segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

[Resenha] As Virgens Suicidas – Jeffrey Eugenides

Fui atraído pelo título do livro quando resolvi fazer compras aleatórias no Submarino. Lembro que comprei Os Belos e Malditos e O Ladrão de Raios também na época, já fazem uns dois, talvez três anos desde que o tenho. Sim, peguei só agora para lê-lo. Sou desses,  compradores compulsivos de livros que não faz nem uma fila para cumprir suas promessas de futuras leituras.


            Se eu fosse um daqueles leitores clichês, eu diria: Nossa! Porque fui demorar tanto pra ler esse livro!? :O

            Se eu fosse um daqueles cinéfilos clichês, eu diria: Adorei o livro, muito bem adaptado por Sofia Coppola .  Tsc tsc tsc...

            Se isso fosse um depoimento do Orkut, eu diria: E o que falar desse livrinho louco de menininhas tão lindas...


Na boa, eu não vi nada demais nesse livro! Quando eu o marquei como “Lendo” pelo Skoob, e apareceu na minha timeline do facebook, recebi algumas curtidas e o comentário “MARA!”. Fiquei extremante empolgado e quis devorar o livro. 40 páginas depois... Minha leitura arrastava-se num misto de tédio e de curiosidade. NO COMEÇO! Porque Cecília tenta se matar no começo e em seguida consegue se matar! Isso aguçou a minha curiosidade, claro que sim. Mas... Ficou aí.

O autor (Jeffrey Eugenides), que pelo que eu ouvi falar, se imortalizou graças a essa obra... Além disso, ele conseguiu me entediar! Houve momentos em que pensei seriamente em parar a leitura. Não que não fosse interessante... É muito. Muito bom ler a história sob a perspectiva dos jovens instigados e intrigados (narradores) a cerca das desventuras das pobres virgens, muito legal reconhecer o quanto a falta de interação social e a incompreensão podem chegar a extremos, notar a superproteção doentia da mãe, a falta de pulso do pai, a inocência de umas, as fugas de outras.

Sobre o enredo, o que posso dizer? Denso, talvez. O autor soube mesmo retratar o quão difícil pode ser essa transição de criança para adolescente.  A riqueza de detalhes me incomodou em alguns momentos. Como por exemplo, quando ele resolve descrever o garoto que era “pegador” e que tinha uma paixão pela Lux. Paciência tem limites! Você está curioso sobre as irmãs, e é obrigado ler uma descrição desnecessária de um personagem que na minha opinião poderia ser descrito apenas como o jovem garanhão da escola, sim... Daqueles que todo colégio estereotipo americano tem. Por falar nessa riqueza de detalhes, custava muito ter falado um pouco mais sobre Bonnie e Theresa? Não que Mary tenha recebido grande destaque... Mas as duas praticamente entraram mudas e saíram caladas...
Exploramos uma Lux complexa e ousada, uma Cecília melancólica, que me ganhou logo no começo do livro com a frase:
“'O que você está fazendo aqui, meu bem? Você nem tem idade para saber o quanto a vida pode se tornar ruim'. (...) 'É óbvio, doutor', ela disse, ' você nunca foi uma menina de treze anos'.”

O livro é de certa forma previsível, afinal de contas o título entrega a trama! O final é um caso a parte. Eu gostei da forma como acabou, apesar de ter sido meio que de supetão.  Imaginava que cada uma das irmãs Lisbon buscaria seu fim no decorrer das páginas, digo... Entre o meio e o final das páginas. Em separado. Nisso eu me enganei, foi meu segundo grande engano. O primeiro foi que só seria revelado o porquê dos suicídios no final do livro. Mas como já disse anteriormente isso fica claro no desenrolar da história.

Sim, elas morrem no final! Morrem no começo também... Achei que seria adequado começar com uma resenha como essa o meu 2014. É um livro bem escrito, tem o seu lado interessante, mas me entediou mais do que me chamou a atenção. Não vi a adaptação cinematográfica, a galera tem colocado a Sofia Coppola (diretora do filme, 1999) num pedestal, mas eu assisti aquele Bling Ring e achei ridículo, lembro que na época eu li uma crítica sobre ele e uma menina disse que a genialidade da diretora estava exposta lá. Vomitei minha ceia depois disso!

Terminei o livro, fiquei sabendo durante ele que existiam provas, telefonemas, fotos, diários e etc... Houve ausência do lado sombrio, do instinto suicida, dos medos e das dúvidas na mente das cinco irmãs! Desse aspecto eu gostei. Foi inteligente criar esse tipo de narração, acho que esse tipo de leitura faz com que o leitor interaja com os personagens (já que não as conhece tão a fundo) e tire suas próprias conclusões! As garotas marcaram aquele subúrbio americano tão bem retratado pelo autor que venceu os obstáculos causados pela falta de elemento surpresa. Bem depressivo no fim das contas.  Talvez por isso não o classificasse como “MARA!” e “curtisse” apenas por: “Pô, legal” caso algum amigo venha a ler!


            Um abraço pra quem discorda, desculpa qualquer coisa... Feliz 2014! \o/

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