segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Ando lendo: O Clube do Suicídio - Robert Louis Stevenson

Vi numa resenha do Videl dos Ratos Letrados ele falando sobre esse livro, e juntava duas coisas que eu não tenho o costume de ler: suspense e contos. Achei que caberia bem no mês de desafios e resolvi comprar. Logo ai já começou de fato meu primeiro desafio, saber diferenciar as duas versões, do mesmo autor, que estavam à venda na Submarino (merchan).

'O Clube do suicídio e outras histórias' e 'O clube dos suicidas' tinham uma sinopse parecida demais, o que me fez acreditar que o clube dos suicidas talvez fosse uma edição mais nova, com a capa bem mais bonita, mesmo que o título basicamente jogasse na cara que o primeiro livro é mais completo. Cacei, cacei e só encontrava resenhas da segunda edição (provavelmente pela capa mais bonita e preço mais singelo) mesmo assim fui no saudosismo e comprei a versão com 'as outras histórias', pois foi com essa capa que o conheci nos vídeos do Videl, e então foi com essa capa que resolvi ficar. Primeira impressão é a que fica.

Descobri que de fato é um livro bem mais completo. Vem com mais seis contos e alguns apêndices não inclusos na versão 'capa moderninha' que a maioria que eu achava na net estava fazendo resenha.

A edição é bonita. Hardcover (capa dura) clássica cinzinha, com uma luva (ou jacket) com uma ilustração bem no clima de suspense. 444 páginas amareladas que foram lidas numa fluidez linda... Ou não. Ai entra meu segundo desafio: Prefácios.

Se tem uma coisa (que me deixa passada, é gritar comigo, sem eu ter feito nada ♪) que me sobe os nervos é quando uma pessoa é chamada pra participar de um projeto do coleguinha e ela resolve que vai brilhar mais do que ele. Foi exatamente o que esse prefácio me causou. Não lembro quem escreveu, quero nem olhar, mas todas as linhas traziam objetos ou sujeitos acompanhados de adjetivos cheios de pompa.

Vou abrir aqui uma página aleatória e pegar a primeira linha que eu bater os olhos: 'Na narrativa romanesca, verdadeiro âmago de toda ficção'. H'm...

Vamos brincar disso novamente: 'A premência do tempo depois da terrível ação praticada, quando a cada segundo se abre para Markheim um verdadeiro abismo, para então a acossá-lo'

Deram sorte, essas frases foram até sossegadas comparado à outras que encontrei pelo caminho (duas linhas pra baixo, talvez). Oquei, entendo que o prefácio seja mais técnico, entendo que tenha sido resgatado de algum outro trabalho, entendo que a escrita talvez seja mais antiga, entendo uma quantidade grande de coisas, mas senti que houve um exagero proposital. O tempo todo que li tal introdução repetia para mim 'duvido que o autor tenha essa escrita, mesmo na língua original, imagine na tradução'. Dito e feito.

Fora o prefácio, o livro segue lindo de morrer.

Como eu havia dito, comprei achando que seria um livro mais assustador, num sentido 'O exorcista' ou algo do gênero; mas me deparei com um suspense muito mais 'O colecionador de ossos'. (Lembrando que comparo com filmes, já que não tenho costume de ler esse tipo de livros). Pra mim foi uma maravilha, nada de medinhos noturnos para aterrorizar meu soninho, muahaha.

Alguns contos são de ambientação bem reais como o caso do conto título, outros já trazem certo misticismo ou figuras mais assombrosas, outros ainda trazem um nível de ciência meio não realista; mesmo assim todos são bem bacanas. Outro ponto que notei é que eu, na minha ignorância do gênero, esperava continhos pequeninos, do estilo contos de sala de aula; mas, salvo algumas exceções, cada história aqui tem umas belas cem folhas. (Não tô reclamando, tô só apontando minha falta de informação. xD)

Mas então... Vamos falar um pouquinho de cada conto?

Eu não sei quanto da sinopse que escrevo pode ser considerada spoiler ou não, se quiserem pular essa etapa, entendo, se não, a graça está na leitura do livro em si, de qualquer forma.

O clube do suicídio.

Nessa história nos é apresentado um príncipe que gosta de sair na noite com seu amigo comandante. Para a segurança de vossa graça os dois se disfarçam e saem para sentir o movimento, a brisa no rosto, as festinhas que rolam... E numa dessas andanças encontram com um rapaz que vende tortinhas de creme.

Conversa vai, conversa vem, e o rapaz apresenta aos dois desconhecidos o clube ao qual quer participar. Nesse clube pessoas descontentes com a vida pagam para participar de uma espécie de roleta russa que utiliza cartas de baralho, onde é escolhido a 'vítima' e a pessoa que realizará o desejo da pessoa.

Não vou dar detalhes aqui, mas a ideia é que o clube se responsabilize em exibir para a sociedade uma morte acidental ou natural, ao mesmo tempo que tira o pecado do suicídio passando a responsabilidade da morte para um terceiro. (apesar que no meu ver a troca não foi de modo algum positiva).

Esse conto faz a gente pensar não só em como as pessoas pensam na morte, mas como muitas vezes elas pensam, mas podem não necessariamente ter o desejo real, lá no fundo do coração, de morrer. E podem nem saber disso.

Ps. Me intriguei com um dos personagens que aparecem, que está ali só pela adrenalina. ^^”

O estranho caso de Dr. Jekyll e Mr. Hide.

Provavelmente um dos contos mais conhecidos de Robert Stevenson, penso que nem precisasse de uma sinopse, basta dizer que sua tradução é 'O médico e o monstro'. Eu li sem saber desse detalhe, por isso me pareceu muito mais emocionante do que para quem sabe.

No final dessa edição da Cosac Naify tem um extra sobre o conto por Vladimir Nabokov onde ele acompanha o texto todo pedaço por pedaço.

Markheim

É um dos contos curtos do livro, então dar uma sinopse muito cheia de detalhes estragaria o momento. Posso apenas dizer que Markheim vai até um antiquário para comprar um presente de Natal para a esposa e o que acontece por lá que realmente é a história.

O demônio da garrafa.

Provavelmente o meu conto favorito.

Conta a história de um tiozão, chamado Keawe, que acaba comprando uma garrafa com um demôniozinho que concede ao seu possuidor absolutamente qualquer desejo terreno que ele peça. O ponto é que a pessoa que falecer com ela em sua posse terá a alma levada ao inferno. Outro ponto é que a garrafa só pode ser vendida por um preço abaixo do que foi comprada (se pagastes 100 de gold, terá que vender por no máximo 99,9 golds.)

O autor explica que a ideia por trás da garrafa de desejos não é dele, que apenas tentou deixar mais moderna, mesmo assim achei o conto bem diferente. Além de, entre os contos do autor, ser o único com pitadas românticas, no sentido casalzinho da palavra.


O ladrão de cadáveres.

Após um dos quatro costumeiros frequentadores de George (É o nome do lugar, achei o máximo, pois basicamente todos os meus personagens em jogos eu coloco o nome de Georgie) desapreciar demais um sujeito hospedado ali e não querer falar mais nada sobre o caso, os outros três amigos resolvem pesquisar sobre o passado dele. O miolo do conto mesmo segue sobre a conclusão que os amigos chegaram sobre a história de Fettes (o amigo nervoso com o desconhecido).

Fettes foi colega do Sr.Sujeito em seus tempos de escola de medicina, e trabalhavam juntos na surdina para um professor conhecido como Dr.K com o mórbido serviço de receber corpos para as aulas de dissecação. Com o tempo eles começam a se intrigar sobre o que fazem e resolvem ir atrás de onde vem tais corpos e é aí que as coisas desandam.

O vestíbulo.

Um conto bem pequenininho sobre vingança. Se da pra tirar uma lição daqui seria sobre aquela velha história de que seu inimigo você sabe que te atacará, mas seu amigo quando resolver atacar é ainda pior, pois você não espera e ele sabe suas fraquezas.

Fim dos resuminhos.


Apesar de ser uma tentativa em dois meios que não tenho costume (contos e terror(?)), gostei mesmo dessa leitura. Stevenson escreve muito bem, a tradução de Andréa Rocha ficou muito bacana, os personagens não passaram batido como costuma acontecer comigo com textos menores e cada conto me deu a impressão de ser de fato um livro completo. Recomendo muitíssimo, e se pudesse dar uma dica seria 'não escolha entre dois livros pela capa' hehe.


A edição apenas com o primeiro conto.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

[Resenha] Colega de Quarto – Christian Christiansen

Partindo da proposta lançada na última resenha, venho agraciar a quem se interesse pela minha visão do filme Colega de Quarto.

Escolher filmes sombrios é um pouco complicado. Minha avó sempre disse; “Não tenha medo dos mortos, Léo. Tenha medo dos vivos”, esse não é bem o motivo para eu não ter medo de filmes de terror, mas eu acho que a frase dela faz um enorme sentido. O mundo tem andado cada dia mais louco, pessoas desaparecem e nunca mais são encontradas, outras matam familiares e não mostram nenhum tipo de arrependimento, e existem ainda, algumas que veem beleza em sangue, tragédia e dor. Começamos essa seleção com a Psicose e eu, faço essa resenha desse filme com o intuito de apresentar mais um assassino, corrompido por sua própria mente e tão real quanto seu vizinho, colega de trabalho ou mesmo de colega de quarto.


Devo começar confessando logo de cara que eu gosto muito de filmes que seguem o clichê americano de cotidiano, por conta disso, não me importei ao ver aquela típica cena em que uma jovem (gatinha, como sempre) sai de uma cidade pequena para entrar em uma universidade cheia de novas experiências, sonhos e liberdade. Acrescento que também curto muito quando, por mais surreal que seja, o filme nos mostra uma situação que pode sim ocorrer na "vida real”. Bom, eu nunca tive ninguém obcecado por mim, pelo menos não de uma forma doentia, mas acredito que esse tipo de situação aconteça (talvez não da mesma forma e proporção) com mais frequência do que sabemos.


Conhecemos logo no começo, sem introdução alguma, a jovem descrita acima, nomeada Sara e com ambições de se tornar uma estilista de sucesso, ela acaba de se mudar para o alojamento da universidade e como mandam os costumes americanos dividirá seu quarto com uma desconhecida. Sara é interpretada pela atriz Minka Kelly e eu não a conheço de nenhum outro lugar, é bonita como foi provavelmente exigido pelo roteiro e se veste muito bem.  A colega de quarto, Rebecca é interpretada por Leighton Meester (eterna Queen B. Waldorf), uma garota meiga (até uns 20 e poucos minutos de filme), mas que logo deixa claro ao telespectador que tem sérios problemas psicológicos, mostrando tons doentios e possessivos.


O desenvolvimento do caráter de Rebecca foi rápido, uma das minhas cenas favoritas do filme, foi a que ela colocou o brinco, achei tão sutil, tão leve e ao mesmo tempo tão drástico, eu não pensei que a atriz fosse se diferir tanto da Blair que aprendemos a amar e criar uma garota nos seus surtos psicóticos clichês do século XXI. Apesar do filme não ter me agradado tanto (afinal de contas não é aquele filme de suspense inesquecível que te deixa nervoso e etc), a atuação dela é digna. Já a atuação de Minka deixa a desejar, não sei bem o motivo, mas não gostei, imagino que poderia ter explorado melhor algumas expressões dramáticas. Pra quem, como eu, gosta muito de ver seriados, pode encontrar algumas participações interessantes. Danneel Harris (agora Danneel Ackles), a amada vadia Rachel Gatina de One Tree Hill está no elenco. As gurias de The Vampire Diaries também estão lá, Nina Dobrev e Kat Graham fazem uma aparição rápida em diferentes momentos do filme.



Sim, eu já assisti Mulher Solteira Procura, e as semelhanças são bem descaradas, a grande diferença é que os personagens são de outra geração, porém mantem o mesmo padrão narrativo. E existem sim outros filmes parecidos com esse, mas eu não vou fazer uma lista aqui. Você praticamente já sabe o que irá acontecer, ou seja: nada de novo, nada de excepcional. A sinopse praticamente entrega de bandeja até mesmo o clímax. A fotografia é aceitável, acredito que não poderiam ter feito melhor em um filme desse tipo. Houve cenas mentirosas, cenas sensuais e (obviamente) cenas de suspense. Achei em sua trilha sonora um ponto positivo dentre os deslizes que comentei acima. E por falar em deslize, o maior deles foi o desfecho do filme, o que era previsível, mas não de uma forma tão tosca.


Como disse anteriormente, gosto muito desse tipo de filme e o recomendo pra quem tem a mesma opinião e pra quem tem paciência também. É necessário um pouco de mente aberta e não acho que o filme seja longo demais pra se tornar entediante. Numa nota de 0 a 5, eu classifiquei como três, o que algumas pessoas vão discordar, mas é isso aí... Obrigado pela atenção leitor querido e desculpa qualquer coisa! :D

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Como a resenha dessa vez ficou bem curta, segue abaixo uma lista que pode deixar seu agosto um pouco mais sombrio... Como o meu!


O Silêncio dos Inocentes - Jonathan Demme

Já tem resenha dele no blog, procure no histórico. Clarice Starling (Jodie Foster), agente novata do FBI, procura por um assassino que ataca mulheres jovens e depois retira suas peles. Para construir o perfil psicológico deste psicopata, recorre à ajuda de um assassino preso que agia de forma semelhante. É o dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins), um psiquiatra canibal. Lecter, de fato, pode ajudar na investigação, mas quer em troca um local mais confortável para ficar preso. E quer também se aproximar da durona Clarice, para que ela fale de seus traumas e revele seu lado vulnerável.




Seven - Os Sete Crimes Capitais - David Fincher

Dois policiais, um jovem e impetuoso (Brad Pitt) e o outro maduro e prestes a se aposentar (Morgan Freeman), são encarregados de uma periogosa investigação: encontrar um serial killer que mata as pessoas seguindo a ordem dos sete pecados capitais.








Psicopata Americano - Mary Harron

Patrick Bateman (Christian Bale) é jovem, branco, bonito e sem nada que o diferencie de seus colegas de Wall Street. Protegido pela conformidade, privilégio e riqueza, Bateman é também um serial killer, que vaga livremente e sem receios em busca de uma nova vítima. Seus impulsos assassinos são abastecidos por um zeloso materialismo e uma inveja torturante quando ele encontra alguém que possui mais do que ele. Após um colega dar-lhe um cartão de visitas melhor que o seu em tinta e papel, a sede de sangue de Bateman surge e ele aumenta ainda mais suas atividades homicidas, tornando-se um perigoso e violento psicopata.




A Última Casa da Rua - Mark Tonderai

Talvez o mais fraco da lista. Uma adolescente (Jennifer Lawrence) se muda com sua mãe (Elisabeth Shue) para uma nova cidade e descobre que a casa vizinha foi a cena do crime de um duplo assassinato. A situação se complica quando a adolescente faz amizade com o único sobrevivente do massacre (Max Thieriot).








Instinto Selvagem - Paul Verhoeven 

Durante investigação de assassinato de um astro do rock, o detetive de polícia de San Francisco, Nick Curran, chega à bela e rica escritora bissexual Catherine Tramell, namorada do cantor. Seu jeito insinuante e aparentemente fatal, seduz o detetive que, obcecado por ela, começa a perder o controle da situação.








Psicose - Alfred Hitchcock

Marion Crane, rouba a firma em que trabalha e foge para recomeçar sua vida. Uma tempestade a faz parar num hotel de beira de estrada, onde é recebida pelo estranho, porém afável, Norman Bates, que cuida do lugar. Quando Marion, desaparece, sua irmã e o amante decidem investigar. [Resenha do livro que deu origem ao filme, feita no final do mês passado pela Bárbara]







Perfume - A História de um Assassino - Tom Tykwer

Jean-Baptiste Grenouille (Ben Whishaw) nasceu com o olfato mais apurado do mundo. Por isso, encontrou uma prolífica - porém nada reconhecida - carreira como criador de perfumes. No entanto, sua constante busca pelo aroma perfeito o leva a caminhos perigosos.








O Colecionador de Ossos - Phillip Noyce

Em Nova York, durante uma investigação Lincoln Rhyme (Denzel Washington), um conceituado policial, sofre um acidente quando uma viga cai sobre ele, deixando-o tetraplégico. Após quatro anos em uma cama, onde é vítima de ataques que podem transformá-lo em um vegetal, Rhyme se concentra na idéia de suicídio mas como é difícil para ele se matar tenta convencer aos que estão em sua volta em ajudá-lo na eutanásia, que chama de transição final. Mas repentinamente tudo muda quando um serial killer comete crime violentos e fica claro que o criminoso quer dizer alguma coisa. Em virtude de ser respeitado por seus colegas um laboratório, os meios modernos de investigação são levados para sua casa, mas o mais importante é a presença de Amelia Donaghy (Angelina Jolie), uma policial de rua que Rhyme considera ser a pessoa perfeita para investigar. Mas Howard Cheney (Michael Rooker), o chefe de polícia, é um monumento à incompetência que só sabe criar entraves, apesar de mais crimes estarem acontecendo.


Monster - Desejo Assassino - Patty Jenkins

Vítima de abusos durante a infância, Aileen Wuornos (Charlize Theron) tornou-se prostituta ainda na adolescência. Ela está prestes a acabar com a própria vida quando conhece Selby (Christina Ricci), uma jovem lésbica com quem acaba se envolvendo. Certa noite, depois de ser agredida por um cliente, Aileen acaba matando o sujeito. O incidente desencadeia uma série de outros assassinatos, que faz com que ela fique conhecida como sendo a primeira serial killer dos Estados Unidos.





Helter Skelter - John Gray

Neste longa-metragem produzido para a TV norte-americana, o caso mais chocante e marcante de serial killers que aconteceu nos EUA na década de 60 é reconstituído com roteiro baseado em livro escrito por Vincent Bugliosi e Curt Gentry. No caso, trata-se dos assassinatos cometidos por Charles Manson (Jeremy Davies) e seu grupo de seguidores. Linda Kasabian (Clea DuVall) é uma jovem mãe que, fugindo com seu bebê em uma Los Angles dos anos 60 imersa na cultura hippie, encontra Manson, um carismático aspirante a músico que viaja com um grupo de amigos os quais chama de “família”. O grupo – que também inclui Patricia Krenwinkel (Allison Smith), Susan Atkins (Marguerite Moreau), Squeaky Fromme (Mary Lynn Rajskub), "Tex" Watson (Eric Dane) e Bobby Beausoleil (Michael Weston) — sobrevive de pequenos furtos enquanto seus membros praticam sexo grupal, usam drogas e discutem sobre sua filosofia apocalíptica. Manson, por sua vez, está cada vez mais desesperado para conseguir gravar um disco, especialmente quando seu contato com Dennis Wilson – baterista do Beach Boys – fica cada vez menor. Não conseguindo chamar atenção e espalhar sua filosofia por meio das canções, Manson resolve liderar seu grupo para uma série de assassinatos bizarros.


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Não prolongarei mais a lista pra não cansar você leitor! Até a próxima. ;)


quarta-feira, 30 de julho de 2014

Ando lendo: Psicose - Robert Bloch

Só gostaria de iniciar essa resenha rebatendo o que o Leonardo diz ter revelado na última resenha. Não sou de modo algum uma pessoa medrosa, tenho apenas um receio preventivo de algumas coisas.

Já comentei aqui, acho que em algum post sobre The Walking Dead, que sou uma pessoa meio impressionável e de criatividade fantasiosa muito excêntrica. Do tipo de gente que quando viu um trailer de American Horror Show de trinta segundos passou dias acordando com olho arregalado pro teto imaginando coisas horroroooooooooosas. Mas minha masculinidade foi atingida aqui, e graças a isso fiz uma contraproposta ao outro sócio desse blog. A partir dessa postagem, até o final de agosto, quando entrego o resultado do desafio com vampiros, só vão ter resenhas sombrias aqui.

Recuperarei minha virilidade na marra!!!

Então vamos bater um papo sobre Psicose.

Vou começar pela estética do livro em si, que é algo que eu não costumo fazer, mas que gostaria de experimentar agora. Quando cheguei na livraria Nobel a minha meta era pegar o Drácula, mas só tinha por encomenda, e a moça ficou achando que eu adorava terror, me mostrou um monte e acabei decidindo levar Psicose que já é conhecidão do cinema. E já que já estava lá... #Recalque

Versão hardcover linda de morrer
Lá havia duas versões desse livro; uma capa dura linda de morrer, mas que era vinte contos mais cara que outra, a humilde que acabei trazendo para casa. As duas edições são da editora Darkside, e na semana seguinte (Pareceu até que foi pra mim, a louca que passou a manhã escolhendo um livro de suspense) a vitrine da Nobel estava repleta de livros dessa editora.

E tenho que dizer que capricharam nas edições. Todas estão bacanas e em sua maioria disponíveis em hardcover e também na edição singela que o bolso da tia Be paga sem sentir culpa. *-*

De qualquer forma fiquei feliz quando abri minha edição e tinha um marcador do seriado inspirado nos personagens do livro como brinde, Bates Motel, transmitida pela Universal.

Não sei se é algo exclusivo das edições da Darkside, ou se já estão fazendo isso em todas as versões mais recentes, mas existe um momento do livro que me deu um susto tão grande, mas tão grande, que o fechei no pânico e joguei ele longe. Não quero revelar pra ninguém, mas se posso dar uma dica seria 'não folheie o livro antes de terminá-lo'. Vai lendo ele na paz, folhinha por folhinha, leia a noite, crie um clima, uma hora você quase morre do coração também. (Porque no outro dia, quando fui rever, me pareceu bem besta o motivo do meu terror. ¬¬)

Minha versão
A história começa com Mary Crane rumo a cidade de seu namorado com o dinheiro que roubou da empresa em que trabalhava. Para uma recém-formada ladra tudo corria bem, até que ela erra a estrada principal e acaba passando por Bates Motel, onde resolve passar a noite.

Não considero spoiler dizer que Mary foi assassinada durante o banho. Não só por ser uma cena clássica que Hitchcock trouxe dos livros pro cinema, mas por ser apenas o primeiro plot. O livro mesmo é policial e segue com a busca pelo assassino de Mary Crane.

Entre os personagens envolvidos existem a irmã de Mary, Lila, que vem pra cidade em sua busca, que primeiramente era considerada como desaparecida, Sam Loomis, o namorado que conheceu num cruzeiro, o investigador, mandado pelo chefe da empresa que Mary deu o calote, e os Bates.

O motel palco desse assassinato é dirigido por Norman Bates, um homem de quarenta anos que sempre viveu nessa pacata cidade e já era conhecido por ser alguém um pouco recatado. Conforme vai desenrolando o livro vamos notando que sua mãe, Norma Bates era uma senhora bastante controladora, e que Norman foi se tornando alguém muito suscetível à se inferiorizar diante dela.

Versão velha americana
Sempre que alguém comentava para mim sobre a relação mãe e filho em Psicose me faziam crer que Norma era uma pessoa extremamente violenta, e que o filho desde criança era muito maltratado. Vou desconsiderar o que estão mostrando na série, pois nem cheguei a assistir, nem acho que a inspiração vir do livro signifique que possa usar como base para os personagens, mas, sinceramente, não senti que ela seja tão cruel assim baseado no que entendi do livro.

Robert Bloch fala sim que a mãe foi se tornando uma pessoa mais dura e muito pouco carinhosa, mas em nenhum momento ele cita algo realmente cruel na criação de Norman como era me passado pelas pessoas. Se teve esse trecho, eu não li direito. Na verdade um trecho que lembro bem vem de um dos diálogos entre eles onde a mãe diz ao filho como ele nunca tentou se impor, trocando em miúdos, como nunca tentou sair debaixo de sua saia.

Conforme você vai lendo você vai sendo encaminhado para os possíveis assassinos, e é bem possível que entre os seus suspeitos esteja sim o verdadeiro, o diferencial dessa trama é em que circunstância essa pessoa se torna a assassina. Considero esse como o real plot twist dessa história.
Me passa a toalha, broto.

Diz a lenda que Alfred Hitchcock comprou milhares de edições do livro e as guardou bem escondidinhas para preservar a surpresa do final em seu filme. Outra curiosidade é que a inspiração de Robert Bloch veio de um homem real, chamado Ed Gein, a mesma mente doentia que inspirou o serial killer Bufallo Bill em Hannibal, o silêncio dos inocentes, e Leatherface de O massacre da serra elétrica.


Psicose é um livro excelente, que está muito bonito nas edições da Darkside e com a tradução bem fluida, uma história de detetive muito boa, além do principal que é a abordagem sobre a mente humana. Esse vale o bordão Dedão Bottini de qualidade. 




sexta-feira, 25 de julho de 2014

[Resenha] Deixa Ela Entrar – John Ajvide Lindqvist

Meu caminho pela literatura gótica envolvendo vampiros é um tanto conturbado, digo isso porque já li muita coisa boa, mas infelizmente em alguns momentos fui meio corrompido por vampiros que brilham quando estão ao sol e irmãos brigando por certa doppelgänger! Nessa resenha, iremos deixar os contos de fada de lado e mergulhar de cabeça no sombrio e sangrento ambiente criado por John Ajvide Lindqvist num subúrbio de Estocolmo, onde opressão, egoísmo e crueldade andam de mãos dadas, um lugar de criaturas de particularidades tão interessantes que motivam o leitor a devorar o livro, de mistérios sobrenaturais bem elaborados, sem pontas soltas e que fogem da mesmice estereotipada encontrada nas atuais obras do gênero. A capa do livro ao lado, que eu achei de uma simplicidade maravilhosa, entrega (assim como o início da minha resenha) que a mitologia vampírica será trabalhada nessas 504 páginas, devo colocar um alerta terror aqui pra quem tem estômago fraco pra essas coisas e se você que está visitando o blog não quer ler nenhuma espécie de spoilers, sugiro que leia a última resenha de Scandal que minha amiga Bárbara fez que ficou linda e livre dos mesmos! :D


Oskar, nosso protagonista, é um menino gordinho e solitário. Ao entrar na sexta série (que em minha opinião é a transição entre infância e adolescência) ele passa a sofrer um bullying bem pesado, como se não bastasse esses problemas, o garoto também sofre de incontinência urinária e sangra pelo nariz quando fica nervoso (ou seja; o corpo dele dá motivo pros meninos maldosos da escola dele o sacanear), seus pais são divorciados, então ele mora com sua mãe e visita ás vezes o pai alcoólatra que mora fora da cidade. Como válvula de escape da vida miserável que o garoto acha que tem, passa a criar um mundo só seu de pequenos furtos, livros, gibis e recortes sobre psicopatas (WTH?!?!), ou seja... É um garoto conformado e cheio de segredos, e dentre esses segredos encontramos Eli!


Neste parágrafo encontramos mais spoilers que o normal, porque logo de cara te digo que Eli é uma vampira, e quando eu digo vampira eu quero dizer em sua essência... Nada de andar de dia e etc.! Eli é um vampiro como se deve ser, “de verdade”.  Foi transformado ao 12 anos há 200 anos lá atrás. E também está sozinha, guarda seus segredos, é conformada com sua situação de vida e qualquer mudança de gênero acima em se tratando dessa personagem foi proposital. Estabelece uma amizade com seu vizinho Oskar que é bonita e um tanto bizarra. A garota vive com um homem chamado Hakan, pedófilo, dono de diversas passagens pelo livro, algumas normais, outras nojentas e chegamos até as repulsivas.


A obra em si pode ser classificada como ambígua e paradoxal. A ideia toda desse livro em algum momento se torna contraditória, ao menos na minha mente.  Começamos citando que se trata de um romance tão meigo e ao mesmo tempo tão ingênuo, em meio a um cenário funesto e caótico. Depois, se pega confrontando o espectador de frente, colocando diversos valores que consideraríamos errados como perfeitamente normais e aceitáveis. Um exemplo clássico é aquela cena da piscina, onde dois garotos são mutilados, outro está em pânico e o protagonista se encontra quase afogado... Ainda assim fica difícil segurar o sorriso quando Eli e Oskar se reencontram. O livro se mostra abarrotado de valores invertidos, que causam certa confusão, afinal de contas temos certeza do que está acontecendo, do quão doentio tudo aquilo é, mas mesmo assim somos acometidos por sentimentos bons.


O ambiente denso criado por John Lindqvist que foi descrito no primeiro paragrafo não envolve somente os três personagens citados acima. O livro possui um elenco até grande com diversos núcleos o que nos permite dar uma olhada através de várias perspectivas diferentes alguns dos acontecimentos estranhos que tem intrigado a população local. Cada um com sua importância participam de forma direta e indireta do enredo horrendo patrocinado pela chegada de Eli e vão aos poucos respondendo perguntas deixadas em aberto no decorrer da trama.  Eu, particularmente, fiquei boquiaberto com a sutileza, o descaso e a banalidade com a qual assuntos tão pesados foram tratados de forma tão simplória.


Não existe dificuldade na leitura desse livro, talvez só em se acostumar com a mudança repentina de narração entre os personagens logo no começo. O livro é dividido em cinco partes, e não existe divisão de capítulos. "Deixa Ela Entrar" em algum momento e aos poucos vai se revelando uma linda e inusitada história de amor, onde dois jovens ou melhor... Duas criaturas se aproximam ao se sentirem rejeitados do convívio social e se juntam para enfrentar seus problemas, apoiando-se mutualmente. No final cheguei à conclusão que, sem sombra de dúvida, trata-se de uma obra-prima do gótico contemporâneo, que consegue tirar o vampiro das fábulas atuais e das sombras do esquecimento, retomando e renovando elementos de sua caracterização e origem com grande força e promovendo uma ligação com os terrores que nos incomodam em tempos atuais.


Adaptações Cinematográficas




Existem duas adaptações cinematográficas, são intituladas; Deixa Ela Entrar (Låt Den Rätte Komma In), 2008 e Deixe-Me Entrar (Let Me In), 2010. Entre as duas obras eu recomendo a quem não tenha o interesse de ler o filme, que assista a primeira, ou seja: a sueca (nota-se pelo título) graças ao compromisso com a fidelidade de enredo e por ser ambientada exatamente como nos livros, deixa pequenos elementos de fora, mas nada grande o suficiente para que a história fique sem sentido, minha única crítica com essa verão é que em minha opinião poderia só ser um pouco mais sombrio por se tratar de um filme de terror, fora isso o diretor captou bem a essência do livro. Em relação à adaptação americana, não digo que ficou ruim... Ouso dizer que até preencheu algumas lacunas deixadas pelo sueco, mas nada tão grande assim digno de falta no anterior, o cenário também muda para um subúrbio no México e a atriz Chloë Grace Moretz encarna Eli, e eu acho essa menina muito linda! :3


Depois de ler esse livro empolguei, voltei a ter interesse para esse tipo de literatura e quis procurar mais. Cheguei até trocar ideias com uma antiga professora e amiga (Alessandra) minha pelo facebook, e um dos assuntos dessa conversa foram os melhores livros do gênero que nós já lemos, enquanto conversava mentalmente criei meu TOP5 de livros de vampiros e para minha surpresa “Deixa Ela Entrar” estava lá, ocupando um lugar só dele! E agora compartilho com você leitor a pequena lista que criei e meus porquês.


TOP5 - Livros de Vampiros


“Os Sete” se encontra em quinto lugar nessa lista por se tratar do primeiro livro que li do tema, acredito também que essa obra tenha abrido muitas portas entre os escritores brasileiros de terror. O livro é ótimo e eu já li mais de uma vez! Ah... Pra quem gosta de X-Men é um prato cheio. Rsrs


“Deixa Ela Entrar” ganha aqui o quarto lugar pois simplesmente apagou aquela impressão ruim sobre os sanguessugas que criei depois que li a saga Crepúsculo e os Diários do Vampiro. O horrendo caso no subúrbio de Estocolmo conseguiu me prender, me convencer e até me empolgar.

Li “Drácula” de Bram Stoker quando terminava o meu ensino médio. Foi um livro muito difícil e eu demorei cerca de um mês para o encerrar. Hoje em dia, infelizmente, me lembro mais do filme estrelado por Gary Oldman, que nem achei tão fiel assim, do que da obra em si. O sentimento que vivi depois que o terminei foi ímpar.

Em segundo lugar coloco “A Hora do Vampiro” que comprei em um sebo por 5 reais! Stephen King criou um caos em uma cidade pequena e um monstro na pele do inesquecível Mr. Barlow. Certa vez li em um site que o autor disse que esse foi um de seus piores trabalhos... Modestia, hein, King? Queria eu ter tanta originalidade nos meus piores trabalhos...

“O Vampiro Lestat” aparece no topo da minha lista mais pelo personagem do que pela obra em si. Anne Rice nos apresentou Lestat em “Entrevista Com o Vampiro” e na sequencia nos contou sua linda história. O final desse livro é espetacular, personagens novos são acrescidos e finalmente um protagonista em livros assim estabelece um padrão de vampiro perfeito.

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Bom, espero que tenham gostado da minha resenha, e das minhas outras recomendações também. Ninguém viu a Bárbara falar sobre vampiros aqui, né? Vou divulgar um segredo dela; é a menina mais medrosa que conheço! Teve medo até de assistir a primeira temporada de American Horror Story. Pensando nesses medos da minha querida amiga de blog, resolvi lançar um desafio. Como aqui hoje eu não só fiz a resenha, como também abri o tópico pra comentar sobre meus livros favoritos do gênero, nada mais justo do que ela fazer uma resenha de um livro de vampiros também, certo? Ela pode ler qualquer um dos outros da minha lista se quiser e depois nos agraciar com seus comentários sobre esses terríveis seres das trevas através de uma resenha. Rsrs Que tal? Estamos precisando de mais sombras aqui nesse blog!



Muito obrigado pela paciência, desculpem a enrolação que foi esse mês de julho e qualquer comentário sobre o livro ou dica sobre outras obras vampirescas serão bem vindas! Até agosto. \o/

terça-feira, 22 de julho de 2014

Ando assistindo: Scandal

E quem diria que o mês de férias seria o mês que os autores desse blog mais enrolariam?

A primeira vez que ouvi falar de Scandal na verdade nem foi exatamente sobre ele, mas num post de moda sobre as roupas que a personagem principal, Olivia Pope, usava nessa série. Ultimamente estou muito entusiasmada com coisas visualmente bacana, filmes com uma fotografia maneira, jogos com o gráfico bonito e séries com a estética legal, então, fui ver do que se tratava esse seriado escandaloso.

Meu namorado lindo, maravilhoso, viril e de bela fisionomia (ele pediu que fosse retratado mais ou menos dessa forma) tentou chutar do que se tratava a série sem sabermos absolutamente nada sobre a sinopse, e só pelo título e posters ele acertou completamente.

Scandal trás uma trupe de advogados que trabalham na agencia de Olivia como resolvedores de problemas. O cliente é sempre um figurão reconhecido na sociedade que deseja que seu problema seja solucionado de forma em que sua fama na mídia saia sempre ilesa, ou pelo menos da melhor forma possível. Em geral esses clientes acabam sendo grandes políticos metidos em crimes.

Olivia trabalhou também dentro da casa branca, e esse nicho, junto com a própria agência, são os cenários principais da trama maior que sempre fica misturado com um caso e outro dos clientes.

Não seria nenhuma revelação bombástica se eu colocasse aqui que o romance principal é de Olivia Pope com o presidente dos Estados Unidos, senhor Fitz. Senhor Fitz é um senhor casado, e esse relacionamento afeta não só o casamento de senhor Fitz, mas toda uma nação.

O primeiro secretário, Cyrus, é um personagem que fui pegando gosto com o passar do tempo. Ele tenta controlar o país e esses pombinhos loucos o melhor que pode, mas a vida, a vida não seria tão linda se fosse tão simples, e esse casal é um casal de crianças mimadas que não se controlam.

Da pra ver que tenho certa antipatia pelo casal Olifitz e isso ocorre pois acho que como casal eles são bem egoístas, mesmo entre eles. Quando não estão tentando colocar seu amor em cima de todo o resto do país, estão discutindo quem dá a última palavra em suas próprias discussões.

De qualquer forma, tirando o lado romântico de Olívia ela é uma moça bacana. A propaganda que faz de si mesmo não é a toa, ela realmente é a melhor no que faz, e tem boas intenções em todos os casos e consultorias em que entra.

Minha personagem favorita é Mellie. Mellie é a primeira dama e em muitas cenas eu tenho pena dela. Não digo pena dela no sentido que ela seja frágil ou sem voz. Exatamente o contrário, ela é inteligente, é bonita, tem jogo de cintura e sabe como as coisas andam, mas sinto pena pelas situações que ela tem que conviver. Geralmente por causa do casal de crianças mimadas lá.

Uma de suas cenas que mais me deixou apaixonada foi na segunda temporada, quando fala com Fitz sobre os filhos. Até aquele momento a única vertente que me deixava com o pé atrás sobre Mellie era seu lado mãe, muito pouco presente durante a série, mas foi nessa cena que esse aspecto mudou.

Como eu disse, eu comecei a assistir essa série pois fiquei intrigada com quanta roupa bonita a moça usava, e conforme fui assistindo o restante da galerê de Olivia Pope e associados não me decepcionou, até chegar... o cara da TI.

Eu faço computação. É o que faço para viver. E no meio de ternos sob medida, saias lápis, gravatas impecáveis, etc. Me vem Huck usando um moletom de capuz. E o mais impressionante é que eu estava com um moletom de capuz naquele momento. Na verdade estou com um moletom de capuz agora, enquanto digito essa resenha.

Não pretendia fazer sessão spoiler dessa vez, mas o nerd do seriado merece esse momento, pois o plot twist da vida desse cara tira toda e qualquer primeira impressão que a apresentação clássica dos 'caras da TI' tenham tido na sua vida até hoje.

-=-=-=-=-=-=-=-=-=- Sessão Spoiler para quem já viu a série -=-=-=-=-=-=-=-=-=-

Se você já viu essa série sabe... Huck é o mais fodelástico personagem de toda a trama. Depois de tudo revelado ele deixa de ser simplesmente o cara da TI. É o ex-agente. E o que mais me deixou interessada na sua apresentação foi que ele não foi passado simplesmente como alguém que teve um passado muito bem escondido, e depois que descobriram vira o bonzão da história toda. Ele é alguém que teve esse passado brutalmente posto ali.

Estava acostumada com personagens, que quando surgem com um background desse tipo sempre são cheios de marra, com pinta de badass e tal. Huck não. Huck sofreu e ainda sofre com o que foi vivido. Mostra a dualidade que passa em sua cabeça, o que se tornou e o que isso causa nele até hoje.

-=-=-=-=-=-=-=-=-=- Fim do Spoiler aqui -=-=-=-=-=-=-=-=-=-

Outro personagem bem legal, que não tem todos os pontos em carisma que sua integridade merecia, é David Rosen. David é promotor, e provavelmente o cara mais correto e justo de todo o seriado. Ele se esforça, batalha para provar as intrigas que existem escondidas em cada canto desse seriado (e não são poucas), mas quando é fé, alguém, seja da agência ou seja da casa branca o breca. E lá se foi nosso grande David. Mas ele tem seu momento e é um excelente momento.

Estou atualmente na terceira temporada, e muito empolgada com uma personagem especial que apareceu para concorrer com Fitz pela presidência, é ela, Josephine Marcus (interpretada por Lisa Kudrow, Phoebes de Friends). Deixaram ela mais velha, com carinha de mais seriedade, mais presidencial, e possivelmente eu votaria nela. O discurso sobre sexismo que deu durante uma de suas entrevistas foi uma coisa épica. [/FanGirl Detected]

Scandal é um seriado surpreendente. Não daquele jeito que fica pipocando novas invenções dos roteiristas só para agradar, mas do tipo que lhe trás revelações que estavam lá o tempo todo, mas que você nunca deu muita moral, até que 'PAH!' em sua fronte.


Recomendo muito essa série que trás vários tipos de questões sociais e políticas disfarçadas com drama, investigações e tudo isso que 'nóis gosta'. Hehe.







sexta-feira, 11 de julho de 2014

[Resenha] Yu-Gi-Oh!, Segunda Temporada – Kazuki Takahashi

Pra quem achou que eu jamais voltaria a postar aqui e faria os hiatos gigantescos como no ano passado, sinto informar que estava bem enganado! Sim, me atrasei por motivos de força maior: ganhar tem-tem. Mas estou aqui mais uma vez, começando o mês de julho, entregando uma resenha nova! Em clima de copa do mundo descrevo aqui os melhores momentos da primeira parte da Batalha da Cidade que em minha humilde opinião é bem mais emocionante do que Neymar Jr sendo mistificado pela Rede Globo. Não, eu não desisti de assistir Yu-Gi-Oh! Essa segunda temporada simplesmente não te deixa desistir. Finalmente o jogo passa a ter uma coerência, descobrimos o porquê existem monstros tão fracos quando se tem monstros tão fortes. O novo esquema de duelo implantado por Seto Kaiba é inteligente e coloca os duelistas em cheque se desdobrando pra criar as mais inteligentes estratégias já vistas. Conhecemos muitos novos personagens interessantes, alguns da temporada anterior retornam pra mostrar o quanto evoluíram pós-ilha-dos-duelistas e os protagonistas encaram novos desafios com técnicas jamais vistas ou pensadas anteriormente. Não quero descrever aqui como os duelos são a partir de agora, também não quero escrever como na resenha passada o perfil dos personagens novos. Descreverei os melhores duelos travados em poucas palavras pra resenha não ficar tão entediante. Mas antes disso, uma mini sinopse da temporada;


A aventura de Yugi nessa temporada gira em torno das relíquias do milênio. Como de costume, Bakura está atrás delas e como se ele já não fosse traiçoeiro o suficiente, um novo inimigo aparece e também as quer. Esse novo inimigo se chama Marik e dá um tanto de trabalho para o protagonista logo de cara, é possuidor da varinha do milênio que pode controlar a mente de outras pessoas. O plano desse novo vilão é conseguir o poder absoluto do faraó e para isso ele precisa de toda a coleção de relíquias e certas cartas especiais que possuem um grande poder aprisionado nelas.  É complicado levar esse anime muito a sério, não os duelos, pois os duelos são sensacionais... Mas todo esse lance de magia antigo incorporado em cartas e objetos. Vamos então fechar os olhos e não julgar as ideias de Kazuki Takahashi. Yugi nessa temporada passará a conhecer mais de si mesmo, ou seja: Explicações sobre o “outro eu”, sobre seu passado e várias outras perguntas feitas na primeira temporada.

Relíquias do Milênio


Enquanto isso, Kaiba conhece Ishizu Ishtar (que eu acho tão linda) que fala um pouco sobre o passado no Egito antigo e sobre as cartas superpoderosas de deuses egípcios, que tem toda uma mitologia, que são bem poderosas e de quem Marik esta atrás também. A garota presenteia Seto com uma dessas cartas; Obelisco, o atormentador. Que acredita que possuindo as outras duas cartas obterá o título de melhor duelista do mundo, perdido na temporada anterior. Pra conseguir essas outras duas cartas poderosas, Kaiba cria um campeonato, chamado Batalha da Cidade, onde os duelistas saem pela cidade confrontando-se, como prêmio o vencedor pode reivindicar a carta mais poderosa do perdedor. Inteligente, né? Marik se aproveita desse torneio e enche a cidade de capangas que planejam a qualquer custo conseguir as cartas mais raras envolvidas nesse torneio, inclusive o Obelisco.

As três cartas de deuses egípcios, em ordem: Slifer, O Dragão dos Céus; O Dragão Alado de Rá; Obelisco, O Atormentador.



Agora vamos ao que interessa, os melhores duelos realizados nesse torneio:


Yugi Vs. Bandit Keith

Tá na cara que o americano trapaceiro não está passando muito bem nesse confronto. A relíquia do milênio de Yugi tá em risco e infelizmente a metade mais chata é a que está no comando. Esse duelo acontece antes do torneio de Kaiba e a voz de Keith é irritante. Eu particularmente não achei muito legal desse, o Yugi de olhos grandes parece um amador jogando e vemos o vilão mais uma vez roubar. Apesar de ver uma carta tão forte como o Zera em campo, não consegui me empolgar muito.


Yugi Vs. Rare Hunter #1


Infelizmente não me lembro do nome desse Rare Hunter, na verdade nem sei se seu nome é dito. Esse é o primeiro confronto nas Batalhas da Cidade e já é do conhecimento do telespectador que o protagonista terá que vencer esse cara estranho antes que ele consiga reunir as cinco cartas Exódia nas mãos. E rola uma trapaça por parte do vilão o que deixa as coisas um pouco mais complicadas. Mas claro que Yugi descobre os planos dele e tem a carta certa pra vencer... Afinal de contas, ele é o herói do anime e do Joey.


Joey Vs. Espa Roba

E não é que Joey também é vítima de um duelo contra um trapaceiro!? Espa Roba é um personagem novo, se diz psíquico e parece ter derrotado Rex (o duelista dinossauro da temporada passada). As cartas do cabeça de alface são bem legais, Jinzo tem a habilidade de destruir as cartas armadilhas em campo e se Joey o vencer ele conseguirá a conquistar, se perder, está fora das Batalhas da Cidade e então como sempre ele joga tudo nas mãos da sorte e seja o que Deus quiser... Estratégia de mestre, né? Igual a mim nos simulados do Objetivo anos atrás.


Yugi Vs. Arkana


Mago Negro Vs. Mago Negro. Apesar de esse duelo também não ser honesto, o que mais me incomodou foi haver ameaça de morte envolvida. Gente, o que aconteceu com jogos saudáveis vistos na temporada passada? Arkana é perigoso e quer o Mago Negro do Yugi, usa estratégias bem parecidas com as dele e seu Mago Negro tem um visual mais dark. Conhecemos nesse duelo o mais novo mascote do anime, a Feiticeira Negra que é uma variação fêmea e cute-cute do monstro favorito do protagonista.



Joey Vs. Weevil Underwood

Todo mundo já esperava que o Weevil não jogaria limpo. O que eu não esperava é que o garoto irritante teria cartas tão legais e poderosas. As estratégias do baixinho melhoraram consideravelmente desde a última temporada e o duelo parece nojento pra Téa e para quem tem estômago fraco. As cartas armadilhas e mágicas são combinadas sabiamente nas mãos de Weevil. Conhecemos também a Rainha Inseto e a Grande Mariposa, ambos monstros muito poderosos que dão um bom trabalho para Wheeler .


Yugi Vs. Pantomino 


O primeiro grande movimento de Marik, colocar Yugi contra uma de suas cartas deus egípcio, Slifer, O Dragão dos Céus entra em combate e tem um poder gigantesco. A marionete que Marik controla dessa vez é um dos personagens mais estranhos dos vistos nesse anime, em algum momento ele foi chamado de pantomino e eu não tenho nome melhor para me referir a ele (Talvez Rare Hunter #2). Outra carta que merece destaque no duelo é o Plasma Revivido que tem a habilidade de se regenerar, a estratégia criada em cima dessa habilidade é quase perfeita, mas o Yugi sempre dá um jeitinho (que por sinal, foi muito inteligente). 


Joey Vs. Mako Tsunami

E o saradão empolgado com monstros marinhos retorna para mais uma participação nesse anime. Como na temporada passada ele enfrentou o protagonista, nada mais justo do que enfrentar o Joey nessa. Vemos um Crocodilo de Espada se fundir com um Dragão Bebê. Não só o “mico de duelo” (apelido de Joey dado por Kaiba) melhorou suas habilidades como duelista, Mako aparece com cartas e histórias novas... Um desafio gigantesco e considerável! Cartas incríveis nos são apresentadas nesse duelo; Baleia Fortaleza, Giant Trunate, Torrential Tribute e por aí vai...


Yugi e Kaiba Vs. Umbra e Lumis


Na resenha sobre a temporada passada eu não mencionei o duelo de Joey e Yugi contra Para e Dox. Aquela foi a primeira batalha travada entre duplas. Agora o protagonista enfrenta Rare Hunters ao lado de Kaiba. O sincronismo e a cooperação em campo são notáveis entre os desafiantes. Os mocinhos se dão mal em vários momentos, quase sempre graças a arrogância um tanto exagerada do Kaiba. Obelisco de Kaiba decide o confronto. O que não gostei mais uma vez foi o lance de duelos e risco de vida estarem envolvidos.


Yugi Vs. Joey

Quem pensou que só veríamos o duelo entre esses dois de novo no final do anime estava muito enganado. A amizade e lealdade dos mocinhos são colocadas em prova . O vilão Marik graças a sua varinha do milênio consegue dominar a mente de Joey e o joga de cabeça em uma luta contra seu melhor amigo. Nenhuma carta que tenha realmente chamado atenção foi usada e até o Kaiba ficou pra assistir dessa vez, o que foi trágico. Mais vidas sendo decididas a partir de duelos longos, inclusive de terceiros dessa vez. Nenhuma jogada digna de “óóó” e muitos flashbacks cansativos.  


Bakura Vs. Bonz


Yami Bakura é um dos personagens mais enigmáticos, sua ambição é clara e seus porquês também, porém nunca soube ao certo quem ele de fato foi. Pra completar o time da galera que voltou da temporada passada, Bonz aparece com uns amigos e quase conseguiu chegar nas finais do torneio, não fosse a intervenção do antagonista de cabelos brancos. Poderia facilmente dizer que se trata de um duelo das sombras já que os monstros envolvidos aqui são bem darks. A notícia boa é que veremos Bakura nas oitavas de final! Não disse que isso ficava melhor que a copa?


Mai Vs. Mestre dos Ninjas Magnum

Esse mestre de ninjas é na verdade um ator de Hollywood que foi humilhado no passado por Mai e agora está apaixonado por ela! Não é difícil se apaixonar por ela, nem saber que a loira já está classificada para as finais da Batalha da Cidade... Também não é difícil saber que Mai usará Harpias em um duelo contra o ator... Mas... Ops, ela usa algumas Amazonas dessa vez! Não gostei desse duelo, achei-o muito sem sentido e fiquei sem graça (vergonha alheia) com o final meio ridículo! Porque jogar Joey e Mai assim um nos braços do outro de forma tão idiota!?

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Agora teremos oito finalistas pras batalhas da cidade, os duelos mais interessantes começam e já esperamos pelo melhor dos nossos personagens favoritos. Os confrontos são sorteados pouco antes de começar e logo de cara nos deparamos com:


Yugi Vs. Bakura


Apesar de saber que Yugi é um gênio em se tratando de monstros de duelo, Bakura vai sem medo rumo ao oponente, apostando em jogadas ousadas e dizendo o tempo todo que está manipulando o adversário rumo ao fracasso e de acordo com sua vontade. A Necrófaga das Trevas é uma carta muito legal, possui habilidades únicas e até quando vai para o cemitério causa muito prejuízo! Tabuleiros de Ouija, Palácio de Domínio das Trevas e possessão de monstros, como parar tudo isso? Slifer, O Dragão dos Céus é invocado e decide o duelo, mas claro que rola uma pressão psicológica por parte dos antagonistas! 


Joey Vs. Odion

O baralho de Odion é lotado de cartas armadilhas, e Joey chega a suspeitar que seu oponente talvez não possua monstros lá. Ah... Esqueci de dizer que todos acham que é Marik quem está lutando, o que eu não achei uma ideia tão boa assim por parte dos vilões. Como disse, os padrões são elevados aqui, e o momento em que Joey coloca em campo todos os monstros conquistados na primeira fase do torneio é muito show. A reviravolta de Odion que coloca seu oponente em cheque ao trazer a Fera Mística de Selket é digna de aplausos. E o final, infelizmente apesar de digno é meio forçado! :\


Mai Vs. Marik


Descoberta a identidade do verdadeiro Marik  o sorteio coloca Mai para o enfrentar. Uma Mai meio desequilibrada, graças a um Joey meio retardado. O vilão transforma o confronto em um duelo das trevas criando o seguinte parâmetro: Cada monstro que um perder, é um amigo de que você se esquece. Uma alternativa esperta pra se usar contra uma pessoa com as fragilidades da loira. Marik usa umas jogadas vistas anteriormente e Mai se esquiva delas facilmente, show! E é show também quando ela rouba a carta Dragão Alado de Rá e tenta o invocar. Mas os jogos das trevas são traiçoeiros e a garota chega ao seu limite emocional.


Kaiba Vs. Ishizu

Finalmente Ishizu dá o ar da graça e enfrenta Kaiba de uma forma um tanto diferente. A calma dela é inspiradora e seu Colar do Milênio (faz com que a garota enxergue o futuro) a ajuda a fazer jogadas em que a garota parece nem olhar para as cartas que acabou de sacar. O almofadinha logo de cara já quer colocar Obelisco, o Atormentador em campo, consegue também destruir todos o monstros da oponente e em seguida várias de suas cartas. A jogada de Ishizu consegue ser mais ousada e cruel, que faz com que Kaiba e ela troquem o seu baralho pelo seu cemitério... Ou seja, desde o começo do duelo, ela o manipulava e perdia suas cartas de bom grado! A varinha do milênio de Marik reage com Kaiba (que em outra vida foi seu dono) e muda a decisão do duelo.  

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Essas foram as oitavas de finais, quatro duelistas foram para as quartas, mas infelizmente a temporada termina aqui. Oops, não aqui. De brinde ainda assistimos um último duelo, onde os antagonistas se enfrentam, então... Daremos uma olhada nele também.


Yami Marik Vs. Yami Bakura


O terceiro duelo de Bakura nessa temporada, e vemos o garoto jogar de uma terceira forma diferente. Esse confronto é mais complicado do que parece já que Yami Bakura luta contra Yami Marik ao lado da parte boa de Marik! Coisa de louco, não? O duelo é das sombras mais uma vez, um pouco semelhante com o que aconteceu com Mai Valentine anteriormente. Existe uma briga que é pelo Dragão Alado de Rá e quem vai o invocar e desfrutar de suas diversas habilidades e poderio único. E o perdedor se perderá (poético, não?) pra sempre nas trevas... E a temporada acaba aí, o que é quase um insulto pra quem assiste e fica louco pra saber o que acontecerá no fim desse jogo doentio.

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Essa temporada é realmente muito superior a primeira, as regras de duelo passam a fazer mais sentido, o personagem central descobre mais sobre si mesmo, um vilão tão terrível quanto Pegasus nos é apresentado e cartas impressionantes são colocadas em campo! A música de abertura Japonesa dessa temporada também é muito boa, gostei muito mesmo. Uma das coisas que me irritavam/desanimavam em alguns dos episódios era o excesso repetitivo de flashbacks, esse é o maior dos meus pontos negativos... Outro lance que também me irritava um pouco era de alguns duelistas sempre dizerem várias vezes, “Eu estava te manipulando, e você fez exatamente o que eu queria”, meu, isso tira toda a credibilidade do oponente e o anime deveria valorizar mais a inteligência dos seus personagens. Aqueles roubos no começo também foram desnecessários, talvez simplesmente façam parte do desenvolvimento da trama! 


Quem gostou muito dessas novas regras, novas cartas, novos duelistas e querem viver na pele o que Yugi e seus amigos viveram, sugiro que procurem o jogo de Nintendo DS: Yu-Gi-Oh! Nightmare Troubadour, este game é bem coerente ao que aconteceu no anime e suas regras e os gráficos são bem legais, eu mesmo não me canso de jogar. Acredito que não seja difícil o baixar no seu pc pra jogar, é só questão de procurar nos lugares certos! 



Pra finalizar, eu sempre recomendo que assistam esse anime, tanto pelos personagens cativantes, pelas mensagens de amizade e união, quanto pelas estratégias envolvidas. Yu-Gi-Oh! deveria ser jogado com mais frequência pela molecada. Eu mesmo desejei muito poder ter jogado mais na minha época de colégio, desejei também ainda ter meu deck, mas por enquanto mato minhas vontades no vídeo game. Fiz uma resenha sobre a primeira temporada do anime em fevereiro desse ano e planejo fazer de todas até o final de 2014, peço desculpas pela demora com essa resenha, que deveria ter postado no mês passado e deixo um obrigado pra quem leu!

Até a próxima. \o