quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

[Resenha] American Horror Story, Primeira Temporada – Brad Falchuk, Ryan Murphy


O que é preciso pra fazer uma boa história de terror? Uma casa mal assombrada? Um monstro? Espíritos? Mentes doentias e sociopatas?  Personagens complexos e perturbadores?

American Horror Story, criada e produzida por Ryan Murphy e Brad Falchuk, possui uma primeira temporada estranhamente incrível. Conhecemos a pacata família Harmon, que possui seus problemas cotidianos, suas dúvidas, necessidades e tragédias particulares, e uma mansão que adota as mesmas características.

É... Estranho, não? Comparar um imóvel com uma família. Mas que outro lugar viria com uma criatura estranha no sótão, uma ninfeta gótica governanta, e um histórico com mais sangue derramado do que uma vizinhança pacata de Boston tem direito?

Ben, Vivian e Violet enfrentam seus problemas pessoais sem se darem conta da bizarrice do local. Convivem com espíritos sem saber da sua real natureza, criando laços com alguns deles sem saber de suas reais histórias. Histórias que são aos poucos reveladas em cada episódio. Mostrando o caráter de alguns, a injustiça por trás de algumas personalidades, as razões de ações boas e cruéis.

Não poderia deixar passar a minha admiração pela personagem interpretada pela Jéssica Lange, Constance. Achei o personagem mais singular de todo aquele show de horrores, a mulher é forte o suficiente pra estar envolvida em metade dos acontecimentos bizarros daquela casa, ser culpada pela maioria das atrocidades recorrentes e antepassadas, manipular personagens e não os temer e ainda por cima se manter viva o tempo todo.

Claro, houve outras atuações impecáveis, a pequena Violet, por exemplo, acho que foi a adolescente mais convincente que já vi em seriados americanos. Denis O’Hare que deu um show na terceira temporada de True Blood deu outro, interpretou um personagem sem escrúpulos, ridículo e extremamente chato, que me levou a ter nojo em alguns momentos, isso sim é ser um bom ator, penso eu.

Estupro, casal gay, mãe de família grávida, piranha grávida, doutor maluco, filho do mal, enfermeira injustiçada, bebê Frankenstein, crianças carbonizadas, gêmeos pirralhos encapetados, mortes súbitas e látex... São tantas coisas que eu deveria comentar que eu tenho vontade de dar ênfase, mas acho que a resenha se tornaria extremante extensa se assim fosse, então termino por aqui.

 

Vale frisar que se trata de um seriado antológico, ou seja, cada temporada se trata de uma obra independente da outra. Algo parecido com uma minissérie. Afinal de contas, acho que uma história de terror que dura “pra sempre” seria um tanto... Cansativa, não? Gostei disso! Um seriado bom pra quem não tem medo de escuro!


[Nota do autor: A outra escritora do Blog, a Bárbara (ou B. Marques, pros não íntimos rs) nõ terminou de ver essa temporada porque sentiu medo, trágico, não?] 

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