sexta-feira, 24 de agosto de 2012

[Resenha] O Bebê de Rosemary – Ira Levin


No começo da paixão, toda aquela empolgação de construir uma vida nova, um casal se muda para um apartamento em que coisas um tanto... Estranhas vem acontecendo. Uma dona de casa singela e prendada. Um ator em início de carreira. Vizinhos intrometidos e esquisitos. Não poderia dizer que se trata de uma típica estória americana comum. Não quando a protagonista, Rosemary, acorda no meio da noite ouvindo canções estranhas, ou quando os tais vizinhos começam a extrapolar na hospitalidade. E em certa noite, depois de um sonho, quase que real, segundo a mesma... Um bebê é gerado. 


Sim, (obviamente) uma Rosemary grávida! E as coisas começam a se complicar.


A gravidez mais louca já vista, dores terríveis a atormentam, o médico é estranho, o marido já não é mais o mesmo homem com quem Rose se casou, os vizinhos já tomaram conta da sua casa. Mentiras, suspeitas, medo. Rosemary se depara com fatos estranhos, como a morte de um bom amigo, tão intrigado quanto ela, com todos os sintomas estranhos da gravidez. O marido começa a fazer um sucesso repentino e suspeito. E então a feitiçaria é colocada em questão.

Ira Levin conseguiu escrever uma história de terror, que levanta questões como a mulher era vista perante a sociedade na década de 60. Claramente representada pela devoção e subssimividade de Rosemary ao marido. Além de enfocar o satanismo, que é um tema um tanto... Atrativo para os mortais que adoram um bom romance que envolva ocultismo e magia negra. O Bebê de Rosemary é uma trama clássica, foi pra telona e mostrou o quanto o amor de uma mãe pode ser grande por seu filho. Uma mensagem dessas em um suspense de terror torna a história ainda mais bárbara. 

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