segunda-feira, 4 de novembro de 2013

[Resenha] Inferno – Dan Brown

Já fazia algum tempo que não lia Dan Brown.

Adorei o título. Peguei-me desejando que as pessoas me perguntassem que livro eu estava lendo só pra poder encher a boca e dizer: Inferno! Soa “do mal”, né?

Ganhei o livro de presente no dia dos namorados, o que de certa forma foi simbólico já que o autor foi um ponto interessante no início da minha vida como leitor, foi muito legal, eu sei que foi, de alguma forma estranha! Infelizmente não poderia o favoritar, e nem dizer que se trata da obra mais genial do autor. Em minha opinião nenhum (dos livros do Dan) vence de Anjos e Demônios e dificilmente me fará sentir como na época em que o li.

Independente do que eu disse anteriormente, ressalto logo de cara que Inferno não deve ser deixado de ler com desconfiança de supostos clichês e estereótipos. Apesar do autor sempre se manter a regra: O mocinho (Langdon, 4ever), a mocinha deslumbrante que ajuda o mocinho, o assassino pago (dessa vez uma mulher, que eu imagino lésbica) e o chefão do mal com um plano bombástico. Na boa, chega a ser legal querer saber quem tomará esse lugar durante a trama. Ah, e dessa vez os personagens do bem e do mal dão uma boa misturada, o que não acontece em nenhuma das outras três aventuras vividas pelo nosso herói.

O livro me deixou com uma vontade quase que urgente de ler A Divina Comédia, o fato de ler pouco antes da minha apresentação de TCC foi o ponto mágico. Me fez pensar no inferno com uma riqueza descomunal de detalhes! O lance de ficar procurando as obras no google imagens é inevitável, seja qual for a obra que Robert protagoniza.  Queria ter tido eu antes a chance de ler a famosa obra de Dante Alighieri. No caso, deveria ter a mente um pouco mais madura pra entender a complexidade e absorver toda a essência por ele escrita. Eu tenho fé em mim; quem sabe um dia?!

 Houve um certo momento em que acertei, por pura lógica, qual seria o potencial da praga tão temida entre as linhas do Inferno, desacreditei na minha hipótese porque fui desencorajado pelo livro e isso me frustrou um pouco, não sei bem explicar o porque!

 Sienna foi uma ótima mocinha, gostei dela mesmo sob as circunstâncias adversas, inteligente, bonita e com um passado incrível. Gosto da maneira que o autor vai revelando aos poucos sobre seus personagens principais. Ainda prefiro Vittoria Vetra (Anjos e Demônios), entre essas gurias formidáveis, mas Sienna ganhou um lugarzinho no meu coração!


 Os benefícios da Peste Negra foram debatidos de uma forma que só minha professora de história do ensino médio faria. Jogando-nos perguntas intrigantes e desafiando nossa capacidade lógica:


 “— Zobrist questionou o seguinte: Se você pudesse apertar um botão e matar aleatoriamente metade da população da terra, faria isso?
— Claro que não.
— Tudo bem. Mas e se você soubesse que, se não apertasse esse botão agora, daqui a cem anos a raça humana estaria extinta? — Ela passou alguns instantes calada. — Nesse caso, você o apertaria? Mesmo que isso talvez significasse matar amigos, parentes e até a si mesmo?"

 E me fez pensar gostoso nesse momento!


É um prato cheio pra quem curte perseguição, filosofia, obras de arte e Dan Brown! Eu recomendo, claro que sim! Um livro bem escrito e se ler inteiro e conseguir absorver toda a emoção alojada entre as 448 páginas, irá entender porque termino essa resenha dizendo que poderia me perder nesse dia frio, escrevendo pra quem interessar ler, debaixo desse céu negro abarrotado de lindas estrelas.