terça-feira, 24 de julho de 2012

[Resenha] Morte e Vida de Charlie St. Cloud – Ben Sherwood


Charlie St. Cloud. Um nome comum, um sobrenome angelical, uma pessoa singular. De fato o livro não mexeu muito comigo, não como com as pessoas que o indicaram. Não foi bem uma decepção. Diverti-me mesmo durante a leitura, quis me aprofundar, correr com as páginas, pesquisar alguns fatos religiosos, atribuir um rosto aos personagens principais e até fiquei curioso ao saber haver um filme da obra.
Um garoto bonito, inteligente e amoroso muda completamente de vida ao se envolver em um acidente onde como por milagre sai vivo, e por consequência perde seu irmão mais novo, Sam. Depois do tal milagre do desfibrilador o ter chamado de volta a vida, Charlie adquire um dom, ele agora conversa com os mortos. Inclusive com o seu irmão, a quem promete sempre estar presente aos fins de tarde para uma partida de beisebol! Encantador, não?
Agora todos os fins de tarde, Charlie St. Cloud, um rapaz com um futuro promissor, passaria dentro de um cemitério brincando com o seu irmão. Existe prova maior de amor que essa? Devoção e etc?  13 anos se passam, pra estar sempre por perto o protagonista se entrega ao serviço em um cemitério onde enxerga outros mortos e conversa com os mesmos.
E eis que surge uma mocinha. Tess! Bonita, encantadora, inteligente... Uma típica personagem ‘única’ estereotipada por escritores e roteiristas americanos. E ela, claro, conhece o protagonista e o encanta. Ambos encantam, aí que mora toda a magia de livros assim, românticos e espiritualistas. Uma ênfase ao ‘espiritualistas’. Eu poderia grifar, colocar em negrito ou qualquer outro tipo de destaque. A relação deles não pode ser perfeita, o mundo é complicado demais pra que duas pessoas que se completam tão bem como eles, vivam simplesmente esse amor intenso.
Bom, de fato como já disse, aproveitei bem a leitura, não encontrei respostas em nenhum tipo de crença, tentei associar com espiritismo mas não deu muito certo. Então simplesmente ignorei noções obvias e me joguei na leitura sem questionar aparições, conversas, mitos e toques. Sem julgar se aquilo poderia ou não existir, ou se aquilo era provável ou não. Foi mais gostoso assim, apesar do desfecho não ter me agradado tanto. Os personagens são bons, a narração é boa, falar de milagre é uma delícia, envolver espíritos é chamativo, e amor então... 

Um comentário:

  1. Ainda não vi filme nem livro, mas gostei do toque sobre ler sem aquele ar de 'Meu Deus! Esse livro tem que mudar minha vida!"

    Sinto que é um livro mais de entretenimento, que eu leria sem aquele comprometimento de me sentir cult no final da leitura.

    Gostei do post. xD

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