sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

[Resenha] X-Men: O Filme – Bryan Singer

 Além de manter o blog atualizado, decidi que iria prestigiar através dele algumas de minhas celebridades favoritas! Eu poderia escolher o Almodóvar, que na minha opinião faz um trabalho fantástico, ou Sidney Sheldon, de que eu li diversas obras... Mas, poxa, como eu poderia não prestigiar Stan Lee? O cara foi produtor, roteirista e até personagem em diversos dos filmes mais esperados dos últimos anos! Sou fã de carteirinha do velho (91 anos), que é cocriador do Tony Stark, do Bruce Benner e dos meus favoritos, os X-Men!

Resolvi começar por essa obra em específico porque foi ela quem abriu as alas para a Marvel no cinema. Em 2000, sob a direção de Bryan Singer, X-Men: O Filme (No Brasil) trouxe para nós uma das mais esperadas adaptações de histórias em quadrinhos.  Eu infelizmente não tive a oportunidade de assisti-lo no cinema, na época eu morava em Minaçu - GO e o jeito foi alugar o VHS quase um ano depois pra assistir em casa! Hoje graças a Deus tenho minha cópia em DVD, que guardo com muito carinho na minha coleção de filmes de super-heróis.

A trama tem tudo o que era esperado pelos fãs da galerinha mutante. Todo aquele lance de preconceito e conflitos raciais, problemas interpessoais por parte de alguns personagens, passado sombrio e misterioso de outros, superpoderes incríveis, noções de amizade e lealdade e muita... Muita cena de ação!

Acredito que o roteiro tenha fluído bem, apesar de não ter achado nada tão leal aos quadrinhos, algumas origens foram modificadas, algumas idades mentidas e etc. Também houve excelente caracterização de personagens, alguns deles ficaram bem fiéis ao que sou acostumado a ver nas revistas mensais da Panini. Quem nunca antes procurou saber ou ouviu falar desse grupo além das animações para TV, vai gostar da trama, se encantar com protagonistas bem convincentes e se aliar armada mutuna!

Singer não forçou tanto a barra, achei o lance da apresentação do passado misterioso e espinhoso em comum entre o Professor X (Patrick Stewart) do Magneto (Ian McKellen) sem decorrência de flashbacks bem cara de X-Men mesmo! E por falar no “casal”, achei que ambos os atores deram um show de atuação. Aquela luta telepática que houve finalizando a luta na ferrovia e todos os diálogos e “xeques” foi uma das partes que mais me prendeu. Magneto e Charles Xavier jogam na nossa cara a preocupação com a causa mutante, os propósitos em conflito e a decepção que um sente pelo outro sem perder o respeito mútuo!  Coisa digna de lorde mesmo, né?

E já que no último paragrafo eu falei dos lideres dos dois polos em conflito no filme, falarei dos personagens em separado.

Os X-Men. Liderados pelo professor Xavier no filme vimos: Wolverine (Hugh Jackman) que foi outro dos pontos altos no filme, não imaginava que ele seria o protagonista , na verdade nem imaginava que o filme teria um personagem central, ficou até fisicamente parecido com o Wolvie dos HQ’s, animações e etc... Uma Tempestade (Halle Berry) que começa a falar no meio do filme, frases curtas e rápidas e isso na minha opinião detonou a personagem que nos quadrinhos é sempre tão loquaz. Ciclope (James Marsden) e Jean Grey (Famke Janssen), um casalzinho muito sem sal nem açúcar, as melhores cenas eram aquelas de farpas por parte dele e a atração por parte dela, com o Logan! A vítima por trás do confronto de interesse dos dois grupos é Vampira que foi interpretada por uma Anna Paquin mais lindinha do que está atualmente e que trabalhou bem, achei fofo os laços criados entre ela e o Wolverine. Outro personagem entre os X-Men é o Bob (Homem de Gelo) (Shawn Ashmore) que cumpriu o dever como mocinho de rostinho bonitinho e... Bom, e só!

A Irmandade de Mutantes. Poucos mutantes liderados por Magneto: Mística (Rebecca Romijn-Stamos) protagonizou as melhores coreografias de luta, por baixo de toda aquela tinta azul a atriz conseguiu ser considerada a personagem mais sexy do filme! O Groxo (Ray Park) ficou legal, meio nojento, usou e abusou da língua... Só estou falando dele porque a Irmandade é bem pobre mesmo de integrantes. Dentes-de-Sabre (Tyler Mane) ficou mais feroz no filme do que o de costume, tanto que ele rosna muito mais do que fala durante a trama, não sei se isso estragou ou melhorou o personagem que de fato, nem precisava ter falado muito! Como disse, achei a Irmandade meio fraca de pessoal, poderiam ter integrado aí um Avalanche ou um Blob talvez.

O que mais posso acrescentar? Foi um filme caro, os efeitos pra época ficaram bons, gostei muito da batalha na estação ferroviária, não acho que o rumo tomado tenha sido tão ruim assim como muita gente me falou na época e em relação à fidelidade com os quadrinhos, bom... Eu nunca fui de esperar muito de adaptações então tratemos como um paralelo e aproveitamos ambas as obras, certo? A introdução ao universo mutante é feita de maneira plausível e isso traz um toque sci-fi muito interessante à trama! Parabéns para o diretor, para a trilha sonora e pela direção de arte também... Ah, e para os X-Men que salvaram mais um dia. \o/




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