sexta-feira, 14 de março de 2014

[Resenha] Dragão Vermelho – Thomas Harris

Fazia um tempo que não escrevia uma resenha de um livro e fazia um tempo também que não lia um suspense policial. Resolvi ler Dragão Vermelho porque me encantei com o seriado Hannibal, que saiu no ano passado na NBC (sim, tenho planos de fazer resenha para essa obra também).  Pra essa resenha eu não pude fazer algo diferente como eu fiz nas duas últimas e não deu pra procurar muitas fotos porque eu não quero que seja uma resenha sobre o filme! Eu li essa edição da BestBolso mesmo, com a capa do filme, com 381 páginas exatamente. É um livro escrito na década de 80 e conta como protagonista o Will Graham, um policial (hipersensitivo) aposentado que a pedido do seu amigo volta a ativa para ajudá-lo a solucionar um caso. Will é jovem ainda e se aposentou porque seu último caso foi... Estressante. Vocês já imaginam qual foi o último caso, né leitores? rs


O caso do Fada do Dente, mais tarde com o desenrolar da história vindo a ser chamado de Dragão Vermelho, é bem interessante! O livro é bom, mas achei que no começo, o excesso de linguagem dinâmica policial deixa a leitura um tanto maçante, tanto que já ouvi falar de muita gente que desistiu do livro por conta disso. Meus capítulos favoritos no livro foram os que a rotina e os pensamentos do assassino nos são entregues de bandeja. Não que eu seja psicólogo o suficiente pra entender a loucura por trás da mente doentia de Francis Dolarhyde, mas falemos do personagem mais tarde.


Sobre a edição... Eu particularmente gosto muito do trabalho da BestBolso, apesar de achar que eles poderiam endurecer um pouquinho as capas. Encontrei alguns erros de digitação, o que é normal, não crucifiquemos o trabalho da editora por conta disso. Achei a arte de capa... Normal. Eu realmente prefiro aquela arte em que Hannibal aparece com uma borboletinha na cabeça, acho tão linda... Mas pra minha coleção ficar bonitinha eu tive mesmo que ficar com esse da capa do filme.

A dança entre os personagens centrais é muito boa, e os terceiros envolvidos na mesma são ótimos personagens.  Lecter, Reba, Jack, Lounds, Molly e Willy, fizeram cada um de seu modo o desenvolver mais interessante da obra. Devo confessar que estava muito mais interessado no lado escuro da trama, achei-o muito mais interessante do que os momentos de casal do Will e da Molly ou as conversas sobre o caso com Jack Crawford. Lounds que certamente não estava em lado nenhum teve um desfecho ótimo e um diálogo final que empolga o leitor a avançar mais páginas. A relação do vilão com Reba é adorável aos meus olhos, prova de que os brutos também amam apesar de suas particularidades, não que fiquem só em um lenga-lenga, mas não quero prolongar esse parágrafo.

Comentei sobre o Hannibal dois parágrafos atrás... Pra mim foi uma espécie de decepção quando o personagem título da coleção só foi aparecer lá pela página oitenta!  Quis dar pití e etc... Com o passar do tempo, acho que superei a falta do canibal. Ele é sim peça chave em dois grandes momentos no desenvolver da narração, mas se aparecer em mais de 25 páginas da obra, é muito! Acredito que por se tratar da primeira obra da trilogia escrita sobre ele, Thomas Harris ainda estava o desenvolvendo como antagonista.

O Grande Dragão Vermelho e a Mulher
Vestida de Sol - Willian Blake
 Dolarhyde é o serial killer da obra, e com as investigações sobre os métodos dele, os capítulos que apresentam seu cotidiano e seu passado, isso faz com que deixemos um pouco de lado Lecter qual já conhecemos métodos e fins e mergulhemos de cabeça no Dragão Vermelho. Sobre ele, é um personagem ímpar, com todas aquelas psicoses e delírios que esperamos encontrar em um serial killer, trabalha em um laboratório fotográfico como um cidadão americano normal. As vítimas são famílias, ambas com 3 filhos e um animal de estimação e uma mãe atraente, tenso, não? Agora sobre o nome.... Dragão Vermelho, digamos que tem haver com uma obra de arte pintada por Willian Blake e que o assassino acha que esse dragão vive dentro dele, como uma encarnação dos seus demônios. Sim, quis comentar sobre a obra só pra colocar a foto ao lado. Rsrs


Thomas Harris criou um desfecho inesperado, apesar de achá-lo bem curto em palavras, foi um final decente. Estou ansioso pra dar continuidade à coleção e pra ver o filme também, infelizmente assisti só O Silêncio dos Inocentes e estava meio bêbado na ocasião.  Queria mesmo nessa resenha ter falado mais sobre o Will, mas o personagem do livro não me cativou tanto, vai ver porque materializei o do seriado e acabei esperando demais. Apesar de o enredo ser um pouco confuso a história é capaz de te envolver o leitor e eu recomendo pra todos os fãs da série, ou do filme.... Recomendo até pra quem não conhece e curte o gênero.

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