quarta-feira, 30 de abril de 2014

[Resenhão] Percy Jackson & Os Olimpianos – Rick Riordan



Olá leitores, olá pessoas que só estão de passagem pelo blog e olá semideuses! Sim, apesar de não gostar muito de fazer resenha conjunta, resolvi fazer um “resenhão” da coleção Percy Jackson e os Olimpianos. O fato que é que o último livro que li foi “O Herói Perdido” e eu adorei o que Rick Riordan fez com o universo criado no primeiro arco de história, ou seja, minha vontade seria, de fato, fazer uma resenha sobre esse livro. Só que achei meio injusto! Injusto porque eu torci o nariz para essa coleção logo de cara, eu me surpreendi com ela, me apeguei com alguns bons personagens e aprendi bastante coisa, imaginei que seria legal fazer uma resenha sobre a coleção, bem rápida mesmo, sem me apegar aos detalhes, e na próxima oportunidade fazer realizar minha ideia inicial. A coleção (5 volumes) foi escrita pelo autor texano mencionado acima e publicada pela editora Intrínseca entre os anos de 2009 e 2010. Existem duas adaptações cinematográficas dos dois primeiros livros que devem ser evitadas, cuidado com elas, de primeiro momento parece uma proposta boa, mas... Eu poderia falar mais sobre esse assunto, poderia também fazer comparações dignas com Harry Potter, acusar o ator de ter “estragado” a minha visão da imagem de alguns dos meus personagens favoritos da mitologia. Infelizmente não quero entrar tão profundamente em tais assuntos. Vou fazer abaixo uma lista dos personagens principais e dos que mais gostei parar facilitar o restante da resenha, caso alguém ache que tenha faltado alguma coisa, é só me avisar nos comentários!

Começamos pelos semideuses:

Percy Jackson: Personagem título e obviamente protagonista, filho de Poseidon.
Annabeth Chace: Semideusa filha de Atena, melhor amiga de Percy.
Luke Castellan: Filho de Hermes, começa a série no auge dos seus 19 anos.
Thalia Grace: Agora é uma caçadora de Ártemis, mas já foi pinheiro e é filha de Zeus.
Nico di Angelo: Hades é seu pai e o guri é meio perturbado, só acho!
Clarisse La Rue: Filha de Ares, casca grossa e turrona.

As criaturinhas diferentes:

Grover Underwood: É um sátiro que eu particularmente acho chato e forçado.
Quíron: Diretor de Atividades do Acampamento Meio-Sangue.
Tyson: É um ciclope e é meio irmão de Percy por parte de Poseidon, bizzaro, né?
Rachel Elizabeth Dare: Humana que tem uma quedinha pelo protagonista.

E os deuses do Olimpo, que eu não quero ter o trabalho de os mencionar individualmente!


O Ladrão de Raios

Apesar de ser um livro introdutório, eu gostei! Entramos de cabeça na narrativa hiperativa e contagiosa de Percy, conhecemos através de seus olhos o Acampamento Meio-Sangue, junto com Annabeth, Grover, Luke, Clarisse e Quíron. Descobrimos logo de cara como o autor decidiu brincar com os nossos icônicos personagens da mitologia grega e embarcamos nessa brincadeira. As intenções a cerca da trama central que não será abordada apenas no primeiro volume é interessante e criativa também. Claro que existem momentos em que você diz: “Poxa, isso é óbvio”, mas deixamos isso de lado conforme os personagens vão nos cativando. Nesse primeiro volume o Raio Mestre de Zeus é roubado e precisa ser devolvido... Devolvido por Percy, que não teve nada haver com o roubo.



O Mar de Monstros

Esse foi o livro que menos gostei na saga, mesmo o Grover aparecendo pouco! Em O Mar de Monstros, Percy e os amigos (agora entre eles seu meio-irmão ciclope estranho) do Acampamento Meio-Sangue necessitam cumprir uma missão em busca do Velocino de Ouro para curar a árvore de Thalia que foi misteriosamente danificada e está morrendo e enfraquecendo a proteção ao redor do Acampamento. No entanto, a missão não é dada a Percy e sim a Clarisse, filha de Ares... Só que nosso herói filho de Poseidon vai atrás dela, fiel, como deve estar escrito em todo o manual de mocinhos aventureiros. Houve aparição de Hermes, Hidra, Cila e outras criaturas horrendas!




A Maldição do Titã

E como Grover não deu tanto o ar da graça no volume anterior, pra balançar as coisas Annabeth dessa vez tem problemas e suas aparições durante esse livro são curtas. Eu simplesmente achei linda a capa desse livro, as personagens Thalia e Zoë Doce-Amarga vieram para suprir a falta que sentimos da sabichona filha de Atena. Nico também é introduzido aí, e eu adorei a cena em que descobrimos qual dos deuses é seu pai! Esse livro contém mortes, o que na minha humilde opinião é um tapa na cara do protagonista. Achei o grupo de caçadoras de Ártemis bem legal, uma boa alternativa para uma deusa que não pode ter filhos semideuses! E quanto ao perturbador vilão; Atlas? Sem comentários decentes...



A Batalha do Labirinto

Esse livro segue bem até a sua metade, depois disso me senti meio arrastando na leitura. O que eu achei de Rachel? Bom... Legal envolver uma mortal na trama, por mais que eu a ache bem estranha. Começo, Nico revoltado, Anabeth indiferente, Clarisse estranha, Tyson de volta, Grover cagão... E o Percy, o mesmo de sempre. Neste quarto volume da série, Percy não desvenda muitos mistérios, mas ganha de bandeja explicações e mais informações que fortalecem as histórias que já são de nosso conhecimento pelos outros livros. E claro, acaba fazendo com que nos interessemos pela continuação e finalmente a explicação final do que acontecerá. Houve certo destaque para os personagens coadjuvantes (achei meio desnecessário) e o labirinto é recheado das criaturas mais estranhas já imaginadas por gregos antigos.



O Último Olimpiano

Notar a diferença entre os personagens do primeiro volume com os do último não é nem um pouco difícil. O início do livro foi meio estranho, não gostei do repentino destaque dado aos personagens Beckendorf (filho de Hefesto) e Silena (filha de Afrodite), acredito que o autor deveria ter explorado ambos melhor durante toda a série, não com um comentário aqui e outro acolá! Outro ponto que senti, foi que talvez Rick tenha ficado receoso em matar seus personagens principais, acho que ele precisa de umas aulas de desapego com R. R. Martin, não me emocionei com a morte do casal mencionado acima por não os conhecer direito. Sobre o final do Luke, não era nada do que eu estava imaginando, me senti meio traído por ter feito uma ideia completamente diferente do desfecho dessa profecia. Traído porque o autor nos fez acreditar a saga toda em uma coisa, e nos últimos momentos soltou um ”Não era bem assim, leitor”. Legal ver os heróis do Olimpo em campo de batalha e seus filhos semideuses travando seus duelos e defendendo seu legado e sua família, como sempre acompanhamos a visão de Percy não podemos ver a briga dos veteranos, mas valeu as menções durante a guerra em Manhattan.



No final do último livro nos é deixado uma profecia, e graças aos deuses as aventuras dos semideuses não chegaram ao fim. Houveram altos e baixos, eu critiquei mais o último volume por ter sido lido a menos tempo que os demais. Li o primeiro livro em setembro de 2011 e o último no começo do ano passado e recomendo principalmente pra quem tá começando a ler, a leitura flui, é divertida e muito fácil. É um prato cheio pra quem gosta de mitologia já que no decorrer da história sempre estão sendo mencionados fatos que “aconteceram antigamente”. O meu favorito entre eles foi o último e não, ao contrário do que muita gente disse, não acredito que a aventura deveria ter parado por aí. Estou com muita vontade de escrever a resenha do primeiro volume da próxima coleção e ainda mais ansioso pra ler o segundo. Obrigado aos leitores e desculpem-me por não ter entrado em detalhes maiores em cada um dos livros! 

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