terça-feira, 15 de abril de 2014

[Resenha] Being Human (US) – Toby Whithouse

No dia sete de abril de 2014 foi ao ar o último episódio de Being Human, série transmitida pela Syfy e que foi baseada na aclamada série britânica de mesmo nome exibida pela BBC. Eu comecei assistir assim que anunciaram o surgimento dessa versão, não porque exista algum preconceito com séries britânicas, mas sim porque eles colocaram atores mais novos pra representar os papéis principais. 

Eu estava em época de mudança e moraria pela primeira vez livre de pais e responsáveis com meu irmão, outro ponto que me chamou a atenção, porque pela primeira sinopse que li, estava claro que o seriado se trataria de um grupo de pessoas dividindo uma casa... E essas pessoas eram “monstros”, o que fez eu me identificar ainda mais com a situação já que meu irmão também é um! E é basicamente disso que a série se trata; convivência, cotidiano, amizade, controlar seu lado sombrio, manter seus segredos escondidos, levar uma vida normal apesar de sua sanguinária essência... Coisas normais assim de jovens de seus 20 e poucos anos. 


A trilha sonora foi perfeita, um dos fatores que me chamavam mais a atenção no começo... Eram sentimentais, mórbidas, cômicas, dançantes! Nunca me esqueço do episódio da primeira temporada em que toca uma das minhas músicas favoritas, Mad Word.  

As aventuras de Aidan, Josh e Sally foram incríveis! Foram-nos exibidas quatro temporadas em que vimos tanto personagens quanto o enredo mais maduro e envolvente, sério... Tirei o meu chapéu para os roteiristas e produtores que desenvolveram (principalmente a segunda e terceira temporadas) cada fato ocorrido naquela casa com aqueles jovens. Eu adorava aquela casa, achava-a sombria e desleixada, aconchegante e inabitável e tudo isso ao mesmo tempo... Ela combinava com tudo que a série transmitia, com seus personagens e suas particularidades, seus clichês, o quarto do Josh, o porão de Aidan e as escadas de Sally, me peguei imaginando Boston através daquele ambiente soturno.  


Resolvi falar mais sobre os personagens em separado, contar um pouco de sua história, o que mais admirava neles, fragmentos na trajetória. Não acho que seria justo reservar um único paragrafo pra falar de todos em um conjunto,  o paragrafo seria muito grande já que cada um deles nos doou tanto de suas singularidades.


Aidan é um vampiro, um enfermeiro e o galã do seriado. É também interpretado pelo ator Samuel Witwer! No decorrer do seriado descobrimos várias coisas sobre seu passado, a primeira vez que o vi com costeletas e cabelo liso comprido, eu ri (não entendi muito bem depois o motivo do riso). Ele nos apresenta no decorrer da trama diversos personagens ligados ao seu passado, e quando eu falo passado é beeeeeeem passado mesmo. Através de suas lembranças é possível dar uma espiada na Guerra da Independência dos Estados Unidos que foi o período de transformação do mesmo. Ele e Josh tiveram a ideia de alugar a casa e tentar “ser humano”  perante a sociedade e a si mesmo. Eu de fato gosto muito do Aidan, apesar de preferir os Plots da Sally e do Josh. Ele também não gosta de se alimentar de humanos, mas o vemos ter uma fraqueza lá e outra ali durante o seriado. O legal do Aidan é que não o vemos romântico como os vampirinhos do The Vampire Diaries e True Blood (apesar de haverem diferentes tipos de românticos nesses seriados), não que ele não tenha uma vida amorosa, acredite, ele tem bastante... Ele só é mais realista!



Josh tinha um futuro brilhante em suas mãos, tinha uma família que o amava, iria se casar com uma linda mulher, estava frequentando a faculdade de medicina até que foi transformado em lobisomem e se viu obrigado a abandonar tudo aquilo sem poder dar maiores explicações. Ele precisou estabelecer uma vida bem solitária nas bordas de uma sociedade imaginando ser incapaz de ser normal mais uma vez, fugindo para a floresta em noites de lua cheia para se transformar sem oferecer maiores perigos à humanidade (como ele mesmo diz).  Ele conhece Aidan e através dessa amizade adquire uma perspectiva de uma vida melhor. O ator Sam Huntington nos apresentou um Josh muito engraçado, eu simplesmente adorava as conversas dele com a Sally, principalmente no começo. No decorrer da série Josh é um dos personagens que mais crescem, se apaixona, se casa, enfrenta os esqueletos do seu armário, sua família e até uma matilha de lobos chatos. Acho linda a lealdade na sua amizade com o vampiro, os personagens coadjuvantes sempre deixam bem claro que deveria haver ódio entre as duas raças, mas ambos parecem sempre colocar os sentimentos acima de tudo.



Sally (Meaghan Rath) é incrível, é linda, inteligente, engraçada e está morta! Sim, Sally é um fantasma, um espírito livre em busca de sua porta em direção ao céu.  Nossa fantasminha sempre foi alguém que não fazia rodeios com o que tinha pra falar e que também não tinha criticas perante a vida dos outros. Quando viva enquanto estava na faculdade, se apaixonou por um garoto chamado Danny e eles ficaram noivos logo apos a formatura. Sally e Danny se mudaram para a casa (que posteriormente será ocupada por Josh, Aidan, Sally e Nora), mas a forma controladora do marido após o matrimônio não era algo que Sally podia ter ignorado. Apos uma luta injusta e particularmente cruel, Danny empurrou Sally das escadas a fazendo bater a cabeça e morrer. Sally foi relegada para mundo espiritual a partir daquele momento. Sally já foi exorcizada, já fez feitiços, já possuiu corpos, já ceifou outros fantasmas, já foi zumbi, humana e até lobisomem. Responsável quase sempre por envolver todos os personagens em um mesmo arco e nos agraciar com as piadas sarcásticas mais engraçadas.  É a personagem mais interessante da trama na minha humilde opinião.



A atriz Kristen Hager interpretou Nora, e não está entre os três primeiros moradores da casa simplesmente por ter a começado habitar e viver a aventura dos protagonistas só mais tarde. Apesar de estar no seriado desde o começo da primeira temporada Nora só se tornou lobisomem no final da mesma. O lobinho de olhos de corça acidentalmente empurrou Nora de cabeça no mundo dos aluados. Nora passou por muito, sofreu, reagiu e passou a aceitar tal condição mais rápido que eu imaginava que fosse possível. Meu maior medo era essa personagem morrer, já que por não estar no elenco principal, fosse simplesmente cortada da trama (passou a integrar o elenco principal só na terceira temporada). Talvez por ser mais nova, Nora carregava uma parcela maior de humanidade e nos levava com ela. Graças a Deus, nada de pior aconteceu e a loirinha ficou até o fim da série, partilhou de um futuro e de acontecimentos bem semelhantes e conjuntos com Josh.


Eu tenho uma impressão que embananei um pouco na hora de descrever cada um dos personagens. Diversos personagens coadjuvantes foram conhecidos enquanto nossos monstrinhos habitavam aquela casa, alguns muito bons outros nem tanto... Valeria a pena ter comentado sobre Bishop e a irmã de Josh. Por isso que gosto de fazer resenhas de temporadas em separado, é muita coisa pra comentar depois de assistir todos esses episódios. Eu queria falar mais sobre a história, mas acredito que essa resenha já esteja ficando grande demais. O seriado foi encerrado no final da quarta temporada com 52 episódios e milhares de fãs eternamente gratos por essa série tão maravilhosa. O final de Being Human foi bem aceito por seus telespectadores, que obviamente queriam um pouco mais, porém acreditam que seja uma boa ideia a finalizar nesse momento ao esperar que ela murche aos poucos naturalmente. Dá até saudade de esperar mais um ano pra próxima temporada já que esse seriado que sempre me deixava em alta expectativa para o seu retorno... Bom, dessa vez é pra sempre, infelizmente!

2 comentários:

  1. Muito bom seu texto!
    Concordo em todos os sentidos, uma série que valeu a pena (e olha que não a terminei), mas sempre estará no hanking das minhas favoritas!
    Obrigada. :)

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  2. Muito bom seu texto!
    Concordo em todos os sentidos, uma série que valeu a pena (e olha que não a terminei), mas sempre estará no hanking das minhas favoritas!
    Obrigada. :)

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