quarta-feira, 25 de julho de 2012

Batman - Os Novos 52

    Começando mês passado a DC Comics relançou vários de seus títulos usando como maior proposta conquistar novos leitores. Como essa ideia sugeria que os títulos clássicos iriam começar desde o início de cada herói, uma das maiores críticas apontadas foi que várias das revistas já traziam o personagem no meio de suas histórias.

    Eu, que sempre torrei meu dinheirinho com mangás e comecei só agora a me interessar por quadrinhos, peguei Batman pra ler (um dos times que a DC não quis mexer) e dei de cara com uns três Robins já de começo.
 
    Sinceramente, penso que hoje em dia isso nem deveria ofender tanto os leitores. Nada que uma busca rápida na internet (ou fazer perguntas n00bs pro namorado, como foi meu caso) não resolvesse. Ainda tiveram a bondade de escrever em letras miúdas no início de cada capítulo que as histórias já tinham sido publicadas em 2011, então não dá pra dizer que me enganaram.
 
    As revistas estão vindo com três histórias em cada uma, sendo que em Batman segue Batman, Detective Comics e Dark Knight. Há também entre os títulos disponíveis pela Panini Comics o volume 'A Sombra do Batman' com a vidinha de todo mundo de Gotham City, menos o Batman (Batwing, Batgirl, Mulher-gato... ).
 
    Depois de ler as duas primeiras edições já lançadas do Batman - Os Novos 52 - dá pra dizer que essa revista ta bem marotinha bacana. Os desenhos das três histórias estão bem feitinhos (tirando alguns closes que as vezes me lembram o Ken da Barbie), o roteiro tá interessante, o Batman ainda passa aquela sua frieza e o Coringa tá bombadão.
 
    Me deu até uma empolgada pra começar a comprar Iron Man, mas a Marvel não pegou esse espírito de reinicialização e começar do meio das edições não me pareceu tão divertido (nem com ele misturado com o Thor. o.õ).
 
    E também, fica aqui indicado a HQ pra quem tá empolgado com o novo filme que finaliza a trilogia do diretor Christopher Nolan: Batman, The Dark Knights Rises. =)

terça-feira, 24 de julho de 2012

[Resenha] Morte e Vida de Charlie St. Cloud – Ben Sherwood


Charlie St. Cloud. Um nome comum, um sobrenome angelical, uma pessoa singular. De fato o livro não mexeu muito comigo, não como com as pessoas que o indicaram. Não foi bem uma decepção. Diverti-me mesmo durante a leitura, quis me aprofundar, correr com as páginas, pesquisar alguns fatos religiosos, atribuir um rosto aos personagens principais e até fiquei curioso ao saber haver um filme da obra.
Um garoto bonito, inteligente e amoroso muda completamente de vida ao se envolver em um acidente onde como por milagre sai vivo, e por consequência perde seu irmão mais novo, Sam. Depois do tal milagre do desfibrilador o ter chamado de volta a vida, Charlie adquire um dom, ele agora conversa com os mortos. Inclusive com o seu irmão, a quem promete sempre estar presente aos fins de tarde para uma partida de beisebol! Encantador, não?
Agora todos os fins de tarde, Charlie St. Cloud, um rapaz com um futuro promissor, passaria dentro de um cemitério brincando com o seu irmão. Existe prova maior de amor que essa? Devoção e etc?  13 anos se passam, pra estar sempre por perto o protagonista se entrega ao serviço em um cemitério onde enxerga outros mortos e conversa com os mesmos.
E eis que surge uma mocinha. Tess! Bonita, encantadora, inteligente... Uma típica personagem ‘única’ estereotipada por escritores e roteiristas americanos. E ela, claro, conhece o protagonista e o encanta. Ambos encantam, aí que mora toda a magia de livros assim, românticos e espiritualistas. Uma ênfase ao ‘espiritualistas’. Eu poderia grifar, colocar em negrito ou qualquer outro tipo de destaque. A relação deles não pode ser perfeita, o mundo é complicado demais pra que duas pessoas que se completam tão bem como eles, vivam simplesmente esse amor intenso.
Bom, de fato como já disse, aproveitei bem a leitura, não encontrei respostas em nenhum tipo de crença, tentei associar com espiritismo mas não deu muito certo. Então simplesmente ignorei noções obvias e me joguei na leitura sem questionar aparições, conversas, mitos e toques. Sem julgar se aquilo poderia ou não existir, ou se aquilo era provável ou não. Foi mais gostoso assim, apesar do desfecho não ter me agradado tanto. Os personagens são bons, a narração é boa, falar de milagre é uma delícia, envolver espíritos é chamativo, e amor então... 

terça-feira, 17 de julho de 2012

O Retrato de Dorian Gray – Oscar Wilde

Esse livro faz parte daqueles clássicos que você já viu na sua livraria favorita, mas que nunca deu lá muita moral (a não ser que já seja um fã dos clássicos) até que algum chegado seu resolveu te dizer que é bom. E de fato, ele é.

Conta a história de um moço da alta sociedade que tem uma beleza apaixonante e que está sendo retratado pelo artista Basil. No momento em que a pintura é finalizada se encontram no ateliê não somente pintor e pintado (Rá!), mas também o Lorde Henry, um homenzinho cínico, sem travas na língua, e que pelo qual o autor do livro expõe as frases que mais nos causam efeito.

É o Lorde Henry quem desperta Dorian para a certeza de que seu rostinho bonito um dia se acabará, assim como sua juventude; e Dorian, desesperado com a nova descoberta, solta que preferiria trocar com o quadro a capacidade dele de nunca envelhecer, sua própria alma. Após uma crise amorosa digna do teatro onde ocorreu, o garoto percebe que suas marcas de culpa realmente vão para sua fisionomia na pintura e não para si mesmo. (Choque)

Apesar de escrito em 1890, existem vários pontos do livro que provavelmente serão usados como referência em todas as épocas. O primeiro visível é a forma como a beleza é valorizada pela sociedade, como influi no egocentrismo das pessoas, no cuidado com a vaidade. Também nos faz pensar em como as amizades têm influência na gente, e como o modo em que a vemos pode mudar.
O livro representa uma geração de jovens, que para uma época tão ligada a reputação, eram considerados decadentes; e foi de grande escândalo em seu lançamento.

Achei de fácil leitura (mesmo com todo o floreio galanteador das palavras do século XIX) e a história corre sem rodeios. Faz muitas críticas, inclusive algumas bem machistas por parte do Senhor Sou Conhecedor Das Mulheres Lorde Henry, sem deixar o único romance do Oscar Wilde ficar pesado. É um livro que eu recomendo, e, para meu próprio agrado, gostaria de deixar uns trechinhos na sequência:
“Para remoçarmos o melhor é recomeçarmos as nossas loucuras.”

“As mulheres nos tratam exatamente como a Humanidade trata seus deuses. Elas nos adoram, mas estão sempre a pedir-nos qualquer coisa.”

“A sociedade ultracivilizada, pelo menos, dificilmente crê ou admite a maldade dos que são ricos e belos.”

“Cada um de nós traz consigo a chave do inferno, Basil.”

Ele nasce

Uma apresentação breve só para abrir esse blog organizado mantido por Léo e Bë.

Aqui a gente pretende dar aquela pincelada em livros, filmes, séries e outros. Discutindo e trocando idéias sobre a cultura do clássico ao pop.

Desde já um salve pros visitantes, e até os próximos posts. /o/