triste por não aparecer personagens novos a algum tempo, João e Maria. Isso mesmo! E Regina se metendo na história dos irmãozinhos! Eu estava com o João e Maria do filme Hansel and Gretel: Witch Hunters na cabeça, mas de fato preferi os do seriado, são mais coerentes com a minha infância.

1x10 - 7 15 A.M.

Esse episódio não tem maiores acontecimentos. Vemos David e Mary Margaret vivendo um amor proibido... O que é lindo pra quem “shipa” o casal. Emma, Regina, Henry e eu encucados pra saber quem foi o escritor que chegou no último episódio. A prova de que Ruby é a Chapeuzinho Vermelho. Rs



1x11 - Fruit of the Poisonous Tree

Olha só, o seriado transformou dois personagens em um só... O Gênio da Lâmpada e o Monstro do Espelho da Rainha Má! Agregar ambas as histórias foi inteligente. O figurino da Regina é algo que eu já deveria ter comentado antes, essa rainha é uma diva!


1x12 - Skin Deep

Um dos meus episódios favoritos. Nesse finalmente descobrimos que Mr. Gold é na verdade a Fera. E que a Bella é uma linda garota, sério... Achei-a fantástica. Muito legal como o antagonista fica divido entre o amor e a sua essência maligna. O momento mais profundo do episódio é quando Bella diz que a única coisa que restava para Rumpelstiltskin era um coração vazio e uma xícara lascada! <3


1x13 - What Happened to Frederick

Mais um em que Ruby aparece como Chapeuzinho e não descobrimos nada acerca de sua história. Colocaram Abigail na história com um bom coração, acho digno. Sempre a achei com cara de “tanto faz, tanto fez”, mas é uma guria apaixonada. Houve aquela vontade de bater na Regina com uma vassoura também...


1x14 – Dreamy

Senti falta do Henry! Fazer um homem adulto e barbado sair de dentro de um ovo gigante foi muito bizarro, e eu ainda estava empolgado pensando que sairia um dragão lá de dentro. História do Zangado contada, e muito linda, diga-se de passagem. E houve também Regina se metendo em tudo! Ô vilã boa essa.


1x15 - Red-Handed

Primeiro episódio de Once Upon A Time em que vejo sangue e morte misturada com tragédia romântica e suspeitas de assassinato. Um dos meus favoritos também. Finalmente a história sobre Chapeuzinho/Ruby nos é contada e porra (perdão a palavra)... Que história. Surpreendente! Não vou soltar muitos spoilers acerca deste, pra deixar a Bárbara curiosa! xD


1x16 - Heart of Darkness

Mary Margaret assassinar a mulher do David? Acho difícil! Ver uma Branca de Neve do mal foi inspirador, rs. A atriz ou o enredo consegue nos mostrar duas personagens tão diferentes, e isso é muito legal fora que sua relação com os anões é só amores. As vezes acho que David não faz Jus ao Charming. Só acho! 


1x17 - Hat Trick

O Chapeleiro Maluco (interpretado pelo homem que fará o Soldado Invernal no próximo filme do Capitão América) aparece muito dark, todo sequestrador e louco... (hehe!) Wonderland, Rainha de Copas (mascarada) e uma Emma quase acreditando. Foi um puta episódio!!! Vi muita química entre o Jeff e a Emma, talvez tenha sido impressão minha.


1x18 - The Stable Boy

As origens de Regina. Outro episódio fantástico. O que a fez se tornar assim tão malvada? E porque tanto ódio da Branca de Neve?  Até a Regina sendo boa parece má! E aquela mãe dela? Teve mesmo pra quem puxar.




1x19 - The Return

Feijõezinhos mágicos!!! As histórias sobre o passado de Rumpelstiltskin são as melhores, estava quase certo de que Bae seria August no fim das contas, isso explicaria muita coisa, mas acho que os roteiristas tem outros planos. Duelo épico de Emma com Regina, fodinha. Chegando nos “finalmentes” esse seriado.


1x20 - The Stranger

Episódio muito bem elaborado, não deixou nenhum rastro de dúvida. Adicionei-o à minha lista de favoritos, a história do Gepeto e do Pinóquio é maravilhosa, finalmente demos um personagem pro August. Emma agora só precisa parar com o ataque de pelancas e acreditar em tudo de uma vez!



1x21 - An Apple Red as Blood

O nome do episódio já nos deixa a par do que vamos ver. O que me assustou foi saber que a vítima da maçã é Henry! Fiquei boquiaberto, o sacrifício do guri foi muito foda, não imaginei que seria capaz disso... Todo o enredo sobre a maçã envenenando a Branca de Neve foi legal e tal, mas eu estava mais curioso/ansioso pra saber acerca dos tempos atuais.

1x22 - A Land Without Magic

Season Finale!

. Emma e Regina trabalhando juntas pra salvar Henry. Oooh!
. Depois de 22 episódios Emma começa a acreditar! Ooooh!
. O beijo de amor verdadeiro que quebra a maldição. Oooh!
. E as memorias voltam para todos de Storybrooke. Oooh!

Rumpelstiltskin : "Magic is coming, because magic is power!".  OOOOOOOOOOOOOH!

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Um incrível fim de temporada para um excelente seriado, confesso que no começo não botava muita fé. E que sim, critiquei em alguns momentos, houve falha nos efeitos especiais e o começo não me empolgou tanto. A resenha ainda assim ficou bem grande, queria falar mais sobre o elenco, sobre as expectativas para a segunda temporada, meus personagens favoritos, os personagens que eu queria que voltassem... Só que por enquanto tá imensamente ótimo. Bem melhor do que vários desses filmes que tem saído por aí baseados nos contos de fada! 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Quem é você, Alasca? - John Green

Sempre que um livro, autor, filme, qualquer coisa, se torna muito popular, principalmente entre a molecada de seus 13~14 anos, meu preconceito acende o alerta e eu viro a cara. Então quando vi o livro A culpa é das estrelas estourar nas vitrines de todas as livrarias eu dei uma ignorada.

O negócio é que bastante gente que costumo ter opiniões semelhantes falavam muito bem do autor, então, resolvi que iria arriscar num estilo de literatura que fazia tempo que não pegava pra ler. Como já estava saturada daquela capa azul, resolvi começar com outro livro: Quem é você, Alasca?

É um livro Young-Adult (que poderíamos colocar como um jovem-adulto, entre o juvenil e o adulto propriamente dito), e como todo YA tende a ser simples na escrita, o que é gostosinho, pois em uma sentada você termina o livro (eu li em um dia); e acaba entrando naquela fórmula que quem costuma ler o estilo já deve ter entendido como funciona.

Quem é você Alasca? conta a história de um rapaz chamado Miles que não tem uma vida muito animada em sua cidade e resolve ir para essa espécie de colégio interno em busca de seu 'Grade Talvez'. É o mesmo lugar onde o pai estudou, e é válido citar que a relação com os pais dele é bacana, nada de dramas e tal.

Nesse colégio passa a andar com uma turma do barulho formada por Coronel, Takumi, Lara e Alasca. É uma galerinha inteligente, onde eles se esforçam nos estudos, mas não se fixam nisso e têm seus gostos para diversão.

Miles vai se envolvendo com Alasca, que devo dizer que como personagem é o tipo que mais me irrita. Pelo que Miles descreve ela não chega a ser a mais bonita da escola, mas para ele é a mais legal. Ela tem uma birrinha feminista contra a hierarquia patriarcal que na metade do livro já deixou de fazer efeito em mim e passou a ser só irritante.

Ela também é bastante impulsiva, o que, as vezes acho divertido nas pessoas, mas que quando são somados à um desleixo pelas consequências me faz ignorar esse tipo de gente. E Alasca é assim. É bastante semelhante com outros personagens do livro que li na sequência, Tom e Daisy de 'O Grande Gatsby'; gente que não pensa pra fazer, e parece não se importar em ao menos tentar aprender com os erros.

Seja como for ela trás vários pontos interessantes pra se pensar que não poderia comentar sem uma linha de zona de spoilers separando. Então deixarei essa sessão pra mais tarde.

Uma coisa que me deixou com certa vergonha alheia foi os apelidos de certas coisas, como McIncomível e Guerreiros de dia de semana. Sei lá.. Talvez tenha sido na hora da tradução, mas minha melhor hipótese é que estou velha pra isso mesmo. XD

------------- Zona de Spoilers --------------

Um trecho que achei interessante foi quando Alasca vai com Miles pelos quartos de outros alunos e começa a vasculhar o que essas pessoas fazem. Achei bem interessante ver a relação de como são as pessoas a partir do que têm no lugar onde vivem, do que escondem e por aí vai.

Voltando pro tema Alasca, no início achei que era a história de uma menina em início de depressão. Me pareceu haver sim alguns sintomas, mas depois me pareceu só uma guria impulsiva demais até na hora de rir ou chorar. Houve uma explicação pra ela ser assim, e como é um personagem adolescente, achei que foi válida.


Eu suspeitei do que aconteceria com ela, pois o livro é dividido em antes e depois, e por ser um dos ingredientes mais comuns em literatura YA. Mas como o título em inglês é 'Looking for Alaska' (procurando por Alasca) pensei que ela poderia, quem sabe, ter desaparecido. No fim, era o que havia pensado antes. Enquanto Miles pensava no tema da morte vários pontos iam sendo lembrados, o fato de todos morrerem, da energia que se renova, de quão repentino pode ser, das coisas que ficam pela metade, etc.

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É um livro bacana, com a escrita leve, mas sem ser muito infantil. Dos livros voltados para esse público é um título que não trás personagens tão vazios e caricatos como é o costume, trás o cotidiano de adolescentes de uma forma sincera e é bem agradável de se ler. Recomendo. =)




segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

[Resenha] Yu-Gi-Oh!, Primeira Temporada – Kazuki Takahashi

Depois de assistir esse anime, confiar no coração das cartas tem se tornado estilo de vida pra mim! Meus jogos de Uno, Truco e Tranca nunca mais foram os mesmos... Lembro-me que meu primeiro contato com esse universo Yu-Gi-Oh foi através da minha amiga Bárbara, a gata. Certa vez depois de uma aula do outro lado da cidade, voltando a pé pra casa ela me disse que iria comprar um deck de cartas e sugeriu que eu comprasse um também! BATATA. Naquele mesmo dia de noite, estávamos na casa dela com um outro amigo (Caio), comendo bolo de cenoura, traduzindo as instruções sobre as cartas e travando nossos primeiros duelos. Levamos pra escola, mostramos pra alguns amigos... Foi mágico!

Esse foi o meu primeiro contato, houve então alguns episódios que eu consegui assistir na Globo, mais tarde ao acaso espiei uns episódios aleatórios passando na Nick, eram interessantes e eu de fato tentei acompanhar, até que o canal tirou da grade e colocou Alf (aquele seriado escroto do E.T.) pra passar no lugar do anime. Ano passado eu resolvi tomar vergonha na cara, baixar e o assistir por completo. Não vou ficar dando sinopses e nem explicar a teoria do jogo... Seria extenso e meio complicado.

A primeira temporada foi fraca, não consegui ver graça e sentido em alguns duelos, teve personagens (Téa e Tristan) que eu achei extremamente desnecessários pra trama, não enxergava coerência no joguete entre o vilão e o protagonista e nem entendia o poder por trás das relíquias de ambos. Com o passar do tempo parei de ficar procurando outros pontos pra criticar e passei a aproveitar mais dos personagens, das cartas e dos duelos. Rolou até aquela vontade louca de voltar no tempo e desafiar a B. e o Caio! ^^’
Os primeiros duelos (Fora o que o Yugi trava contra Pegasus e contra Kaiba) foram estranhos. Vi monstros envelhecerem, marés serem controladas, robôs enferrujarem... Coisas que normalmente não acontecem na teoria do jogo. Já se aproximando das finais das batalhas no reino dos duelistas, os confrontos travados passaram a fazer mais sentido! Vou falar sobre os duelistas, as cartas que eu mais gostei de cada um deles apresentadas no decorrer do anime e os duelos travados que eu mais gostei. Acho que assim fica mais legal a resenha, certo?

Começamos pelo personagem principal, Yugi Muto. Que tem um espírito que foi liberado através do seu Enigma do Milênio que o auxilia nos duelos travados. Na boa, achei meio viagem isso! Não curtia o grito que ele dava ao iniciar cada jogo, detestava também seus olhos grandes, seu cabelo cafona e o avô chato dele! Fora isso ele é um cara legal, se refere ao espírito dentro dele como “Outro Eu” que eu de fato gosto bem mais do que o dos olhões. Ele tem as melhores estratégias de duelo, lógico... Existe toda uma explicação que os egípcios antigos travavam essas batalhas interdimensionais e esse camarada telepático dele era mestre nelas, então: Melhor duelista entre todos. Eu gosto do deck que o avô dele montou, achei bom tirarem de lá Exodia, O Proibido, o baralho dele com essa carta ficava muito apelão! As cartas do Yugi que eu mais gostei foram: O Controle Cerebral que permite que o jogador controle um monstro do adversário durante um turno, fazendo dele o que quiser, o Ritual do Lustro Negro, que sacrifica dois monstros e trás em campo o Soldado do Lustro Negro (Tá-Dãn) e o Sábio Negro que é uma evolução do Mago Negro (carta favorita do Yugi) quando somado os poderes do Mago do Tempo (carta do Joey).



Joey Wheeler, um dos meus personagens favoritos. Cabeça quente, falastrão, meio palhaço, gosta de se fazer de durão e por aí vai... É muito engraçado principalmente quando Mai ou Kaiba entram em cena, que são personagens com quem ele tem uma relação meio difícil. Joey tem seus motivos pra entrar na Ilha dos Duelistas, precisa ganhar o prêmio pra que a irmã faça uma cirurgia bem cara e recupere a visão (que ainda nem perdeu, pelo que parece). É o melhor amigo de Yugi, inclusive foi treinado pelo avô chato dele. Suas jogadas em Monstros de Duelo são quase sempre decididas na sorte. O loirinho tem muita por sinal. A carta Mago do Tempo foi dada por Yugi no começo da temporada, ela permite que seu Dragão Bebê se torne Dragão Milenar, acho essas duas cartas bacanas quando combinadas .  Outra carta que merece um bom destaque no baralho dele é o Dragão Negro dos Olhos Vermelhos, que ganhou de Rex (personagem viciado em cartas dinossauros) graças ao Mago do Tempo que citei anteriormente. Acho esse monstro bem legal apesar de achar os pontos de ataque meio baixos para o nível, dimensão e imponência do mesmo, mas o que posso fazer, né?



Assim como Seto Kaiba é considerado o Vegeta (Dragon Ball Z) desse anime, seu monstro favorito, o Dragão Branco de Olhos Azuis, é considerado o Pikachu (Pokémon). Arrogante e egocêntrico, Kaiba quer se tornar o maior duelista de todo o mundo mas para isso ele precisa derrotar Yugi. Ele não é um cara que acredita muito no coração das cartas, ele prefere acreditar nele mesmo (claro) e no seu amor pelo seu irmão mais novo Mokuba! É fofa a relação dos dois, claro que ás vezes é meio meloso e tals, mas eles são órfãos, deve ser que o laço que os une é mais apertado mesmo. Ele vai pra ilha dos duelistas atrás do irmão dele que foi sequestrado por Pegasus (anfitrião do mal e vilão dessa temporada) e acaba travando conflitos com Joey e o protagonista. Gosto do baralho do Kaiba, não poderia deixar de mencionar o Dragão Branco de Olhos Azuis de novo e frisar seu ataque forte de 3000 pontos e nem deixar de comentar sobre a fusão de três cartas dessas que formam o Dragão Supremo de Olhos Azuis que tem a força de ataque ainda maior (4500 pontos). Outra carta dele que eu gostei muito é o Vírus Destruidor de Cartas (carta armadilha) que destrói todos os monstros em campo com 1500 pontos ou mais de ataque!



Mai Valentine representa a força feminina nesse anime. É uma garota solitária e muito bonita, não possui muitos amigos e isso a tornou meio rude, calculista e materialista. Descobre aos poucos bons valores conforme convive em alguns momentos com Yugi e sua turma, é possível ver também uma certa tensão entre ela e Joey, é bem engraçado quando um provoca o outro, principalmente quando pensam alto um sobre o outro. A carta principal da Mai é a sua Harpia e para torná-la mais forte Mai usa e abusa das suas cartas mágicas. Acho o Deck dela bem formulado, suas cartas em conjunto tornam-se avassaladoras! Uma das minhas favoritas é o Espanador de Penas da Harpia, que tem o efeito de limpar o campo adversário de cartas armadilhas e cartas mágicas... Meio apelão, né? O monstro Dragão Mascote da Harpia também me chamou atenção, gostei do efeito que as mulheres-aves provocam nele. Um destaque para o duelo em que ele foi usado nas finais contra o Yugi. Muito Show!




Não vemos Bakura de fato duelar nessa temporada, é um guri bem misterioso que também possui uma das relíquias do milênio. E para as coisas ficarem interessantes, também possui um espírito que dá as caras de vez enquanto. Certa vez encontra Yugi e sua turma na floresta e trava uma batalha das sombras contra os mesmos onde mostra o poder da carta Troca de Corações, que possibilita usar um monstro do seu adversário lutar a seu favor.



O vilão da temporada, Pegasus possuidor do Olho do Milênio que o possibilita ver as cartas do adversário e ler seus pensamentos, tornando-o imbatível é o criador do jogo Monstros de Duelo. Pegasus almeja conseguir o Enigma do Milênio de Yugi, na esperança de reunir os sete, e assim ressuscitar a sua amada morta! Romântico, não? Suas estratégias de duelo beiram a perfeição já que o seu Olho garante uma boa trapaça. Sua carta principal é o Mundo da Fantasia, que transforma seus monstros em desenhos e os protege de ataques diretos. A Cegueira dos Mil Olhos, essa carta olho horrendo abaixo (que é uma fusão de outros dois monstros) é usada no duelo final contra Yugi e tem a habilidade especial de absorver os melhores atributos do monstro adversário. Hardcore, não?



Outros duelistas apareceram durante o anime; um espírito gordo tosco das trevas, Weevil Underwood que é especialista em insetos, Rex que eu já mencionei anteriormente, Bonz, Mako Tsunami, Bandit Keith,  os retardados Para e Dox e por aí vai...  Nenhum tão marcante como os anteriores mencionados.

A resenha já está muito extensa... Eu queria falar um pouco sobre os melhores duelos travados, especialmente os travados nas finais do torneio, mais vou apenas adicionar umas imagens e deixar que quem está lendo, assista tire suas próprias conclusões dos confrontos.

Yugi contra o Kaiba, o primeiro Duelo onde Yugi venceu Kaiba e seus três Dragões Brancos invocando Exodia, O Proibido.
 
Kaiba enfrenta o Dragão Branco de Olhos Azuis do mundo da fantasia de Pegasus.

Finais do Reino dos Duelistas, Yugi VS Mai Valentine, o Dragão Mascote da Harpia e suas paladinas.
Joey confronta as máquinas de Bandit Keith e metaliza o seu Dragão Negro de Olhos Vermelhos.

Após vencer Keith, os melhores amigos precisam lutar para um só chegar a final. O Sábio Negro aparece.
Yugi VS Pegasus na final, todo mundo já esperava... Duelo dividido em 5 episódios, meio cansativo, porém um dos melhores [na imagem, Mago Negro de Yugi contra a Abnegação de Pegasus].

Após o duelo contra Pegasus a temporada cria uma enrolação insuportável, episódios chatos um atrás do outro até que por fim se encerra! Eu recomendo esse anime e futuramente farei resenha sobre as outras temporadas. Queria mesmo encontrar meu deck perdido, mas já se passou tanto tempo... Vamos confiar no coração das cartas e esperar que minha fé o traga de volta.  ;D