sábado, 26 de abril de 2014

Trilogia Hannibal


Fim de semana passado, entusiasmada com o super supimpa seriado transmitido pela NBC, peguei essa trilogia (que não sei se pode ser considerada assim) para conhecer um pouco mais sobre a história de Hannibal.

Todos os três filmes têm o personagem título interpretado por Anthony Hopkins, e talvez nem precisasse dizer como ele fez bem esse papel. A forma sempre polida, refinada e 'gentil' que o psiquiatra transmite foi sempre muito bem colocada, mesmo em cenas que gentiliza não são bem o que acontece.

O ritmo de todos os filmes também foi bem animado, filmes de em média duas horas passaram e nem foram sentidos, mesmo com cenas de longos diálogos que sempre têm no caso de histórias com personagens mais focados no 'mindgaming', jogo psicológico.

O primeiro que assisti, que na ordem de estreia é o último mesmo sendo o primeiro na cronologia da história, foi Red Dragon. O livro já foi resenhado pelo Leonardo alguns posts atras e num curtititititititssíssimo resumo é a história de como Will Graham, interpretado por Edward Norton, após conseguir prender Hannibal utiliza os conhecimentos do criminoso para solucionar outro caso de serial killer.

O 'vilão' desse filme é bizarramente carismático, Francis (Ralph Fiennes) é apresentado de tal forma que trás uma estranha sensação de que ele tem sentimentos e de que de certo modo seria possível um controle de suas ações. Criar um background, explicações do porque é assim, de seus relacionamentos agora, e de como reage a cada um é algo bem abrangente pro telespectador, pois para alguns a noção de piedade e justiça que podem sentir com o antagonista pode variar bastante.

A ambientação do filme também ficou bem legal. O lugar onde Hannibal é preso, a casa de Francis, as ruas que passam, o ambiente de trabalho de todos, até mesmo a casa onde Will mora (que supostamente devia ser um lugar feliz e serelepe), todos os lugares são de uma cor morna, que trás uma certa densidade pesada e triste, sinceramente até dá um tikin de medo. Com a tatuagem do seu Francis se mexendo e tals...

O próximo que vi foi O Silêncio dos Inocentes.

Nesse o agente federal é Clarice (Jodie Foster) e, assim como Will, vai atrás de Hannibal em busca de ajuda com um novo serial killer. Dessa vez o nome do procurado é Buffalo Bill (achei esse nome muito maneiro, sem brincadeira, à la herói de faroeste) um homem que sequestra mulheres e as mutila para retirada de pele.

O transtorno desse vilão interpretado por Ted Levine também é transmitido aos poucos e vai sendo explicado conforme vão mostrando o jeito que ele age sozinho e nas expressões faciais e corporais que o ator conseguiu transmitir em casa cena.

Devo dizer que achei a filha da senadora, sequestrada por Buffalo Bill, uma personagem muito divertida. Ela não me pareceu de forma alguma uma pessoa jogada na história como ocorre em muitos filmes de suspense policial, onde as vítimas são sempre completamente indefesas e que passam despercebidas a espera de seus heróis. Catherine Martin (Brooke Smith) é passada como uma moça inteligente, que ao menos se esforça pra tentar sair do sufoco. Pode não conseguir, mas tenta.

No Red Dragon a mocinha da história, Reba McClane também tem seus momentos, não é simplesmente alguém que foi pega e tá esperando socorro, ela realmente tem uma função na história, e isso acho muito bem construído.

Particularmente achei o Hannibal um pouco mais sombrio nesse filme. Os olhares de Hopkins aqui foram mais penetrantes do que nos outros dois, e parecia mais focado em entrar na mente das pessoas a sua volta do que parecia nos outros filmes. O fato de ser a filmagem mais antiga também ajudou, já que a fotografia e técnicas de filmagens de antigamente eram menos coloridas ainda o que ajuda naquela sensação de abafamento que já comentei.

O último, Hannibal, é a continuação de Silêncio dos Inocentes.

Nesse Clarice é a atriz Julianne Moore, que parece uma personagem ainda mais mandona do que já era no primeiro filme.

[MiniSpoiler do filme anterior]

Em Silêncio dos Inocentes Hannibal escapa (Que escapada, alias. Muito interessante a estratégia) e a premissa do filme agora é trazer ele de volta para a prisão. O ponto é que outro que também está em busca do psiquiatra mutcho loko é o único sobrevivente entre suas vítimas, Mason Verger.

Mason é interpretado por Gary Oldman, e descobrir que é o mesmo ator que faz o comissário Gordon em Batman e Syrius Black em Harry Potter foi uma bela surpresa. Mason está totalmente desconfigurado em Hannibal, e seu desejo é que algo bem parecido ocorra com quem o deixou assim. Então, passa a oferecer uma recompensa de três milhões de Obamas para quem trouxer o seu antigo psiquiatra diretamente para ele antes que a polícia o pegue.

Apesar de ser muito bom também, nesse último filme senti um pouco mais de ação do que jogo psicológico. Não deixou o filme ruim, mas pareceu bem diferente do que era visto nos anteriores. Mesmo assim teve uma das cenas mais marcantes que me lembro de ter visto na infância, uma cena envolvendo o colega de trabalho de Clarice, o agente Paul Krendler (Ray Liotta). Entendedores entenderão.


Todos os três filmes são muito bons, com atores também excelentes, é uma trilogia que todo mundo já deve ter assistido, mas que gostaria então de recomendar para que assistam novamente. Hehe. E quem sabe já se inspirarem para ver a série que também está bem bacana. (y)


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