quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O Vendedor de Armas - Hugh Laurie

   Ele é conhecido como Dr.House, mas para mim sempre será o pai do Stuart Little. Além de ser um excelente ator e músico, Hugh Laurie ataca aqui como escritor com seu romance 'O Vendedor de Armas'.

    A história é contada em primeira pessoa por Thomas Lang, um ex-militar de elite, que após recusar um pedido de assassinato se vê no meio de uma briga de gente grande, com direito a poderosos da grana, estratégias de terrorismo, grupo de ataque e mulheres sedutoras.

    Enquanto lia a sensação imediata foi a de um filme de ação. Um cara badboy, com índole incorruptível e sarcástico até o talo e ultra módafóca! Normalmente não é bem o meu estilo de livros favoritos (esse tipo de ação eu prefiro ver com as explosões em filmes), mas tem um detalhe nesse livro que nos empolga a continuar. O humor.

    O personagem narrador não para em instante algum com as tiradas irônicas, chegando num ponto que você começa a achar até meio forçado. E mesmo assim algumas sacadas são brilhantes.

    Sendo passado apenas a visão do próprio Thomas, a idéia dada sobre os outros personagens é um pouco mais fraca. Eu não senti apego por nenhuma das mocinhas, nem completo desprezo pelos vilões. Consegui imaginá-los bem, mas talvez a leitura rápida da minha parte tenha ajudado a não amá-los loucamente. (alguém me entende?!)

    Os capítulos são curtos, o ritmo é gostoso e a trama se encaixa bem. É um livro muito recomendável pra quem gosta do gênero ou de um humor afiado.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

[Resenha] Dexter: A Mão Esquerda de Deus – Jeff Lindsay


Essa resenha foi escrita em 2010 e postada em um aplicativo da VEJA que eu tinha no Orkut, perdão por não escrever algo novo... Ando meio sem tempo! Desculpem também pelo texto meio cru. Eu poderia escrever uma nova, mas acho que pra isso teria de ler o livro mais uma vez! O que está escrito aqui nada mais é do que o básico do básico do que eu senti na época pós leitura! Obrigado pela atenção, se alguém mesmo ler, aí vai:



Dexter Morgan, o serial killer mais querido do mundo, não me fascinou só no seriado, mandou bem no livro. Sarcasmo, humor negro, sangue e suspense. Digo, seria um suspense mais... Legal, se eu não houvesse assistido a primeira temporada do seriado. Imagino que obviamente teria aproveitado mais a leitura se não o conhecesse, mas como o de costume, tratei como duas obras distintas e cheguei à conclusão de que ambas são ótimas. 

Em alguns momentos cheguei a conclusão de que talvez alguns personagens merecessem mais destaque, como a Deb, por ser um personagem importante, e o Doakes para um bom desenvolvimento da trama. Achei que Rita e as crianças também merecessem aparecer mais, são os personagens que ligam Dexter a sua ‘humanidade’, por isso não deveriam "dar o ar da graça" tão pouco. O protagonista cumpre bem o seu papel cativante e sombrio e nem por um momento deixa a desejar. LaGuerta e o Ice Truck Killer também ficaram ótimos, bem trabalhados em cada particularidade. 


Não conhecia o autor e ao que me parece ele é famoso apenas pela coleção Dexter. Lindsay foi inteligente e cuidadoso ao escrever a obra, não sei que espécie de pesquisa ele fez para criar o personagem, que é um tanto mais ousado do que o que já conheço o que tornou mais divertida a leitura. Merece minha admiração, tanto pelo assunto quanto pelo enredo, atingindo assim nota máxima no meu conceito. Ansioso para o próximo livro.