quinta-feira, 12 de junho de 2014

[Resenha] A Culpa é das Estrelas – Josh Boone

Aquele "Doentes de Amor" no subtitulo
também quase me deixou doente!
Feliz dia dos namorados leitor! Pra alguns, só um dia comum, pra outros toda aquela loucura e romantismo no ar, para mim a oportunidade perfeita que eu precisava para poder publicar uma resenha sobre esse filme que eu assisti no último domingo com o meu amor! <3 Foi com esse livro que conheci a narrativa gostosa e descomplicada de John Green, que nos mostra através do ponto de vista do personagem Hazel Grace o universo de uma adolescente que tem uma vida um tanto limitada e extremamente difícil. Sim, não deve ser segredo pra quem já ouviu falar sobre essa obra que nos conta uma história sobre uma pessoa que tem uma sentença de morte indefinidamente protelada, mas que é inevitável, pois infelizmente se trata de uma paciente em tratamento de câncer terminal, controlado por uma nova droga experimental. Poxa, comecei com tudo, né? Bom, vou deixar bem claro primeiramente que essa resenha é sobre o filme, mesmo ele não tendo tantas diferenças significativas com o livro. Vou separar um parágrafo em especial pra relatar as pequenas diferenças entre ambas as obras e dar o meu pitaco sobre elas. O filme foi produção da FOX e eu tive que assisti-lo dublado graças a variedade limitada de escolhas oferecidas pela Centerplex de Barretos. Ah, e dessa vez vou tentar moderar nos spoilers! Um destaque pra palavra tentar, na última frase.  Voltemos então ao filme...


Hazel aparenta ser uma pessoa triste, solitária e revoltada. Em alguns momentos fica evidente sua vontade de ter uma vida normal, alguém para amar e etc. Porém o câncer consumiu tudo o que ela tinha de mais querido; a saúde, o vigor, os amigos, a escola e ela meio que sentia que estava adoecendo a sua família, que vivia em função de dar o seu melhor para cuidar bem dela. Na minha mente, essa protagonista era diferente fisicamente! Fui surpreendido por uma atuação única e divina de Shailene Woodley (não a conhecia, mas sei que ela fez Divergente e The O.C.) que com seus olhos expressivos parece encarnar por completo o personagem, fazendo com a que eu imaginei desaparecesse sem deixar vestígios.



O mundo dessa garota ganha um pouco mais de brilho quando conhece Augustus “Gus” Waters (interpretado por Ansel Elgort, que conheci na última versão gravada de Carrie e que também deu um show nesse filme) em um grupo de apoio (do qual é meio que obrigada a frequentar). Ele é um jovem como Hazel e é portador de Câncer, sendo esse ósseo o que causou uma amputação de uma perna algum tempo atrás. Quando anunciaram que Ansel foi escalado para o papel vi muita gente falar horrores. O Gus imaginado por essas pessoas era um saradão com rosto quadrado... Não uma pessoa com traços normais, como nós, pobres mortais. Eu fiquei bem satisfeito com a escolha e não tenho do que reclamar, cativante ao extremo esse guri! 



Já percebemos que essa história já tem tudo pra não dar certo, porque isso não passa de um relacionamento com data de expiração e ninguém sabe se vai estar vivo no próximo dia dos namorados... Mas eis que nossos pombinhos transformam suas vidas, a partir desse encantador amor que surge. É evidente que ambos têm medo, de morrer, de se apaixonar, de deixar os seus entes queridos, notamos isso principalmente em Hazel Grace... Mas o mocinho deixa bem claro que quer estar lá, que aceita as consequências, não liga para as probabilidades e que está muito afim dela. A partir daí, os dois superam os seus limites físicos, passam a viver intensamente esse amor sem pensar no amanhã. A química entre os atores é palpável é fofa e faz sim o telespectador sorrir meio bobão. As cenas românticas foram muito bem adaptadas, a fotografia esteve de parabéns, assim como o figurino. O que falar dos diálogos? A quem devo parabenizar? John Green ou o sujeito responsável pela adaptação? Ficaram perfeitos! O otimismo de Gus foi contagiante e a timidez/inocência de Hazel tocante.



Na época em que li o livro fiquei me perguntando sobre a pesquisa na área médica, feita pelo autor, até que ponto os dados usados foram fictícios? Sei que houveram, afinal de contas sem eles, acredito que essa história não iria pra frente. O filme não se prende a nada disso, o que me deixou bem tranquilo e acredito que não tenham colocado interrogações na cabeça de quem assistia! As cenas em Amsterdã foram muito ricas, mostrando sua bela paisagem e alguns artefatos históricos! Apesar de ter lido o livro, não pesquisei sobre a casa de Anne Frank (apesar de ter lido seu diário também rsrs) e nas telonas pude ver como aquele ambiente de fato era, mesmo que por poucos minutos. Espero ansiosamente a divulgação da trilha sonora dessa película, que foi de uma beleza ímpar, algumas músicas eu até conhecia, mas não divulgarei aqui uma lista que não seja completa! 



E quanto as outras atuações e os outros personagens? Eu infelizmente não vou falar muita coisa; A mãe de Hazel foi fofa, na medida certa, em minha humilde opinião. Esperava um Isaac diferente do que o que foi vivido por Nat Wolff, mas eu acho que tá valendo. Willen Dafoe meio que se garante, né? Fez um ótimo escritor, e lembro que na época que li o livro, me simpatizei com esse personagem... Vocês podem achar estranho eu dizer isso sobre um cara arrogante, amargurado e insuportável, mas o que o levou a se tornar o que é? Uma amiga minha viu o filme e leu o livro antes e não entendeu! Respondam pra ela! rs



Sobre as comparações com Nicholas Sparks e alguns de seus filmes/livros... Me poupem, né? Nem vou me dar o trabalho de debater esse assunto! Talvez se um dia fizer uma resenha sobre o livro, fale um pouco mais sobre o autor! Agora sobre as comparações com Um Amor Pra Recordar: Preferi de longe A Culpa é das Estrelas!!! E não quero dar meus porquês e nem defender minha escolha, obrigado pela compreensão.



As diferenças entre o livro são poucas: Pude notar a parte em que Gus chega pra buscar Hazel para a viagem... No livro é um pouco diferente, existe uma cena de briga entre o mocinho e seus pais, e eu meio que esperava por aquilo, não sei por que não existiu essa passagem e acredito que tenham perdido a oportunidade de explorar a curiosidade do telespectador. Outra diferença está em não terem mencionado o antigo relacionamento do mocinho, muita gente me disse que essa falta foi grave, e eu não concordei! Essa vai pra quem assistiu; Lembram quando a Hazel fala sobre o último dia bom de Gus? E os dias ruins? Eram irrelevantes pra quem assistiu? E a reação da família dele, também? Irrelevante é uma palavra muito forte... E quando me vieram com esse argumento eu simplesmente rebati com: Acho que eles estavam mais focados em mostrar a parte mais bonita, já que a situação do casal já é bem triste! E por fim... Houve a frase final de Hazel que me incomodou um pouquinho de nada; Ela bem que poderia simplesmente ter dito; “Eu aceito!” como no livro, poxa! T_T


Essa foi a cena final do livro e do filme, e a única diferença foi a mudança daquela última pequena frase. O restante continuou bem fiel a obra literária... Como eu não encontrei uma imagem divulgada pelo filme, vai uma página do livro mesmo. rsrs

Sinceramente me emocionei com a estória, a visão da Hazel e suas indagações, são coerentes com o que se espera de uma pessoa doente e com uma “sentença de morte”. É com muita leveza que os assuntos mais românticos são tratados; a descoberta do amor, o sexo, as decepções, a luta e a esperança. É sim um exemplo de superação e não só sobre uma doença que por anos foi tabu... Pois além do câncer o filme nos fala de perdas, de relacionamentos interrompidos e de famílias aflitas. Em suma este filme através do olhar encantador de Hazel, com o seu cilindro de oxigênio e de Gus, com a prótese na perna amputada, nos mostra um pouco do cotidiano e da superação dos pacientes portadores dessa doença tão devastadora, bem como as vitórias, conquistas, derrotas e a superação. Eu particularmente aprovei o trabalho de Josh Boone, fiquei muito satisfeito com a adaptação e recomendo pra todo mundo. Pude notar que muita gente chorou na sala e aconselho aos chorões de plantão levar algum lenço de papel. Fiz essa resenha hoje, em especial no dia dos namorados, porque é um filme muito bom pra se ver de mãos dadas ou abraçadinhos... 

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